Sou membro e dedico como auxiliar do Grupo Terra nesta Unidade.
Conheço a Igreja Messiânica desde a minha infância, por intermédio da minha mãe em memória. Em 2004, fui outorgada para melhor servir à Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.
Eu vivo com o meu marido há cinco anos e desde então, em paz e harmonia. Ele sempre nos deu toda a atenção; é de poucas amizades e mesmo quando viajasse em missão de serviço, sua maior preocupação era comunicar-se connosco, desejando saber se tudo estava bem. Porém, há algum tempo atrás, ele arranjou 4 amigos, sendo que dois deles são mecânicos de profissão e estavam desempregados; estes amigos chegavam à nossa casa às 6h00 da manhã e algumas vezes nos encontravam ainda a dormir. Por orientação do meu marido, eles tomavam o pequeno almoço, almoço e jantavam em nossa casa, só saindo algumas vezes, às 22h00. Um desses amigos detesta a nossa igreja e foi influenciando o meu marido falando mal da igreja, mas eu não me importava com estas conversas, apenas agradecia. Algumas vezes, quando não houvesse o matabicho, ou seja o pequeno almoço, tínhamos que repartir a comida que restava do jantar do dia anterior, com eles. Esta situação, foi-me consumindo aos poucos, pois quando eu fizesse ver o meu marido que tal situação não nos ajudava nas poupanças, ele ficava irado comigo, alegando que aqueles eram seus amigos e estavam incluídos nas despesas das refeições de casa; os vizinhos questionavam se todos os dias na nossa casa havia festa! Certo dia, depois de matabicharem, sentaram-se fora e começaram a consumir bebidas alcoólicas; o marido ordenou que eu lhes fizesse funge para comerem, pois sentiriam fome se continuassem a beber; como eu não queria fazer o funge, o meu marido irritado, começou a xingar-me e de seguida, atirou o retrato de Meishu-Sama ao chão, alegando que a Igreja não me aconselhava bem! Aborrecida, decidi que a partir daquele momento, partiria para a separação, pois eu não estava no lar para suportar humilhação!
Decidi ir comunicar a situação à nossa responsável, que atentamente me recebeu, orou comigo e deixou-me a seguinte orientação: confeccionar os alimentos com amor e gratidão, respeitar o marido e não contrariá-lo, como também receber com amor e gratidão os seus amigos, fazer uma lista com os seus nomes orando a seu favor. Não foi fácil cumprir com esta orientação, visto que eu já tinha desenvolvido um sentimento de repulsa pelos amigos dele, pois entendia que eles eram os causadores dos conflitos que eu estava a viver com o marido.
Todavia, fui cumprindo paulatinamente as orientações, pelo que ocorreram as seguintes mudanças: os dois amigos mecânicos que estavam desempregados, um deles conseguiu um emprego e o outro começou a receber obras de reparação de viaturas na sua oficina que estava há muito tempo sem clientes, ficando sem tempo para frequentar a nossa casa.
O marido voltou a ser carinhoso e atencioso com a família, pois estamos em paz e harmonia; hoje é ele quem controla o horário das orações, que mesmo quando não está em casa, liga para me fazer recordar que está na hora da oração. Algumas vezes quando os dois amigos aparecem em casa, é apenas para cumprimentar e as vezes quando são convidados a aguardar pela refeição, alegam sempre estarem apressados em virtude dos trabalhos em que estão ocupados.
Aprendi com esta experiência, que devemos cumprir com gratidão as orientações dos nossos superiores, pois é o caminho mais fácil para ultrapassarmos as purificações.
Faço dízimo, donativo de construção, peregrino aos locais de maior luz da nossa Igreja e cuido de uma casa com dois frequentadores.
O meu compromisso, é aprofundar cada vez mais nas práticas básicas da fé messiânica, como forma de levar a felicidade ao próximo.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
