“…a nossa felicidade só depende de nós…”

1 de Fevereiro, 2026

“…a nossa felicidade só depende de nós…”

AVELINA CANHANDI JOSÉ
JOHREI CENTER DO LARGO DO COLÉGIO ANGOLANO
NORTE-SUL
BENGUELA
ANGOLA

Sou membro e dedico como Encarregada do Sector de Experiências de Fé.

Conheci a Igreja Messiânica em 2006, por intermédio da minha irmã, missionária  da nossa Igreja.

Após  a minha irmã se ter recuperado de uma enfermidade, passei a acreditar  no poder do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama;  em 2009, tornei-me membro, para melhor servir nesta Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o poder de decisão e o acompanhamento.

No mês de Setembro de 2025, o meu filho de 2 anos de idade, começou a adoecer com paludismo e febre tifoide constantemente; cumpria com a medicação hospitalar, aparentemente melhorava, mas no mês seguinte, voltava a ter a mesma patologia. Certo dia, do mês de Novembro, ele começou com uma disenteria que não parava, ficando debilitado. Aflita, levei-o ao hospital, dava-lhe os fármacos mas a febre não passava; de realçar que, em casa fazíamos diariamente oração com a família, marcha de Johrei, leitura dos ensinamentos e materializávamos donativo de agradecimento pela purificação, mesmo assim a situação continuava na mesma. Certa vez, pedi um valor ao meu esposo, com o intuito de levar o nosso filho a uma clínica privada. Ao pegar no valor, o meu sonen mudou, dizendo para mim mesma: a partir de hoje, chega de intoxicar o meu filho com medicamentos!

Fui à Igreja, tão logo cheguei, vi uma senhora com um olhar aflito, ela estava sentada com um bebé recém-nascido, ele chorava desesperadamente. Perguntei-lhe pela mãe da criança, respondeu-me que a filha dela estava internada no hospital, voltei a perguntar se os fiéis da igreja estavam a dar-lhe assistência religiosa, respondeu-me que uma missionária havia começado, mas não continuou. Ouvindo aquilo, fiquei bastante comovida, disse-lhe que passaria a dar assistência à sua filha. Ela, com lágrimas no canto do olho, lançou-me um olhar de esperança; depois, dirigi-me ao Altar  e com uma missionária, materializei um donativo direccionado à construção do Solo Sagrado, em nome do meu filho. No dia seguinte, ao participar de um encontro onde o ministro enfatisou sobra a importância do encaminhamento, começando pela portaria da Igreja, tocou-me profundamente e decidi praticar. Preparei flores e fui fazendo o encaminhamento, mas ao ouvir situações de extremo sofrimento, permitiu que eu ganhasse força para  levar a luz do Messias Meishu-Sama à filha daquela senhora. Fui ao hospital, encontrei a filha dela, uma jovem que aparentava ter 35 anos de idade, internada na secção de infecciologia; estava com o corpo todo inflamado e internada há aproximadamente 3 semanas; identifiquei-me e comecei a fazer-lhe oração, acompanhada com a ministração de Johrei. Ao conversar com a mãe da paciente, foi explicando-me que a filha, após dar à luz, começou a ter hemorragia, mas como vive no Município do Lobito, levaram-lhe ao hospital da Catumbela, onde ficou internada; levou 10 balões de sangue, a situação dela agravava-se, ficou bastante inflamada, totalmente irreconhecível, com uma respiração ofegante; os médicos pensando que ela tivesse infecção pulmonar, transferiu-lhe para o hospital geral de Benguela, encaminhando-a directamente para sala dos cuidados intensivos, permanecendo lá durante uma semana. Depois, os médicos viram que o problema dela era cardíaco, mas como na secção de cardiologia não havia espaço, colocaram-lhe na secção de infecciologia. Ela continuou dizendo que já enterrou muitos filhos apenas essa é a única que está em vida, como não quer mais ir aos quimbandas, decidiu procurar esta Igreja. Os irmãos da Igreja receberam-lhe com muito amor, compraram leite para o bebé, uma missionária disponibilizou a sua casa para confeccionarem o leite, enquanto ministravam-lhe Johrei, o bebé se alimentava. Depois fui à Igreja e materializei um donativo de gratidão. No dia seguinte, quando fui para lá, surpreendentemente a paciente tinha sido transferida para a secção de cardiologia; continuei a dar-lhe assistência dia após dia, diariamente materializava donativo de agradecimento em nome dela e oferecia-lhe arranjo floral. Depois de cinco dias, na noite de sexta-feira, sonhei com a mãe da paciente, levando uma criança da idade do meu filho, ela com os olhos aguçados disse: “você é que matou a minha filha”! Assim que acordei fiquei assustada, perguntei-me: como é possível eu matar a filha dela? Ignorei. Surpreendentemente, no dia seguinte, sonhei com os meus Antepassados dizendo: “nós já estávamos a espera do teu filho, mas vocês desistiram de entregar”! Esta sequência de sonho, pôs-me preocupada, fiquei a pensar: será que a paciente morreu? No dia seguinte assim que fui ao hospital, encontrei a paciente sentada numa cadeira a conversar com as outras pacientes. Ministrei-lhe Johrei, ao terminar as outras pacientes disseram-me: também queremos a oração e ministrei-lhes também Johrei. Fui à Igreja, materializei um donativo em nome dela, direccionado para a construção do Solo Sagrado. A partir dali, o meu filho melhorou completamente. Expliquei o sucedido ao responsável, que orientou-me a continuar a dar-lhe assistência, a distribuir folheto de oração e a filosofia da salvação. Continuei a dar-lhe assistência  e  também ministrava Johrei às outras pacientes. Depois de ela ter completado um mês de internamento, com apenas 9 dias de assistência religiosa, no dia 5 de Dezembro, ela e outras pacientes receberam alta. No dia seguinte quando fui para lá, não as encontrei, fiquei feliz, mas lamentava por não lhe ter pedido o terminal telefónico. Fui à Igreja, fiz oração, materializando o donativo de gratidão pela grande graça. Os dias foram passando, eu pensava sempre na senhora. No dia 22 de Dezembro, decidi fazer limpeza na Unidade, como preparação para o natalício de Meishu-sama. Surpreendentemente no dia seguinte, quando comemorávamos o nascimento de Meishu-sama, a senhora com a filha e o neto, apareceram na Igreja. Assim que as vi, o meu coração pulou de tanta felicidade, apresentei-lhes ao responsável, orientou-me a levá-las ao Altar e fizemos oração de agradecimento. A senhora disse-me: “não esperava que a minha filha fosse sobreviver. Estou muito grata, a partir de hoje, ela passará a frequentar a Igreja Messiânica”. Essas palavras transcenderam o limite da minha felicidade, dei-lhes o meu terminal telefónico, para que eu pudesse continuar a servir como instrumento de Deus e Meishu-Sama, na vida dessas pessoas.

Portanto, ganhei consciência da importância de debruçarmos na dor e no sofrimento de outras pessoas. Para sermos felizes, devemos primeiramente fazer o próximo feliz. Existem dívidas espirituais que precisamos saldar, para isso precisamos colocar em prática as orientações dos nossos superiores. “A nossa felicidade só depende de nós”.

Faço os donativos correctamente e tenho a horta caseira.

Comprometo-me a empenhar cada vez mais na salvação do próximo.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigada!

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