“…devemos ser obedientes no cumprimento das orientações, devemos…”

2 de Maio, 2025

“…devemos ser obedientes no cumprimento das orientações, devemos…”

EMILIANA LUSSINGA USSULO
JOHREI CENTER DO LARGO DO COLÉGIO ANGOLANO
NORTE-SUL
BENGUELA
ANGOLA

Tenho 33 anos de idade, resido no bairro Calombutão, sou membro e dedico como encarregada de uma Rede de Salvação.

Conheci a Igreja Messiânica em 2019, por intermédio de um missionário.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doenças, pobreza e conflitos, que com o cumprimento das práticas básicas orientadas, esses problemas foram ultrapassados. Como gratidão, em Dezembro de 2020, tornei-me membro para melhor servir nesta Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a difusão no município do Dombe-Grande.

Em 2020, fui ao município do Dombe-Grande, a princípio com o intuito de fazer negócio. Falei com duas jovens  para trabalharem comigo, elas aceitaram, mas tinham que ter a permissão dos seus encarregados. Porém, fui à casa de uma delas, onde encontrei a mãe a dar banho no seu irmão de 4 anos de idade. Ela explicou-me que seu filho deixou de andar quando tinha dois anos de idade, defecava e punha na boca, parecendo estar com distúrbio mental. Entretanto, na altura, enquanto frequentadora, passei a dar-lhe assistência com oração, fazia a vivência da flor em sua casa e oferecia aos vizinhos. A partir daí, passei a cuidar de outras pessoas.

Nessa altura, o meu negócio começou a crescer cada vez mais e a alegria tomou conta de mim; várias vezes esquecia-me de materializar os donativos, com isso as trabalhadoras não me apresentavam contas certas, não vendo benefício, decidi parar de fazer o negócio. Mais tarde, comecei um outro negócio que também começou a crescer; comecei a perder força nas dedicações e deixei de materializar os donativos. Passado algum tempo, o negócio foi à falência. Esta situação deixou-me bastante triste. No ano passado, quando vim a Luanda para o culto anual as almas dos Antepassados, ao chegar no solo Sagrado de África, fiz oração de pedido de perdão aos meus Antepassados e reassumi o compromisso de voltar a dedicar no município do Dombe-Grande, com o sonem de servir como instrumento do Messias Meishu-Sama.

De regresso a Benguela, convidei alguns irmãos a dedicar, e algumas missionárias se predispuseram. Preparamos arranjos de flores e quando chegamos ao local, primeiramente nos dirigimos à casa do Soba, pedimos permissão e lhe oferecemos um arranjo de flores. De seguida, fomos visitar as casas que eu havia deixado de cuidar, fizemos oração, ministramos Johrei e oferecemos um total de 50 arranjos florais.

A seguir, passo a relatar algumas ocorrências vivenciadas:

– Uma senhora que anteriormente estava bastante debilitada, queixando-se de dores no peito e não conseguia cuidar da sua casa, este ano, ao visitar-lhe, encontramo-la a lavar a roupa e vendo-me, disse o seguinte: “mana a primeira vez que me fizeste oração, Deus levou toda a minha doença, hoje estou bem, já consigo organizar a minha casa”. Semanas depois, ao voltarmos novamente, encontramos a sua filha com muita dor de cabeça e com maior intensidade no lado esquerdo, pedindo-nos que lhe ministrássemos Johrei; alguns dias depois, a dor passou, ela reconheceu o poder do Johrei e prontificou-se em conhecer a Igreja.

– Outro caso, é  de uma outra senhora, que desde a perda do seu filho, começou a ter maus sonhos e não conseguia dormir, via vultos, entrou em depressão, passou a   refugiar-se no consumo excessivo de bebidas alcoólicas, perdeu a autoestima,   deixou de cuidar da sua casa, passando mais tempo nas barracas a consumir bebidas alcoólicas. Ao chegarmos à sua casa, fizemos oração, ministramos Johrei e oferecemos flores. No dia seguinte, acordou muito cedo e bem-disposta, preparou o pequeno almoço, organizou a  casa e deu banho aos seus enteados, coisa que nunca mais havia feito. Seu esposo vendo a sua mudança ficou muito feliz e incentivou-a a continuar a receber Johrei.  Actualmente, ela reduziu o consumo de bebidas e seu esposo ofereceu-lhe uma casa em Benguela.

Certa vez, um jovem, enquanto estávamos prestes a sair da casa desta senhora, ao vê-lo a chorar, ministramos-lhe Johrei. Em conversa, explicou-nos que é o filho mais velho dos pais, a sua mãe é fazendeira, não lhe tem envolvido nos negócios da família, apenas traçava os projectos com os irmãos menores, ele sentia-se excluído da família, esta atitude causava-lhe muito sofrimento.

De seguida, pedimos para conhecer a sua casa e quando lá chegamos, nos deparamos com uma senhora a quem já havíamos oferecido a flor; fizemos a oração e ao conversar com ela, relatou que já frequentou a Igreja e que na altura do seu ingresso, sofria de muita hemorragia e estava bastante debilitada, mas que, com a assistência religiosa, o problema passou. Quando estava  na Igreja, engordou bastante, tinha mais energia física, mas depois de abandoná-la, não conseguia dormir, via vultos e que para solucionar o seu problema, passou a frequentar várias igrejas, mas nunca conseguiu encontrar outra igual à Igreja Messiânica; acrescentou dizendo que, o seu maior sofrimento é o seu primogénito que está mergulhado no consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tem roubado constantemente em casa, já tentou vender uma das suas casas. Fruto deste relato da mãe, compreendemos o real motivo do jovem acima mencionado não ser envolvido nos negócios da família. Passado uma semana, voltamos a essa casa, ela disse que desde que recebeu Johrei e a oração, o problema passou, o seu filho reduziu o consumo de bebidas alcoólicas. Como gratidão, ela cedeu dois espaços um para servir de Rede de Salvação e outro para a prática da Agricultura Natural.

As mudanças também se repercutiram em minha vida, eu que anteriormente sofria pelo facto de ver os meus irmãos mergulhados no mundo da delinquência e a fazerem o uso de liamba, com a obediência no cumprimento das orientações dedicando arduamente, um dos meus irmãos, desde Janeiro do ano corrente deixou de beber, conseguiu emprego e tem contribuído nas despesas de casa. A minha família que dificilmente realizava enlaces matrimoniais, este ano quatro casais já marcaram a data para o casamento. Fiquei muito feliz.

Com essa experiência aprendi, que devemos ser obedientes no cumprimento das orientações, devemos dedicar não somente com o intuito de receber graça, mas com sinceridade em fazer outras pessoas felizes.

O meu compromisso é de continuar a aprofundar nas práticas básicas.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, a permissão de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigada!

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