“…diante das aflições, não devemos nos desesperar quando estamos…”

26 de Abril, 2026

“…diante das aflições, não devemos nos desesperar quando estamos…”

ADÉRITO ARSÉNIO MONTEIRO ZIMBO
JOHREI CENTER DO CAMAMA
NORTE-SUL
LUANDA
ANGOLA

Sou membro e dedico como Líder Jovem.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola, em 2008, por intermédio dos meus pais, pois os acompanhava sempre à igreja.

A experiência de fé que passo a relatar para os senhores, está relacionada com o empenho na dedicação e a preparação espiritual para o Intercâmbio de Benguela.

Há 3 anos até à esta parte, tinha como dia de plantão, as quintas-feiras, das 6h às 12h. Minhas aulas começavam 12h30, pontualmente, entretanto, nalgumas quintas-feiras, chegava e já encontrava o Professor na sala e este fazia sempre uma lista para controlo.

Num certo dia, quando também estava atrasado, meus colegas, no intuito de me ajudar, sem eu ter pedido nada, colocaram o meu nome na lista de presenças. Justamente naquele dia, o professor decidiu fazer uma chamada, à título de confirmação dos presentes, e obviamente tinha um nome a mais. O professor perguntou, mas ninguém respondeu. Passou de carteira em carteira, mas não encontrou o responsável. Como ninguém respondia, este precisava responsabilizar alguém, conforme sempre faz. Realizei as provas parcelares, e posteriormente o exame, mas não fui aprovado. Acabei então realizando o exame de recurso, mas novamente sem sucesso e acabei então entendendo que, como o autor não tinha sido encontrado, provavelmente estava a ser punido por conta da situação anterior, pois o mesmo, por ter a fama de ser agente da lei, não tolerava irregularidades.

Agradeci, continuei o meu plantão normalmente, com as marchas de visita nas casas de outros jovens da unidade e entendi que eu era o único culpado daquela situação. No ano seguinte, já no 2° ano, era o ano decisivo e a regra era clara: ninguém transita para o 3° com qualquer cadeira. Quando questionado pela orientadora como estava indo na academia, expliquei a dificuldade que estava a enfrentar e esta perguntou-me se estava a fazer donativo diário. Respondi que não. Esta me disse que o donativo diário não era apenas para alimentar nossos Antepassados, mas também servia de saldo espiritual para nós, e com isso somos protegidos.

Passei a ler ensinamento antes das provas dele, inclusive num dos dias, preparei uma mini ikebana e coloquei na sua mesa, mas ele não apareceu. No dia do exame, este coincidiu com um outro do 2° ano no mesmo horário. Eu pretendia fazer os dois no mesmo dia, repartindo o tempo, mas o professor não aceitou, pedindo para que escolhêssemos entre a cadeira dele e a outra. Decidi fazer a outra por ser mais complexa. Graças a Deus, eu já tinha eliminado todas as cadeiras do ano em questão, faltando apenas a cadeira do referido professor e acabei por ficar apenas com uma última oportunidade. Preparei-me, entreguei tudo nas mãos de Deus para que fosse feita sua vontade.

Realizei o exame de recurso e no final, eu e mais 2 colegas fomos ter com o professor e explicamos que estávamos com 1 pé no 1° ano e o outro no 3°, e que não avançaríamos sem a sua aprovação. Este olhou para nós e disse: “Digam os vossos nomes. Vou corrigir vossa prova agora. À vossa frente. Vou já vos chumbar”.

Eu fui o 1° e dei meu nome. Este pegou minha prova, foi corrigindo e atribuindo meio valor a cada questão e chegou à uma questão e disse que estava errada. Tinha uma colega ao lado e disse: “Não, professor. Esta está de acordo com a chave do professor”. Então, o professor disse: “Vi mal. Mas tudo bem. Só até aqui já tens 7. Só por isso, posso te aumentar mais um 3. Ganha tempo, vai embora e não olha atrás.” Fui embora, muito feliz e agradeci do fundo coração com um donativo no altar de casa.

Depois de alguns dias, nos informaram que as notas já estavam disponíveis e graças a Deus, encontrei 12V, estando apto para o 3° ano. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, estou a encerrar o plano curricular, sem qualquer cadeira em atraso e em 4 anos consecutivos.

Como preparação para a peregrinação à Província de Benguela, fomos orientados a intensificar na ministração do Johrei, na leitura de pelo menos 30 minutos dos Ensinamentos e a oração às 20h. Uma semana e meia antes da peregrinação, comecei a sentir fortes dores no peito e no estômago. Passei a receber Johrei, acompanhado da leitura dos Ensinamentos e das orações, dando continuidade à minha preparação espiritual. No entanto, as dores apenas aumentavam. À medida que os dias se aproximavam, elas não cessavam.

Diante disso, decidimos fazer uma consulta para compreender o que estava a acontecer e encaminhar melhor essa purificação a Deus e Meishu-Sama. Pensei: “Será que contraí alguma infeção pulmonar?

Talvez, mais uma vez, não terei permissão para participar neste intercâmbio fora de Luanda. Ainda assim, não vou parar com a preparação espiritual.” Contei sobre a purificação ao orientador e este levou-me ao altar para entregar nas mãos de Deus acompanhado de um donativo.

No hospital, a médica solicitou uma série de exames e orientou-me a apresentar os resultados na sexta-feira, às 7h30, dia inicialmente previsto para a viagem. Posteriormente, fomos informados de que a viagem seria apenas na madrugada de sábado.

No dia marcado, apresentei os resultados à médica, que informou que estava tudo normal e que até mesmo o raio-X não indicava qualquer alteração. Segundo ela, as dores no peito poderiam estar relacionadas com o estresse, e as do estômago, com a alimentação.

A médica receitou alguns medicamentos, mas decidi não tomá-los, pois entendi que aquilo que estava a sentir era manifestação dos meus Antepassados e que precisava intensificar as dedicações para receber a permissão de participar da peregrinação. Assim, intensifiquei a leitura dos Ensinamentos, mantive-me firme nas orações, auto-ministrei Johrei e também continuei a recebê-lo. Graças a Deus, as dores diminuíram e consegui participar da peregrinação.

Mesmo não me sentindo totalmente bem, comuniquei ao meu superior o meu estado, explicando que talvez não conseguisse servir da melhor forma. No entanto, dentro de mim, o sonen de servir a Meishu-Sama era mais forte do que a própria dor.

Orei a Meishu-Sama, pedindo que me utilizasse para que eu pudesse ser útil no servir. Após essa oração e entrega sincera, senti-me melhor e consegui servir com dedicação, movimentando-me de um lado para o outro e cumprindo as minhas tarefas com empenho.
Hoje, sinto-me bem, graças a Deus, a Meishu-Sama e aos meus Antepassados.

Durante essa experiência, também pude perceber algo que, para mim, foi muito especial: alguns jovens do Johrei Center despertaram para o servir na unidade e para a importância de participar nas atividades programadas a nível regional. Ao todo da minha Unidade, 8 jovens participaram deste intercâmbio realizado na Província de Benguela.

Com essa experiência, aprendi que, diante das aflições, não devemos nos desesperar quando estamos a colocar em prática as orientações recebidas. Pelo contrário, precisamos ser persistentes, firmes e confiantes, especialmente quando o nosso objetivo é salvar os nossos Antepassados.

Comprometo-me, em continuar a levar o Johrei, os sagrados ensinamentos e despertar mais jovens para o servir a Deus e Meishu-Sama com excelência e sinceridade.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigado!

Partilhar amor

Procura mais alguma coisa?

Relacionados:

Reminiscência do dia
Ensinamento | Estudo Diário