Sou membro, natural do Lobito, resido no Município dos Navegantes e dedico como responsável deste Núcleo de Johrei.
Conheci a Igreja Messiânica em 2009, por intermédio de uma missionária.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: Doença, pobreza e conflitos.
Tudo começou em 2002, quando o meu filho na altura com 11meses de idade, ficou doente e internado; como foi se manifestando muitas complicações, decidimos recorrer aos tratamentos tradicionais, tendo a criança depois de alguns dias, partido para o Mundo Espiritual. Continuei no quimbanda, no princípio, devido aos sonhos e pesadelos onde, traziam-me a criança para eu amamentar; fiz o tratamento utilizando galinhas, cabritos e outras práticas. Tive uma outra criança, que aconteceu a mesma coisa, mas sobreviveu; a partir dali, passei a frequentar casas de quimbandas, auxiliando nos serviços de tratamento. Uma vez que uma parte da minha família fazem esses tratamentos, então fui escolhida para o tratamento do chamado “fico”, que consiste na preparação tradicional de uma mulher em todos os aspectos. Durante a preparação da cerimónia para eu ser empossada, certo dia fui visitar a minha colega, na altura a irmã que me encaminhou, ao explicar a ela que estava a juntar um dinheiro para comprar o boi para a cerimónia, ela aconselhou-me a não fazer mais esse tratamento, pois que iria levar-me à Igreja; foi tão insistente que, acabei por aceitar, mas disse-lhe que caso algo me acontecesse, seria da sua responsabilidade.
Na Igreja, fui recebida pelo plantonista que me orientou a: Receber 10 Johrei por dia, a assistir os cultos, cultuar os Antepassados, manter a flor de luz em casa, limpeza da Nave e do banheiro, que cumpri sem dificuldades nenhumas.
Com o tempo, tudo passou, principalmente a doença dos meus filhos. Para melhor servir nesta Obra Divina, fiz o donativo de compromisso na fé e de outorga, tornando-me membro nesse mesmo ano.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.
No dia 27 de Outubro, recebi a visita de uma Ministra em minha casa; durante a conversa, ao ouvir os meus problemas conjugais e ao falar sobre a responsabilidade que me foi deixada de cuidar a Unidade dos Navegantes na ausência da responsável, orientou-me a fazer o donativo de esforço máximo, como forma de agradecimento pelas situações que eu estava a viver em casa e pela confiança que me foi concedida de permanecer na Unidade. Fui dando muitas desculpas, alegando dívidas. Mesmo assim, com muita sabedoria, a Ministra fez-me compreender que eu precisava fazer o esforço máximo ainda naquele mês de Setembro e também no mês de Novembro. Graças a Deus, materializei os respetivos donativos e as mudanças não se fizeram esperar:
– Durante dois anos, o meu marido deixou de apoiar na manutenção da casa e nem contribuía financeiramente, uma vez que, era ele quem fazia as compras e semanalmente dava 20.000 Kz. De realçar que, essa situação me trazia muito sofrimento, pois já não fazia os donativos correctamente porque o meu salário já não cobria as despesas; após a mentalização do donativo, no dia seguinte, ao chegar à casa, encontrei compras tudo em quantidades e o valor de 15.000 kz, deixado pelo meu marido. Agradeci com um donativo. Estava com dificuldades de conseguir um sítio para instalar a minha filha de 15 anos que estuda em Luanda; graças a Deus, hoje encontra-se instalada em casa de um missionário, sem precisar pagar aluguer e bem próximo da escola. Depois de uma semana, fomos assaltados, levaram uma garrafa de gás cheia e um computador portátil; agradeci com donativo, entendendo que era uma dívida espiritual, pois tenho familiares envolvidos em roubos.
Na materialização do segundo donativo de esforço máximo, o meu primo faleceu, tendo eu que tirar do donativo, um valor para contribuição da compra do caixão. Pensei em adiar para o mês a seguir, mas após ouvir o testemunho de um missionário sobre a desobediência, compreendi e decidi fazer, mesmo que fosse pela metade, mas completei a diferença com um valor extra que tinha em reserva, conseguindo fazer o donativo na Sede Central em Luanda, no culto do Natalício de Meishu-Sama
De regresso a Benguela, o meu marido ofereceu-me um telemóvel, querendo saber o que mais faltava em casa. Desde então, voltou a apoiar-nos como antes.
Na nossa Nave, tínhamos preparado apenas um candidato a outorga. Após os esforços máximos e com a ajuda das Redes de Salvação, conseguimos outorgar 13 novos membros e através dessa prática, muitos vêm relatando vàrias mudanças. Hoje temos 12 candidatos confirmados e 5 que já completaram o donativo
Aprendi que, a obediência é a chave do sucesso e que o donativo feito com esforço máximo, ajuda a eliminar as máculas das nossas linhagens.
Comprometo-me em empenhar-me ainda mais na Obra Divina, ajudando principalmente os lares, a tornarem-se paradisíacos.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
