“…devemos praticar a fé não apenas quando estamos com problemas, mas principalmente…”

23 de Agosto, 2026

“…devemos praticar a fé não apenas quando estamos com problemas, mas principalmente…”

HELENA MANUEL DE JESUS
NÚCLEO DE JOHREI DO TALATONA
ÁREA 5
LUANDA
ANGOLA

Sou missionária e dedico como auxiliar do Grupo Lua.

Conheci a Igreja Messiânica por intermédio do meu cunhado.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a assistência religiosa.

Naquela época, eu e o meu esposo enfrentávamos muitas dificuldades: Doenças, pobreza, conflitos familiares e falta de emprego. Por causa dos conflitos com o meu sogro e também da situação de guerra, fomos obrigados a sair do Cuanza Sul e a refugiarmo-nos em Luanda.

Ao chegarmos a Luanda, o meu esposo foi encaminhado à Igreja pelo seu primo. Durante muito tempo, eu não aceitava ir à Igreja, pelo contrário, eu tinha muito preconceito e dizia que a Igreja Messiânica era uma igreja de magia.

O meu esposo dizia-me: Existe uma Igreja chamada Messiânica; eles usam o Ohikari, levantam a mão e ministram Johrei, respondia: Não! Eu já ouvi falar dessa Igreja, dizem que é magia, não vou a essa Igreja. Ele, porém, insistia: Temos de procurar ajuda, porque não estamos bem. É sempre doença e eu não tenho emprego. Ele começou a frequentar a Igreja e, depois de duas semanas, recebeu o Ohikari. Quando chegou à casa, tivemos uma discussão muito forte, porque eu não aceitava que ele tivesse sido outorgado. Fiquei muito triste e cheguei ao ponto de não querer mais nada com ele.

Uma semana depois, apareceu-me um tumor na perna. A dor era tão intensa, que eu não conseguia dormir. O meu esposo pediu ao primo que viesse ministrar-me Johrei, recusei: Não quero receber essa oração. Essa Igreja é de magia e eu não quero nada com ela. Mesmo assim, devido à intensidade da dor, o meu esposo insistiu e começou a ministrar-me Johrei. Ele passava horas a ministrar Johrei durante a noite. Depois de três dias sem conseguir dormir por causa da dor, naquela noite consegui finalmente descansar.

Quando acordei, pensei: “estava há três dias sem dormir por causa desta dor e hoje consegui dormir. Afinal, essa oração fez-me bem.” A partir daquele momento, comecei a aceitar a assistência. O meu cunhado continuou a ministrar-me Johrei e também levava flores para a minha casa.

Perguntava-me: Irmã Helena, como se tem sentido? Eu respondia: Muito bem. Então perguntava: Quer receber novamente? Eu dizia que sim. Depois de alguns dias, tive uma forte dor de barriga e o tumor acabou por rebentar, começando a sair sangue e pus. O meu cunhado levou-me para frequentar uma casa de Johrei. Foi assim que, comecei a aproximar-me da Igreja.

Com o passar do tempo, porém, afastei-me novamente da Igreja. Durante esse período de afastamento, passei por grandes dificuldades. O meu filho partiu para o Mundo Espiritual e o óbito foi transferido para o Cuanza Sul. Posteriormente, também partiram para o Mundo Espiritual a minha mãe, a minha irmã e o meu tio.

Depois dessas experiências, comecei a refletir e lembrei-me de que, quando frequentava a Igreja, também tinha passado por momentos difíceis, mas recebia assistência religiosa e encontrava forças para enfrentar as situações.

Além dessas perdas, passei por muitos conflitos com o meu esposo. Ele acabou por iniciar outra relação e ficámos cerca de um ano separados. Durante esse período, procurei outras amizades e outros caminhos, mas percebi que isso não estava a resolver os meus problemas. Foi então que, decidi voltar para a Igreja e retomar a assistência religiosa. Antes disso, eu já tinha encaminhado o meu cunhado, a esposa dele e os meus filhos para a Igreja.

Depois de algum tempo, o meu esposo começou a apresentar problemas graves de saúde. Ele não frequentava regularmente a Igreja, embora participasse de alguns cultos e realizasse os seus donativos. Procurámos ajuda médica várias vezes, mas os tratamentos não apresentavam resultados satisfatórios. Chegámos a procurar uma clínica indicada por outras pessoas, onde ele foi diagnosticado com um problema no intestino. Tinha dificuldades para comer e até para realizar as suas necessidades fisiológicas. Além do tratamento médico, começou também a receber Johrei.

Certo dia, tive um sonho com a minha sogra, em que ela dizia-me: Se não fizeres esforço para levar o teu marido à Igreja, ele vai morrer. Se não conseguires levá-lo à Igreja, procura um lugar onde ele possa receber tratamento.

Eu respondi: Sou da Igreja e não posso levá-lo a esses lugares. Se ele não quer ir à Igreja, a escolha é dele. Ela insistiu, se não o levares, ele vai morrer. No dia seguinte, contei o sonho ao meu esposo, mas ele não deu muita importância. Dois dias depois, tive novamente um sonho com a minha sogra. Ela perguntou: Onde está o Octávio? Respondi que ele não estava em casa. Então ela disse: Nós viemos para tratá-lo. Se não o tratares, ele vai morrer. Quando acordei, fiz uma oração e pensei: “Novamente este sonho!”

Entretanto, o estado de saúde do meu esposo piorou muito. Uma das tias dele, preocupada com a situação, mandou chamá-lo para receber tratamento. Ele saiu da casa onde estava com a outra mulher e foi para a casa da tia. Mais tarde, telefonei para saber como ele estava. Disse-me que não estava bem e que estava a receber tratamento. Por volta das 18 horas, percebi que estava muito tempo sem dar notícias. Liguei novamente. Ele respondeu com uma voz muito fraca: Estou a sentir-me muito mal.

Vomitei, fiz as minhas necessidades e deram-me alguns medicamentos. Estou sem forças. Depois dessa chamada, fiz um donativo e entreguei aquela situação nas mãos de Deus e de Meishu-Sama. Cerca de duas horas depois, ele chegou à casa muito fraco e pediu-me algo quente para beber. O irmão dele chegou posteriormente e contou-me tudo o que tinha acontecido. O meu esposo também reconheceu que tinha passado por uma situação muito grave e disse, escapei de morrer. Afinal, tinhas razão.
Graças a Deus, ele conseguiu recuperar e voltou para casa. Também decidiu terminar definitivamente a outra relação. Essa experiência ensinou-me a importância de perseverar na fé, na oração, na assistência religiosa e nos ensinamentos de Meishu-Sama.

A outra grande experiência de fé aconteceu com um dos meus filhos:

Desde muito jovem, ele tinha o sonho de viver no exterior. Aos 16 anos, dizia-me:
Mamã, eu tenho de ir viver fora, quero trabalhar e ajudar a nossa família, dizia-lhe que não tínhamos condições financeiras e que ele era muito jovem. Quando completou 17 anos, continuava a insistir: Mamã, por favor, ore por mim. Eu sei que as suas orações funcionam, peça a Meishu-Sama para eu conseguir viajar. No início, eu não queria pedir, porque tinha medo de que ele fosse para o exterior e acabasse por se envolver em coisas negativas. Então fui ao retrato e fiz uma oração, dizendo: “Meishu-Sama, se a viagem do meu filho for para o bem dele, para estudar, trabalhar e construir uma vida digna, peço que tudo dê certo mas, se ele estiver a ir para um caminho que possa prejudicá-lo, peço que o visto não seja concedido. Perdoe-me por ter esse medo como mãe.”

Depois fiz um donativo e levei-o à Nave. Passados três dias, o visto foi concedido. O meu filho ficou muito feliz e abraçou-me, dizendo: Mamã, consegui! As tuas orações são muito boas. Muito obrigado! A família reuniu esforços para ajudá-lo. O pai conseguiu apoio de uma sobrinha que já vivia no exterior e conseguimos enviar dinheiro para a renda, alimentação e outras despesas. No início, ele passou por algumas dificuldades. Alguns amigos foram à casa dele e acabaram por consumir grande parte da comida que deveria durar o mês inteiro. Certo dia, percebi que ele estava triste ao telefone.

Depois descobrimos que já estava há três dias sem comer. Fiquei muito preocupada e fui novamente ao retrato para orar: “Meishu-Sama, eu ajudo tantas pessoas, não permita que o meu filho passe fome. Eu não tenho condições financeiras para lhe enviar mais dinheiro. Por favor, cuide dele.” Fiz um donativo e fui dedicar na Nave. Pouco tempo depois, o meu filho telefonou: Mamã, já não é preciso enviar dinheiro. A tia encontrou-me e trouxe muitas compras e comida. Ele mostrou-nos tudo através de uma videochamada e realmente havia muita comida, suficiente para mais de um mês. Agradeci profundamente a Deus e a Meishu-Sama. Duas semanas depois, ele conseguiu um emprego. No entanto, o trabalho era muito pesado e ele trabalhava exposto a temperaturas muito elevadas.
Ele dizia-me: Mamã, estou a sofrer muito neste trabalho, respondia: Meu filho, aguenta mais um pouco. Tu pediste para ir e agora precisas perseverar até encontrares algo melhor.

Mesmo assim, continuei a orar e a fazer donativos, pedindo que surgisse uma oportunidade melhor para ele. Pouco tempo depois, ele deixou aquele emprego e conseguiu trabalho noutra empresa, onde passou a ganhar melhor. Com o tempo, conseguiu organizar a sua vida, tornou-se independente e começou também a ajudar a nossa família. Comprou coisas para mim, para o pai e para os irmãos e passou a demonstrar muita gratidão. Mais tarde, conheceu uma jovem, começaram a viver juntos e, posteriormente, decidiram vir morar em Angola. Com muito esforço, conseguiram organizar a vida e até adquiriram uma viatura.
Hoje vejo que, muitas situações que pareciam impossíveis, foram sendo encaminhadas.
Atualmente, cuido de três casas e procuro dedicar diariamente na Nave. Também separo um dia da semana para distribuir flores e visitar pessoas, tinha um pequeno negócio de venda de refeições, mas sentia que já não estava a ter o lucro necessário. Nas minhas dedicações, sempre pedia: “Meishu-Sama, permita que eu consiga um contrato com uma empresa para trabalhar como cozinheira e fornecer refeições aos funcionários. ”

Certo dia, um jovem apareceu no meu estabelecimento, almoçou e, dois dias depois, voltou e disse-me: Dona Helena, gostei muito da sua comida. A senhora cozinha muito bem. Quero levá-la à empresa onde trabalho, porque o meu chefe está à procura de alguém para fornecer refeições aos funcionários. Fui à empresa, conversei com o responsável e expliquei como trabalhava e os preços das refeições. Comecei a trabalhar para a empresa e, posteriormente, surgiram outros contratos.

Hoje, para minha grande alegria, trabalho com quatro empresas, fornecendo almoço e jantar aos funcionários.
Sempre que recebo o meu salário, procuro separar o dízimo, o donativo de construção e o meu donativo diário.
Quando olho para a minha vida e lembro-me de como tudo começou, as doenças, a pobreza, os conflitos familiares, a separação do meu esposo, a perda de familiares, as dificuldades dos meus filhos e os problemas financeiros, percebo que muitas vezes pensei que não conseguiria vencer, mas aprendi que não devemos desistir diante das dificuldades.
Através da prática da fé, da assistência religiosa, do Johrei, das dedicações, dos donativos e da aplicação dos ensinamentos de Meishu-Sama, fui encontrando forças para continuar.
Hoje, a minha maior gratidão é poder olhar para trás e reconhecer quantas bênçãos recebi.

Aprendi também que, devemos praticar a fé não apenas quando estamos com problemas, mas principalmente quando tudo está bem, procurando agradecer e servir ao próximo.

Por isso, continuarei a dedicar, a ministrar Johrei, a levar flores, a ajudar as pessoas e a agradecer a Deus e a Meishu-Sama por todas as bênçãos recebidas.

Muito obrigada!

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