Tenho 30 anos de idade, resido no Município da Baía-Farta e sou missionária deste Núcleo de Johrei.
Conheci a Igreja Messiânica em 20 de Março de 2018, por intermédio do meu tio, na altura frequentador desta igreja.
Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram: febres constantes, oxiurus, insónia, sentia o corpo pesado, muitas picadas na região toráxica, que pareciam de agulha, dificuldade para ingerir alimentos, porque eu tinha a sensação de que existia uma massa na garganta que provocava muito desconforto. Para solucionar esses problemas, recorri a tratamentos médicos e tradicionais, aonde gastamos muito dinheiro mas sem resultados satisfatórios. Foi nesse quadro de sofrimento, que fui encaminhada à fé messiânica. Após ser ouvida, fui orientada para o seguinte: receber 10 Johrei por dia, dedicar na Nave e no banheiro, manter a flor de luz em casa, ter a horta caseira, cultuar os meus Antepassados e encaminhar outras pessoas à Igreja.
Mesmo com algumas dificuldades, consegui colocar em prática as orientações recebidas. Depois de um mês, tudo o que me assolava, passou. Como gratidão, tornei-me membro para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o Johrei e o donativo especial de gratidão.
No passado mês de Junho do corrente ano, a minha sobrinha começou a queixar-se de febres e dores de cabeça; como a situação foi piorando, urgentemente foi levada para o hospital, mas a medicação não surtia efeito. Horas depois, ela deu os últimos suspiros e partiu para o mundo espiritual. Depois do funeral, o meu tio que me encaminhou à Igreja, sofreu um acidente no local de serviço. Foi levado para o hospital, mas como a lesão na cabeça era grande, não suportou e em pouco tempo também partiu para o mundo espiritual. Novamente depois do funeral, recebi um telefonema da vizinha do meu pai, informando-me de que, a minha irmã de 4 anos de idade, foi encontrada na rua deitada a convulsionar, com os olhos abertos e toda pálida. Os vizinhos pegaram nela e levaram-na para o hospital. De imediato, fui para lá juntamente com os meus pais e um grupo de familiares. Ao chegarmos, só era permitido a entrada de apenas uma pessoa. O médico não se importou com a presença dos pais, simplesmente escolheu-me, dizendo que eu era a pessoa ideal para permanecer ao lado da doente. Assim que entrei na sala, vi a minha irmã estendida na cama, o corpo rijo, não respirava, perguntei ao médico se já tinha morrido, respondeu-me que ainda tinha um pouco de vida. Fez transfusão de sangue, aplicaram-lhe vários fármacos, o organismo dela não reagia. Os médicos agastados, disseram-me que já haviam feito de tudo, só lhe restava apenas um milagre de Deus. No entanto, comecei a ministrar-lhe Johrei, acompanhado do Auto-Exame da Fé durante alguns minutos; como não reagia, saí da sala e liguei para o responsável e pacientemente expliquei a situação; ele orientou-me a ministrar Johrei nos pontos principais, tais como no topo da cabeça, ombros, palmas das mãos, plantas dos pés e rins, acompanhado de orações e donativo especial para agradecer a purificação; depois, pediu-me o nome dela para se fazer a oração no Altar; 10 minutos depois, voltei a ligar para o responsável aflita, dizendo que não estava a surtir efeito, ao que ele disse que eu continuasse, até os médicos me pedirem para sair.
Como naquele momento eu não tinha donativo, fui falar com os familiares para disponibilizarem um donativo de modo a agradecermos a purificação. Eles por não professarem a igreja, começaram a discutir comigo; uns diziam: “os médicos nunca pediram nada! Aqui não é no quimbanda que para curar tem que colocar dinheiro no balaio! Como não trabalhas, queres te beneficiar do nosso dinheiro”! No meio de tantas reclamações, teve apenas um familiar que deu-me 150 Kz. Entrei na sala, continuei ministrando-lhe Johrei, mentalizei o valor, direccionando para a construção do Solo Sagrado, em nome da minha irmã. Passado algum tempo, ouvi uma voz que dizia: “para esse problema, o donativo tem que ser de 5.000 Kz”! Fui novamente ter com a família, eles mostravam resistência em não querer dar o valor. No entanto, fiz-lhes lembrar, do tempo que andaram comigo nos quimbandas, o dinheiro que desperdiçaram sem sucesso e os milagres que a Igreja Messiânica fez na minha vida. Mesmo assim, respondiam que já haviam gasto muito dinheiro nos óbitos e que só dariam, caso o pedido fosse feito pelos médicos. Porém, a vida da minha irmã estava cada vez mais a complicar-se. A voz dizia-me, que o donativo tinha que ser feito imediatamente. O meu avô, vendo a minha aflição, mesmo não frequentando a Igreja, conseguiu convencê-los. Cada um foi dando a sua contribuição, que totalizou 5.650 Kz.
Assim que fiz a oração materializando o donativo especial, a minha irmã abriu os olhos e começou a respirar. Os médicos admirados, gritavam dizendo: “a tua oração funcionou, ressuscitou a tua irmã”! Bastante feliz, eu queria levar essa informação aos familiares, porém, os médicos travaram-me, dizendo, que eu tinha que continuar a fazer oração. Sendo assim, continuei a ministrar Johrei. Apesar dela abrir os olhos, carecia de cuidados, o corpo continuava rijo, os dentes cerrados. A equipa médica, decidiu levá-la para a sala de reanimação, onde não é permitido a entrada de familiares, mas os médicos deram-me a permissão de estar com a minha irmã dia e noite, alegando que a oração iria também ajudar os outros pacientes que estavam naquela sala. Assim que entrei na sala de reanimação, encontrei muitos doentes graves, no oxigénio, com sonda, monitorados por uma máquina; um silêncio total, algo aterrorizante que nunca tinha visto em toda a minha vida. Por volta das 22 horas, o médico colocou a minha irmã no oxigénio e na sonda. Minutos depois, a máquina que estava ligada a uma senhora começou a disparar, os médicos apareceram de imediato, assim que a máquina parou de tocar a senhora faleceu.
Depois, a máquina que monitorava uma jovem, também começou a tocar, ela também acabou por morrer. Os médicos pegaram em lençois brancos, taparam os corpos, verificaram todos os doentes e foram dormir, trancando-me na sala com 5 pacientes graves e dois cadáveres, no que fiquei cheia de medo. Por volta da 1 hora da madrugada, ganhei coragem e comecei a ministrar Johrei na minha irmã. Uma voz me dizia: “a oração não tem que ser feita numa só pessoa”! Desapeguei da minha irmã, passei a ministrar Johrei também nos outros pacientes. Assim que amanheceu, por volta das 6 horas da manhã, os médicos abriram a porta e levaram os cadáveres para a morgue. Rendeu uma outra equipa médica e assim que me viram com as mãos levantadas, perguntaram-me se eu pertencia à Igreja Messiânica; assim que respondi-lhes que sim, deixaram-me continuar com a ministração de Johrei. Fiquei ali sem comer e sem beber água, a minha família preocupada, pensava que apanhei alguma recaída e que também me internaram na reanimação. No entanto, por volta das 17 horas, a minha irmã e mais 4 pacientes que já estavam na reanimação há 15 dias, milagrosamente abriram os olhos, foram transferidos para uma outra secção, colocaram todos numa única sala, onde passaram a receber visita. Eu continuei a ministrar-lhes Johrei diariamente e depois de 4 dias, todos eles recuperaram e receberam o título de alta. Um dos familiares desses pacientes, reconheceu o poder da oração, agradeceu-me profundamente, através do milagre que Meishu-Sama operou na vida desses pacientes; uma senhora foi encaminhada e entrevistada no Johrei Center de Benguela. A minha família, reconheceu o poder do Messias Meishu-Sama. Como gratidão, o meu irmão passou a frequentar a Igreja.
Com esta experiência de fé aprendi que, por mais difícil que seja qualquer situação que estivermos a enfrentar, devemos ter fé, confiar em Deus acima de tudo, pois Ele estará no comando e nos guiará para alcançarmos a felicidade.
Encaminhei 40 pessoas, das quais uma tornou-se membro, faço os donativos corretamente e tenho a horta caseira.
O meu compromisso, é de levar o Johrei para o maior número possível de pessoas.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de servir nesta Obra Divina.
Muito obrigada!
