“…ao chegar no Japão, a minha…”

12 de Junho, 2025

“…ao chegar no Japão, a minha…”

ANITA LOURENÇO NHAMUCHE
MAPUTO
MOÇAMBIQUE

Tenho 39 anos de idade e conheço a Igreja Messiânica há mais de 16 anos, onde graças a Deus e ao Messias Meishu- Sama, tenho tido o privilégio e honra de permanecer nela firme.

Conheci a Igreja por intermédio de uma missionária, que frequentemente me oferecia flores, que eu recebia com muito amor e gratidão. A beleza e a delicadeza das Mini-Iquebanas chamaram minha atenção, ao ponto de querer saber mais sobre elas; foi assim que, de imediato pedi a localização da Igreja e lá fui sozinha, onde a partir daquele dia, nunca mais parei de frequentar graças a Deus e a Meishu-Sama.

Lembro-me de que eu sofria de insónias e sempre que anoitecesse, ficava triste e muito angustiada, pois não dormia até ao amanhecer, tinha falta de paz de espírito; no meu primeiro contacto com a Igreja, tive um sono tão profundo, que nem pude ir trabalhar porque acordei tarde.

Em 2014, comecei a fazer donativo para peregrinar aos Solos Sagrados do Japão; depois de já ter o valor completo, não pude peregrinar, porque consegui uma vaga para fazer um curso militar intensivo, onde não podia sair e ir para casa.

De salientar, que os meus pais viviam no meio de conflitos conjugais, onde envolviam os filhos a tomarem partido deles; nessa época, eu dedicava muito,  passando mais tempo na Igreja, como forma de fugir do barulho dos meus pais, sendo um momento muito intenso e triste. Graças a Deus e a Meishu-Sama, de imediato recebi a graça de ir a um treino militar onde pude fugir totalmente desse barulho; nessa época, peguei no valor que estava destinado a peregrinar e como não fui, comprei  uma viatura para os meus pais, como forma de uni-los. Quando receberam, ficaram muito felizes mas, com o  andar do tempo, a minha mãe zangou-se e disse que o carro trouxe desgraça em casa uma vez que quem mais o usava era o meu irmão junto com os seus amigos, que escaparam da morte, após um acidente onde terminaram em baixo de um camião e dois dos amigos e que por sinal irmãos, ficaram feridos e perderam dentes no tal acidente; o meu irmão, simplesmente não comunicou o ocorrido à família e os pais dos jovens foram lá reclamar com os meus pais. De lá para cá, não me tinha  ocorrido a razão da ingratidão da minha mãe; com o tempo, fui percebendo que era a manifestação dos Antepassados, pois aquela viatura  continua nova mas não funciona.

Em 2023, consegui reunir novamente o dinheiro para a peregrinação, mas de novo não pude ir, porque me encontrava novamente num outro curso intensivo militar, mesmo com expediente de pedido de dispensa este foi recusado; dessa vez entedi, que devia continuar a dedicar com gratidão, pois percebi que ainda não tinha permissão.

Em 2024, após ter encerrado o curso, continuei a preparar-me para peregrinar como sendo minha prioridade, mas como nada vem fácil, comecei a purificar de doença, pois o meu pé dava comichão, tendo ficado muito grande; nessa época, fiz de tudo mas não melhorava, pois nem tinha diagnóstico, fui ficando desgastada até debilitada, mas não perdia a fé, tinha uma força interior inexplicável, graças a Deus e a Meishu Sama; lembro-me que, quando faltavam poucos dias para peregrinar, o ministro orientou-me a adiar a peregrinação ou então,  devia peregrinar com  autorização médica feita por escrito, devido ao estado delicado em que eu me encontrava. Como eu disse, tinha uma segurança e certeza que aquilo era o que eu mais queria mesmo nem que fosse a última coisa a fazer, pois nessa época nada mais me importava senão peregrinar. Confesso que não fui ao médico, continuei a orar com a  certeza de que eu iria peregrinar. Foi com muito esforço que consegui materializar esse desejo, no sentido de  agradecer pelas incontáveis graças que recebi de Deus e Meshu-Sama.

Ao chegar no Japão, a minha purificação intensificou,  mas conseguia com esforço, ir a todas as dedicações, só que um pouco limitada para sair e  conhecer as maravilhas do Japão. Consegui prevalecer na  caravana sem ter ficado nenhum dia de repouso. Quando voltamos a Moçambique, logo na primeira semana, fui ao hospital e dessa vez, tive a graça de saber o diagnóstico; comecei a fazer o tratamento e tenho registado grandes melhorias graças a Deus e a Meishu-Sama.

Durante a minha doença, tive vários episódios em que Deus testou a minha fé,  pois lembro-me das vezes em que as pessoas visitavam-me e no final me aconselhavam a ajudar Deus, indo aos curandeiros; um dia, uma amiga  aconselhou-me a fazer isso,  mas quando amanheceu eu desisti da ideia; nessa época acordava sempre com mensagens de propagandas de curandeiros, mas eu nunca me vi a entrar numa palhota para tratamentos. Então parei diante do Altar, orei e reconfirmei o meu compromisso com Deus e o Messias Meishu-Sama junto com  meus Antepassados, jurando que, mesmo que  fosse para morrer, eu jamais voltaria para a era da noite. Assim, melhorei com o Johrei e a dedicação.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigada!

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