Sou frequentadora e dedico como assistente do Grupo Lua.
Conheci a Igreja Messiânica em 30 de Setembro de 2024, encaminhada por uma missionária.
Quando conheci a Igreja, estávamos a passar por uma purificação séria na família. Sou a mais velha de 4 irmãs e, de repente no mês de Maio de 2024, a minha irmã a seguir, começou a apresentar problemas mentais, sendo o quarto caso na família. Nesse dia, ela ligou-me a dizer que ia ausentar-se, para resolver um assunto com o seu inquilino. Quando eram aproximadamente 10h, recebi uma chamada do número dela, mas com uma outra pessoa em linha, que se identificou como trabalhador de uma bomba de combustível. Afinal, a minha irmã parou para abastecer e de repente começou gritar, a pedir para ligarem para mim dizendo que ela estava a morrer. Enquanto o senhor falava comigo, eu ouvia a voz dela de longe a dizer “Mana estou a morrer, mana estou a morrer”. Saí a correr do serviço com uma colega e fomos ao seu encontro, tendo ela pedido para a levarmos à sua Igreja. Durante uma semana ela foi acompanhada pelos pastores, mas a cada dia só piorava, queria despir-se em público e falava coisas sem sentido. Assim, levamo-la ao Hospital, onde foi imediatamente internada, ficando por um mês, ao fim do qual, ela fugiu e foi para a minha casa. Como a doença só piorava, foi transferida para o Hospital Psiquiátrico, onde ficou 4 meses, mas nada de melhorar.
Em uma das visitas, quando ela saiu do quarto, estava a andar curvada como uma idosa e não conseguia ficar firme. Foi-nos informado que ela foi agredida por outra doente que lhe fraturou a coluna. Levamo-la de volta ao Hospital Central e graças a Deus a fratura não foi grave. Quando se recuperou da coluna, teve alta e levamo-la para casa, mas a saúde mental ainda era débil.
Por causa de tudo o que estava a acontecer, eu já não me concentrava no trabalho, passando a vida a chorar. Foi dentro desse quadro, que a minha colega certo dia, depois de perguntar como estava a minha irmã e eu ter respondido que não estava bem, disse-me “vamos à Igreja agora” e levou-me ao Centro de Aprimoramento, que é próximo do meu serviço. Fomos ao altar fazer oração e depois, encaminhou-me até à responsável que, nesse dia se encontrava de plantão. Ao me atender, perguntou qual era o meu local de residência, ao que respondi que tanto eu como a minha irmã doente, vivemos em Maxaquene, por sinal não muito distante da Unidade; orientou-me a cumprir com as práticas básicas, nomeadamente receber 10 Johrei por dia, manter a flor de luz em casa, encaminhar pessoas e fazer os donativos. No dia seguinte foi à minha casa e à casa da minha irmã, onde fez oração, marcha de Johrei e vivência da flor. Dias depois, a minha irmã piorou ainda mais e foi mais uma vez internada. Mesmo com ela no hospital, junto com a Rede de Salvação do Grupo Lua, fizemos a limpeza profunda e vivência da flor em sua casa e tempos depois na minha casa também. A rede passou a dar assistência a mim e a minha irmã no Hospital e as duas nos tornamos frequentadoras, primeiro eu e depois ela.
Passamos a participar das actividades da Igreja, incluindo cultos mensais e dedicação no Pólo Agrícola. Com o passar do tempo, passei a dedicar com a rede em outras casas, sempre que possível. Minha irmã estava internada mas desta vez foi diferente porque tivemos acompanhamento constante da Rede da Salvação e de outros irmãos que nos davam força. Não foram dias fáceis, porque o quadro dela alterava inesperadamente para melhor ou pior e com isso eu também tinha crises de choro.
Ainda assim, recebi a minha primeira graça que foi a reconciliação com a nossa tia, irmã do nosso pai, que não falava connosco há 5 anos. Ela ligou a querer saber da minha irmã doente e quando eu lhe disse que estávamos a frequentar a Igreja Messiânica, ela foi comigo ao Johrei Center onde foi atendida pela responsável, que explicou os princípios básicos da filosofia messiânica. Ela ficou satisfeita com o que ouviu e deu-nos força para continuar. Daí para frente, a nossa relação voltou a ser como antes e ela voltou a preocupar-se connosco e a tratar-nos como filhas.
A minha irmã já frequentadora, também teve uma grande graça, porque antes ela sofria de cólicas horríveis que a impediam de trabalhar. Mas desde o primeiro mês de frequência, ela nunca mais teve dores, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama; também o seu negócio prosperou muito.
Eu fui enquadrada na Rede da Salvação e, sempre que possível, marchava nas casas junto com a rede, mas desde que conheci a Igreja, eu não conseguia fazer o dízimo, pois não via sentido em fazer, enquanto minha irmã não estivesse melhor. Em várias ocasiões, explicaram-me que o dízimo salda dívidas espirituais profundas, mas eu não conseguia desapegar. Após várias orientações, finalmente consegui começar a fazer, primeiro só do salário e mais tarde incluí outros rendimentos.
Eu estava extremamente apegada à situação da minha irmã, deixando de ter vida própria; passava todo o tempo no hospital, mesmo quando não era necessária a minha presença, era como se eu carregasse o mundo nas costas. Com a prática do dízimo, várias reflexões profundas e outras orientações, com o estudo do Ensinamento “A entrega a Deus e o apego” comecei a exercitar o desapego da situação e a confiança em Deus.
No Domingo do Culto Mensal do passado mês de Fevereiro, ao sair do Culto na Sede Central, fui com uma irmã ao meu terreno, onde dedicamos na horta, ela fez a vivência da flor e preparamos canteiros de flores. No dia seguinte, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, o tão esperado milagre começou a se materializar. O médico concedeu uma dispensa de três dias à minha irmã para ela passar em casa com a família, após aproximadamente três meses de internamento. No segundo dia de dispensa, levamos a minha irmã para o Centro de Aprimoramento de Maputo, onde ficou toda a manhã a receber Johrei. Findos os 3 dias, veio outra graça, pois ao retornar ao hospital, o médico vendo a sua melhoria, concedeu mais uma semana de dispensa. E daí para a frente, sempre que ela vai ao controle, os dias de despensa são estendidos, dadas as significativas melhorias que ela tem demonstrado.
Neste momento, ela se encontra em casa da filha a receber os devidos cuidados. Infelizmente não recebe Johrei, mas sinto que a luz da dedicação que eu e a minha irmã fazemos na Igreja chega até ela, pois certo dia, ela ligou para mim para me cumprimentar e conversar, o que antes era absolutamente impossível, pois ela vivia num mundo de fantasia que só existia na sua mente. Agora, temos com conversas lúcidas com ela, depois de cerca de 8 meses de purificação intensa. Não tenho palavras nem formas de agradecer ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, pela maravilhosa bênção de ver a minha irmã a voltar a si e a conversar normalmente.
Com esta experiência de fé aprendi que, é muito bom cumprir com os Ensinamentos de Meishu-Sama, pois trazem sempre bons resultados.
Agora faço o dízimo corretamente e com muito gosto, sem olhar para trás e, ao contrário do que eu temia, não me falta nada e tenho recebido muitas graças materiais, até de comida.
Por isso, como forma de retribuir ao Supremo Deus e Meishu-sama, tomei a decisão de me tornar membro e com muita alegria fiz o meu donativo de outorga, assumindo o compromisso de contribuir nesta obra da salvação.
Muito obrigada!
