“…diante das purificações, devemos ter força, coragem e…”

29 de Julho, 2026

“…diante das purificações, devemos ter força, coragem e…”

LAURINDA ESTER CUTALA
JOHREI CENTER DO HUAMBO
ÁREA 4
HUAMBO
ANGOLA

Tenho 52 anos de idade, sou missionária e dedico como auxiliar da Rede da Salvação do bairro São José.

Conheci a Igreja Messiânica, no dia 13 de Novembro de 2016, por intermédio de uma missionária.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doença, dificuldades financeiras e conflitos.

O meu esposo padecia de hipertensão e ascite (inflamação da barriga) que durou cerca de um ano e oito meses; na tentativa de resolver estes problemas,  recorremos a hospitais e casas de kimbandas, gastando avultadas somas em dinheiro, sem resultados satisfatórios.

Foi neste quadro de sofrimento, que conhecemos a Igreja. No princípio, o esposo não cedeu, porque já não tinha esperanças de vida, até que de tanta insistência, acabou por aceitar. Quando recebeu Johrei pela primeira vez, ele que estava com   dificuldades para se alimentar e tinha insónia, milagrosamente começou a comer normalmente e passou a dormir bastante; foi assim que, juntos,  decidimos seguir este caminho.

Na Igreja, fomos recebidos pelo plantonista que após ouvir-nos  atentamente, orientou as  práticas básicas que cumprimos com muitas dificuldades e passado algum tempo,  a  hipertensão e a inflamação na barriga, passou na totalidade.

Como gratidão, tornei-me  membro no dia 23  de Dezembro  de  2020, para melhor servir nesta Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.

No mês de Abril de 2024, o meu sobrinho começou a padecer de um tumor na face, a família pensando que fosse algo normal, não deu a devida importância ao caso. Foi assim que, em 2025, a situação se agravou, o tumor inflamou bastante,  estourou e começou a expelir muito líquido, dando-lhe muita dor e  cheirava ao ponto de incomodar quem estivesse ao lado.

A sua mãe, vendo a situação a piorar, decidiu levá-lo ao hospital, afim de dar início a tratamentos médicos; teve de ser transferido para um outro hospital, em uma outra Província, onde não houve nenhuma alteração, tendo por lá ficado durante 6 meses, sem o devido  acompanhamento, limitando-se apenas em fazer análises uma vez  por semana.

A situação do menino piorava dia após dia, o tumor inflamou bastante a ponto de fechar um dos olhos, havendo dias em que não conseguia se alimentar e dormir corretamente por causa das dores.

Meses depois, a mãe decidiu regressar ao município do Mungo, afim de cuidar das crianças que havia deixado e dar continuidade ao trabalho do campo, deixando o filho na minha casa, naquele grave estado de saúde.

Como Messiânica, fiquei comovida com a situação, vendo uma oportunidade de ser utilizada como instrumento de Deus e do Messias Meishu-Sama; contudo, decidi acompanhar o caso, mas antes, primeiro falar com o meu superior, no sentido de orientar-me, cuja orientação foi a seguinte: a fazer 100 orações de Amatsunorito todos os dias, aprofundar na ministração de Johrei, distribuir flores de luz, abrir casas e cuidar de outros doentes, tudo em nome do meu sobrinho. Depois de uma semana, tivemos resultados positivos, o hospital mandou-nos chamar e um dos médicos compadecido com a enfermidade do menino, fez novos exames e foi diagnosticado tumor maligno.

Daí ficou internado durante três semanas, em que a situação se foi agravando ainda mais. Posteriormente, foi transferido para Luanda, em um hospital para controlo do câncer.

Naquele momento, era necessário um familiar acompanhar o menino, pensei comigo mesma: a mãe está no município e já se passaram seis meses que não vem ver o filho, o pai já é falecido, como fica esta situação? Sem alternativas, notei que era minha missão; decidi acompanhá-lo, mas antes fui falar com a ministra e expliquei o caso. Na verdade, o que mais  me afligia, eram as condições financeiras, porque nenhum familiar apoiava. Em Luanda, não tínhamos sítio para hospedar e para arrendar uma casa, era necessário valores. Foi assim que, a ministra disse-me: não te preocupes, vamos ao Altar, entregar esta situação nas mãos  de Deus e do Messias Meishu-Sama.

Realçar que, naquele momento, eu me encontrava a fazer o curso de teologia na Igreja, larguei o curso, deixei a minha casa, os meus filhos e os meus trabalhos para segundo lugar. Foi uma decisão bastante difícil, pois que, comecei a ser julgada pelas pessoas, que me diziam mãe sem juízo, deixa as suas responsabilidades para ir cuidar do filho do outro, começando assim conflitos na família. Mesmo assim, não vacilei na minha decisão, buscando sempre força nos ensinamentos de Meishu-Sama.

Quando chegamos a Luanda, me dirigi à Sede Central para agradecer a purificação.  Nessa  fase, eu estava hospedada na casa de uma missionária; nas manhãs, eu ia sempre ao hospital fazer assistência religiosa no meu sobrinho e aos outros doentes; com essa prática, um dos pacientes  gostou muito do Johrei e pediu que eu lhe fosse sempre ministrar; em conversa, pude falar-lhe da minha situação, que tinha vindo da Província do Huambo e que estava em casa de uma irmã espiritual, tendo o senhor dito: “tenho várias  casas, não se preocupe vou dispensar uma no município do Cazenga no bairro do Malueca, para ficares lá o tempo que quiseres, por custo zero”; emocionada, agradeci a Deus e ao Messias Meishu-Sama, pelo milagre.

Ao chegar na nova casa, a minha maior preocupação, foi procurar uma Unidade Religiosa, passando depois a frequentar o Núcleo de Johrei Malueca2, onde estou até hoje.

Depois de três semanas de internamento, o meu sobrinho teve alta hospitalar e merecemos um internamento externo ou seja ia ao hospital fazer o tratamento uma vez por semana.

No entanto, sempre que tivéssemos a oportunidade de servir,  juntos íamos à Unidade Religiosa dedicar e às quartas-feiras,  participávamos da marcha de Johrei no Centro de Aprimoramento do Cazenga, portanto temos nos dedicado com muito fervor à Obra Divina, porque sabemos que estamos a enfrentar uma batalha grande.  No Núcleo, entrei no grupo de assistência religiosa, faço encaminhamento à porta da Unidade, distribuição de flores, limpeza, fiz o Sorei-Saishi das minhas linhagens e materializei um donativo especial de gratidão.

– Depois de muito tempo a espera, milagrosamente, no dia 4 de Abril do corrente ano, pela permissão do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, o meu sobrinho foi operado e após a operação, os doutores vieram ter comigo perguntando: “Mamã oras em que religião? Na verdade a tua oração é muito forte, porque no princípio da operação as coisas estavam difíceis, mas depois ficou muito fácil não entendemos nada”. De salientar que,  não pagamos nenhum valor, foi tudo de graça. Já recebeu alta e  está na fase de recuperação.

– Um dos meus filhos, que estava com dificuldades de obter um espaço para abrir um estabelecimento aqui em Luanda, recebeu a graça de uma casa por uma pessoa desconhecida sem pagar nenhum valor, no local já abriu o seu estabelecimento.

– A minha filha tinha problemas para dar à luz, pois era um parto complicado, mas na hora, tudo se harmonizou, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, tendo um parto normal. A minha quarta filha, estava a purificar com muita dor no seio, após eu fazer o assentamento das linhagens e o donativo de pedido de perdão, as dores passaram consideravelmente.

– O meu penúltimo filho, recebeu a graça de fazer um curso que tanto almejava,  sem nada pagar.

Para agradecer, fiz mais um donativo de gratidão.

Com esta experiência de fé, aprendi que, diante das purificações, devemos ter força, coragem e firmeza, para suportar pacientemente tudo que estivermos a passar, sem  medir esforços para salvar alguém.

O meu compromisso, é de continuar a dedicar com afinco, na salvação das outras pessoas.

Encaminhei mais de 100 pessoas à Igreja, das quais 1 se tornou membro e 20  são frequentadores; cuido de 3 casas de membros e uma de frequentador, com um total de quinze pessoas. Tenho a horta caseira, faço dízimo, donativo de construção e diário.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigada!

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