Sou membro e dedico como Encarregado do Grupo Lua e das Experiências de Fé, nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em Janeiro de 2006, por intermédio de um missionário, por motivo de curiosidade.
A experiência de fé que eu trago para compartilhar convosco está relacionada com o poder da oração.
Em meados de Janeiro de 2020, fiquei desempregado. Nessa altura, a minha mulher estava grávida de aproximadamente 3 meses. Como nós queríamos tanto ter filhos e fiquei desempregado, eu vi nisso, uma oportunidade para fazer diferente, quer dizer lutar para que dessa vez, esse bebé nascesse, pois já estávamos juntos há 4 anos e ainda não tínhamos conseguido isso, razão principal da separação no meu relacionamento anterior. Quando me apercebi dessa gravidez, pedi a Meishu-Sama com todo o fervor, que me desse esse filho para tirar-me a vergonha, pois que a idade estava a avançar e que o filho seria para Ele, para ser um grande missionário na Sua Obra Divina; que eu apenas iria cumprir o papel de pai, preparando-o e direcionando-o a este caminho.
Confesso-vos de que até então, a oração era o lado mais fraco das minhas dedicações; sempre senti preguiça de fazer os desafios, fazendo só no coletivo, mas como eu tinha consciência de que a oração é das maiores ou mesmo a maior arma para combater espiritualmente, comecei com os desafios das 6 e 21 horas, de 30 minutos cada e sem falhar, prolongando mais tarde o número de horas e tempo, muitas vezes acompanhado da esposa, no sentido de encontrarmos respostas para o nosso sofrimento.
Como já estávamos com 8 abortos espontâneos, decidimos esconder essa gravidez de todo mundo e como medidas, ela deixou de ir à igreja, deixou de frequentar casas de parentes, amigos, pedidos e óbitos, não podendo sair de casa sem passar por uma inspeção da minha parte, nem que fosse por 45 minutos; ela trocava de roupa até achar a adequada que não mostrasse a barriga. Até as nossas mães, nós só comunicamos quando ela completou 8 meses de gravidez. Eu disse à minha mulher: “pelo menos agora temos que lhes comunicar senão elas não vão entender de forma alguma, mas não vamos falar o tempo exato da gravidez”.
Ao decidir orar, eu tinha como objetivo conseguir ter filho, mas após 2 meses e meio de intensas orações, comecei a ter revelações quer por sonhos quer por visão espiritual. Começaram por me mostrar as pessoas que quer por sentimentos ou práticas negativas, se empenharam ou vinham se empenhando em impedir o meu crescimento material e espiritual. Como exemplo, passo a relatar o seguinte caso:
certa noite, eu dormia de costas, como se diz de barriga para cima, quando de repente, senti que alguém mexia nos meus órgãos genitais; ao olhar, vi uma mulher com a cabeça inclinada para aquela área. Aí, eu pus-me a gritar e ela saiu fugindo pela janela sem abrir a cortina. Consegui vê-la bem, menos o rosto porque ela se esforçou em escondê-lo. Outra noite, eu dormia novamente na mesma posição e recebi a mesma visita, novamente apegada àquela área. Desta vez, eu fui ágil e com a minha mão direita agarrei bem firme no punho da mão esquerda dela; ela lutava desesperadamente, tentando libertar-se, mas não conseguia porque ela estava preocupada em esconder a cara e não podia devidamente envolver nessa luta a sua mão direita, o que lhe retirava uma certa vantagem. Como eu estava deitado de costas, pensei comigo mesmo: «bom, já estamos há algum tempo nessa luta, ela está de pé, a continuar assim, tarde ou cedo ela vai conseguir escapar, então é necessário que eu acorde para concluir a captura porque nessa posição, não tenho alternativas». Então, comecei a esforçar-me para acordar e nesse esforço, acabei por relaxar a mão e ela, antes mesmo que eu acordasse na totalidade, conseguiu escapar e mais uma vez, saiu pela janela, mas consegui ver que era a mesma pessoa da vez passada. Na terceira vez, ela me apareceu no sono, sem esconder o rosto, sorridente e sozinha, começou a confessar tudo, tendo-a eu reconhecido. Confessou que já estava nisso há 15 anos!
Graças a Deus, um dia antes do parto, recebi um dinheiro que me deviam, com o qual fiz um donativo de esforço máximo de construção, com o sentimento de que a minha mulher desse à luz de um parto normal e que o bebé nascesse são e salvo. Feito o donativo, fui diretamente para casa. Já em casa, algum tempo depois, a minha mulher começou com contrações, fomos ao hospital, era falso alarme, depois de duas horas, mandaram-na voltar para casa. À noite, por volta das 19 horas, voltaram as contrações, dessa vez, mais intensas. Fomos ao hospital e depois de algumas horas, ela ainda não tinha dado à luz. Como eu estava no pátio do hospital e sabia que era proibido permanecer lá, fui-me escondendo dos seguranças para estar por perto e poder orar. Quando eram 23h59m, me posicionei num determinado lugar, direcionei-me para a sala da maternidade onde estava a minha mulher, mentalizei-a e comecei a orar. O segurança passava e repassava, mas não ousava me interromper talvez achando que eu não «estivesse bem da cabeça». Somente à 1hora da madrugada ele ganhou coragem e veio ter comigo, dizendo: «o senhor não pode ficar aqui, tem que sair fora». Não fiquei triste porque fui a tempo de orar uma hora. Por volta das 2 horas da manhã, as dores desapareceram. De manhã, a minha mulher ouviu se referindo a ela, uma médica a dizer para a outra: “como ela não entra em trabalho de parto, é melhor passar pelo bloco porque o bebé pode ter entrado em sofrimento. A outra respondeu: estás maluca? já viste no cartão dela? Ela já teve vários partos e nunca foi ao bloco. De seguida, esta última se dirigiu à minha mulher e disse: vai para casa, toma banho, bebe um chá quente e descansa, quando forem 13 horas, vais dar à luz. Já estando em casa, por volta das 13 horas e pouco, as contrações surgiram novamente, mas dessa vez ela reagia diferente, o que me «levou a crer» que seria da terceira vez. Mais uma vez fomos rápido ao hospital e rapidamente me posicionei debaixo de uma árvore, há uns 30 metros defronte ao hospital, direcionei-me e novamente pus-me a orar em viva voz. Não me retraiu nem a presença de pessoas ao meu redor nem de tantas outras que circulavam. Algum tempo depois, comecei a ouvir do fundo uma voz que ia crescendo, gritando: «família da senhora Rosária. Família da senhora Rosária». Corri para o portão do hospital e apresentei me. Essa enfermeira disse: onde é que o senhor estava? Eu já estive aqui, chamei, chamei, esta é a segunda vez que eu venho. A senhora Rosária já deu à luz a uma menina, às 14 horas e o parto correu bem. Finalmente, me tornei pai. Assim, na minha vida se confirmou a velha máxima que diz que há males que vêm por bem; dessa forma, aqui está a minha menina, com quase 5 anos.
Para agradecer esse milagre tão esperado, fiz um donativo especial.
Com essa experiência, me certifiquei que Meishu-Sama é realmente o Messias esperado pela humanidade.
O meu compromisso, é de aliviar o sofrimento das pessoas, levando alegria.
Cuido de 4 casas de frequentadores, faço o dízimo e o donativo de construção.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigado!
