“…cada um de nós precisa da sua própria proteção espiritual…”

14 de Fevereiro, 2026

“…cada um de nós precisa da sua própria proteção espiritual…”

PAULINA CUSTÓDIA MAFUTA KOMBOXITO
CENTRO DE APRIMORAMENTO DO MORRO BENTO
CENTRO-SUL
LUANDA
ANGOLA

Sou frequentadora, dedico como encarregada das experiências de fé e como locutora.

Conheci a Igreja Messiânica desde o meu nascimento, por intermédio dos meus familiares, membros da nossa igreja.

Após ter ingressado no ensino médio, passei a dedicar-me intensamente aos estudos, facto que incomodava bastante alguns colegas da minha turma, levando alguns deles a desenvolverem comportamentos negativos e bastante estranhos para comigo. Porém com a dedicação, houve mudanças significativas no comportamento desses meus colegas.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com o reenquadramento na unidade e a proteção divina.

O instituto onde estudava ficava muito próximo da unidade religiosa da Vila Nova. Todos os dias, ao ir e voltar da escola, passava pela unidade, mas não conseguia entrar para fazer uma simples oração. Não entrava por falta de vontade, pois mentalizava que, como a minha avó estava sempre na igreja, todos nós, em casa, já estávamos protegidos. Assim, fui-me desvinculando totalmente da igreja.

Certo dia, ao ir para o colégio, decidi entrar na nave antes de chegar à escola. Ao entrar, encontrei algumas mamás do Sanguetsu, cumprimentei-as e, em seguida, perguntaram-me o motivo de eu não estar mais a frequentar a unidade. Respondi que estava com pouco tempo. Como já estava perto do horário de entrada na escola, uma delas disse-me: “Para não te atrasares, faz apenas uma oração e leva esta flor contigo!”. E entregou-me uma flor de luz. Pensei em recusar, pois tinha vergonha de dizer às minhas colegas que era messiânica. No entanto, para não criar mais conversa, aceitei a flor e segui para a escola.

Ao chegar, de forma inconsciente, coloquei a flor na carteira de uma colega que ainda não tinha chegado, sem imaginar que isso seria motivo de desentendimento. “Quando ela chegou, eu encontrava-me fora da sala. Entrou, dirigiu-se à carteira e, sem cumprimentar ninguém, perguntou em tom alto: “Quem colocou esta coisa na minha carteira? É melhor tirar daqui, não gosto de testes como estes. Estão a provocar-me para me conhecer melhor ou o quê?”. Ao entrar na sala, ouvi o que ela tinha dito por outras colegas e assumi que tinha sido eu quem tinha trazido a flor. Ela pediu que eu retirasse a flor e disse que, numa próxima vez, evitasse situações como aquela.

No decorrer da aula, com a flor já na minha carteira, algo muito estranho começou a acontecer com ela. Pedia várias vezes para sair da sala, sem motivo aparente. Foram inúmeras saídas, até que a professora começou a questionar, mas ela não conseguia dar uma resposta concreta.

Na última vez em que tentou sair, começou a chorar, dizendo que não conseguia mover os pés nem respirar. A professora pediu que chamássemos o pai dela, que, por sinal, era um dos seguranças da escola. Questionado se a filha já apresentara sintomas semelhantes, ele respondeu que também estava surpreso, pois nunca tinha presenciado tal situação.

Ao chegar em casa, contei tudo à minha avó. Ela orientou-me a passar a dedicar com mais frequência. Passados alguns dias, comecei a purificar com muita intensidade. Fazia consultas, mas sem êxito. Passei a faltar às aulas, porém, como era delegada e tinha notas excelentes, quando comecei a sentir-me melhor e fui à escola com a intenção de justificar as faltas, não encontrei nenhuma registada facto que muito me surpreendeu.

Ao regressar para casa, encontrei a mesma colega, que disse-me: “Eu consigo levar as pegadas de muitas pessoas todos os dias, mas quando tentei recolher as tuas, naquele dia, não havia pó algum no sítio onde tinha colocado!”.

Naquele momento, compreendi o motivo da purificação intensa que estava a viver. Era realmente muita purificação. Na altura, a mamã fez um esforço máximo e orou a dizendo: “Meishu-Sama”, já tentei de tudo. De agora em diante, entrego a minha filha nas Tuas mãos, e que, seja negativo ou positivo, seja feita a tua vontade!”. Passei a receber muito Johrei todos os dias, lia bastante os Ensinamentos, o que permitiu que começasse a melhorar significativamente. Dias depois, já recuperada, voltei a frequentar o C.A.

Compreendi que cada um de nós precisa da sua própria proteção espiritual, do seu saldo em dedicação. Entendendo também a importância em materializar os nossos donativos de gratidão.

O meu compromisso é continuar a dedicar para ganhar a permissão de receber o Sagrado Ohikari.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

A todos que atentamente ouviram o meu relato de fé, muito obrigada.

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