Sou membro e dedico como Líder Jovem.
Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola, em 2008, por intermédio dos meus pais, pois os acompanhava sempre à igreja.
A experiência de fé que passo a relatar para os senhores, está relacionada com o empenho na dedicação e a preparação espiritual para o Intercâmbio de Benguela.
Há 3 anos até à esta parte, tinha como dia de plantão, as quintas-feiras, das 6h às 12h. Minhas aulas começavam 12h30, pontualmente, entretanto, nalgumas quintas-feiras, chegava e já encontrava o Professor na sala e este fazia sempre uma lista para controlo.
Num certo dia, quando também estava atrasado, meus colegas, no intuito de me ajudar, sem eu ter pedido nada, colocaram o meu nome na lista de presenças. Justamente naquele dia, o professor decidiu fazer uma chamada, à título de confirmação dos presentes, e obviamente tinha um nome a mais. O professor perguntou, mas ninguém respondeu. Passou de carteira em carteira, mas não encontrou o responsável. Como ninguém respondia, este precisava responsabilizar alguém, conforme sempre faz. Realizei as provas parcelares, e posteriormente o exame, mas não fui aprovado. Acabei então realizando o exame de recurso, mas novamente sem sucesso e acabei então entendendo que, como o autor não tinha sido encontrado, provavelmente estava a ser punido por conta da situação anterior, pois o mesmo, por ter a fama de ser agente da lei, não tolerava irregularidades.
Agradeci, continuei o meu plantão normalmente, com as marchas de visita nas casas de outros jovens da unidade e entendi que eu era o único culpado daquela situação. No ano seguinte, já no 2° ano, era o ano decisivo e a regra era clara: ninguém transita para o 3° com qualquer cadeira. Quando questionado pela orientadora como estava indo na academia, expliquei a dificuldade que estava a enfrentar e esta perguntou-me se estava a fazer donativo diário. Respondi que não. Esta me disse que o donativo diário não era apenas para alimentar nossos Antepassados, mas também servia de saldo espiritual para nós, e com isso somos protegidos.
Passei a ler ensinamento antes das provas dele, inclusive num dos dias, preparei uma mini ikebana e coloquei na sua mesa, mas ele não apareceu. No dia do exame, este coincidiu com um outro do 2° ano no mesmo horário. Eu pretendia fazer os dois no mesmo dia, repartindo o tempo, mas o professor não aceitou, pedindo para que escolhêssemos entre a cadeira dele e a outra. Decidi fazer a outra por ser mais complexa. Graças a Deus, eu já tinha eliminado todas as cadeiras do ano em questão, faltando apenas a cadeira do referido professor e acabei por ficar apenas com uma última oportunidade. Preparei-me, entreguei tudo nas mãos de Deus para que fosse feita sua vontade.
Realizei o exame de recurso e no final, eu e mais 2 colegas fomos ter com o professor e explicamos que estávamos com 1 pé no 1° ano e o outro no 3°, e que não avançaríamos sem a sua aprovação. Este olhou para nós e disse: “Digam os vossos nomes. Vou corrigir vossa prova agora. À vossa frente. Vou já vos chumbar”.
Eu fui o 1° e dei meu nome. Este pegou minha prova, foi corrigindo e atribuindo meio valor a cada questão e chegou à uma questão e disse que estava errada. Tinha uma colega ao lado e disse: “Não, professor. Esta está de acordo com a chave do professor”. Então, o professor disse: “Vi mal. Mas tudo bem. Só até aqui já tens 7. Só por isso, posso te aumentar mais um 3. Ganha tempo, vai embora e não olha atrás.” Fui embora, muito feliz e agradeci do fundo coração com um donativo no altar de casa.
Depois de alguns dias, nos informaram que as notas já estavam disponíveis e graças a Deus, encontrei 12V, estando apto para o 3° ano. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, estou a encerrar o plano curricular, sem qualquer cadeira em atraso e em 4 anos consecutivos.
Como preparação para a peregrinação à Província de Benguela, fomos orientados a intensificar na ministração do Johrei, na leitura de pelo menos 30 minutos dos Ensinamentos e a oração às 20h. Uma semana e meia antes da peregrinação, comecei a sentir fortes dores no peito e no estômago. Passei a receber Johrei, acompanhado da leitura dos Ensinamentos e das orações, dando continuidade à minha preparação espiritual. No entanto, as dores apenas aumentavam. À medida que os dias se aproximavam, elas não cessavam.
Diante disso, decidimos fazer uma consulta para compreender o que estava a acontecer e encaminhar melhor essa purificação a Deus e Meishu-Sama. Pensei: “Será que contraí alguma infeção pulmonar?
Talvez, mais uma vez, não terei permissão para participar neste intercâmbio fora de Luanda. Ainda assim, não vou parar com a preparação espiritual.” Contei sobre a purificação ao orientador e este levou-me ao altar para entregar nas mãos de Deus acompanhado de um donativo.
No hospital, a médica solicitou uma série de exames e orientou-me a apresentar os resultados na sexta-feira, às 7h30, dia inicialmente previsto para a viagem. Posteriormente, fomos informados de que a viagem seria apenas na madrugada de sábado.
No dia marcado, apresentei os resultados à médica, que informou que estava tudo normal e que até mesmo o raio-X não indicava qualquer alteração. Segundo ela, as dores no peito poderiam estar relacionadas com o estresse, e as do estômago, com a alimentação.
A médica receitou alguns medicamentos, mas decidi não tomá-los, pois entendi que aquilo que estava a sentir era manifestação dos meus Antepassados e que precisava intensificar as dedicações para receber a permissão de participar da peregrinação. Assim, intensifiquei a leitura dos Ensinamentos, mantive-me firme nas orações, auto-ministrei Johrei e também continuei a recebê-lo. Graças a Deus, as dores diminuíram e consegui participar da peregrinação.
Mesmo não me sentindo totalmente bem, comuniquei ao meu superior o meu estado, explicando que talvez não conseguisse servir da melhor forma. No entanto, dentro de mim, o sonen de servir a Meishu-Sama era mais forte do que a própria dor.
Orei a Meishu-Sama, pedindo que me utilizasse para que eu pudesse ser útil no servir. Após essa oração e entrega sincera, senti-me melhor e consegui servir com dedicação, movimentando-me de um lado para o outro e cumprindo as minhas tarefas com empenho.
Hoje, sinto-me bem, graças a Deus, a Meishu-Sama e aos meus Antepassados.
Durante essa experiência, também pude perceber algo que, para mim, foi muito especial: alguns jovens do Johrei Center despertaram para o servir na unidade e para a importância de participar nas atividades programadas a nível regional. Ao todo da minha Unidade, 8 jovens participaram deste intercâmbio realizado na Província de Benguela.
Com essa experiência, aprendi que, diante das aflições, não devemos nos desesperar quando estamos a colocar em prática as orientações recebidas. Pelo contrário, precisamos ser persistentes, firmes e confiantes, especialmente quando o nosso objetivo é salvar os nossos Antepassados.
Comprometo-me, em continuar a levar o Johrei, os sagrados ensinamentos e despertar mais jovens para o servir a Deus e Meishu-Sama com excelência e sinceridade.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigado!
