Sou natural da Província da Huila, resido em Benguela, sou membro e dedico no sector do Saitén.
Conheci a Igreja Messiânica em 24 de Julho de 2023, por intermédio de uma missionária.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento à fé Messiânica foram: doença, pobreza e conflito.
Desde a infância, enfrentei muitos desafios e um dos mais difíceis foi ver o meu pai se afundar no alcoolismo. Com o tempo, ele começou a vender os bens de casa para sustentar seu vício. Quando cheguei à adolescência, senti-me atraída por esses mesmos hábitos e, por já estar acostumada a essa realidade, passei a enxergá-los como algo normal. Assim, acabei seguindo pelo mesmo caminho e também comecei a vender as coisas de casa.
Deixei a minha casa ainda jovem, buscando minha independência. Mudei-me para outra Província, onde desenvolvi minhas habilidades no ramo da hotelaria. Foi nesse período que conheci meu atual parceiro e juntos começamos a construir nossa vida.
Passamos por muitas dificuldades até que, finalmente, ele encontrou alguém e juntos se tornaram sócios. Assim, abriram uma empresa, onde começamos a trabalhar. A partir daí, a nossa vida melhorou e se tornou mais equilibrada.
Desde sempre, adotei um padrão rigoroso na construção de amizades, o que fez com que muitas pessoas, inclusive no ambiente de trabalho, se afastassem de mim. Alguns chegavam a temer a minha presença, especialmente porque meu marido era um dos proprietários do estabelecimento, o que me concedia certo nível de liberdade.
Certo dia, fui encarregue de orientar e supervisionar uma nova funcionária no trabalho. Para minha surpresa, ela já conhecia minha fama no serviço, o que a deixou receosa.
Percebendo seu nervosismo, pedi que se mantivesse calma e começamos a trabalhar. No momento do descanso, notei que ela ainda demonstrava receio, então a convidei para se juntar a mim. Aos poucos, fomos conversando naturalmente e o clima se tornou mais leve.
Foi então que, ela manifestou o desejo de me falar sobre a Igreja Messiânica e perguntou se poderia me ministrar a oração da Igreja (Johrei). Aceitei sem questionar.
Naquela noite, tive um sono tranquilo e revigorante. No dia seguinte, ao me encontrar, ela perguntou como eu havia passado a noite. Respondi que tinha dormido muito bem. A partir desse dia, ela passou a ministrar-me Johrei diariamente.
No local de trabalho, o segurança havia cultivado uma pequena horta com diversas hortaliças, incluindo lombi. Certo dia, ela pediu um pouco para levar para casa. Sem entender a importância dos produtos naturais, questionei sua atitude, argumentando que não era seguro consumir alimentos de origem duvidosa.
Depois de uma semana, acabei cedendo à curiosidade e também pedi um pouco para levar para casa. Preparei a hortaliça e comecei a consumi-la normalmente. Para minha surpresa, percebi uma melhora no meu sistema digestivo. Com o tempo, fui gostando cada vez mais, a ponto de a horta parecer mais minha do que de qualquer outra pessoa.
Depois de algum tempo, em um dia de folga, ela aproveitou a oportunidade para me convidar a conhecer a Igreja. Aceitei o convite e juntas, seguimos para lá.
Ao chegar, fui bem recebida, ouvi atentamente os ensinamentos e fui orientada sobre as práticas básicas da fé Messiânica. Graças a Deus, segui as orientações sem nenhuma dificuldade e, em pouco tempo, tornei-me membro. A partir daí, comecei a perceber melhorias significativas na minha vida.
Desde a juventude, sempre culpei o meu pai pelas dificuldades que enfrentei na vida, alegando que, apesar de ser uma pessoa bem-sucedida na sociedade, ele não me deu a devida orientação e apoio na infância. Esse ressentimento me levou a cortar contacto com ele por muito tempo.
No entanto, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, no início do ano passado, decidi ligar para ele e tivemos uma conversa tranquila. Para minha surpresa, percebi que o sentimento de mágoa que carreguei por tanto tempo, simplesmente desapareceu.
A experiência de fé que tenho para compartilhar com os irmãos, está relacionada com o poder do esforço máximo.
Em certa ocasião, o meu marido me informou que faria uma viagem para Luanda, para buscar a viatura que seu sócio havia comprado. No dia da viagem, tive uma intuição de fazer um donativo de esforço máximo em gratidão, pela ida e volta segura do meu marido; graças a Deus, ele retornou bem.
Alguns dias depois, o proprietário da viatura viajou com ela para a Província da Huíla. Ao regressar, decidiu viajar novamente para Luanda. Antes de partir, levou o carro ao mecânico para uma manutenção.
Ao examinar a viatura, o mecânico ficou espantado e perguntou quem havia trazido o carro de Luanda. O proprietário respondeu que havia sido seu sócio, ou seja, meu marido. Admirado, o mecânico explicou que o veículo não estava em boas condições, pois havia vários problemas mecânicos, tornando difícil acreditar que tivesse realizado dois longos trajetos sem sofrer um acidente ou algo pior.
Surpreso com a situação, o proprietário contou tudo ao meu marido, que compartilhou comigo. No início, fiquei consternada, mas logo recuperei a serenidade e compreendi, mais uma vez, o poder e a importância do donativo de esforço máximo.
Com esta experiência de fé aprendi que, por meio da fé, da dedicação e da prática dos ensinamentos Messiânicos, podemos superar dificuldades, melhorar nossa saúde física e espiritual e alcançar uma vida mais harmoniosa.
O meu compromisso, é seguir firme nas minhas dedicações, auxiliando Meishu-Sama na construção do Paraíso Terrestre. Além disso, carrego no coração o desejo de estabelecer uma unidade religiosa na minha comunidade, para que mais pessoas possam ser encaminhadas e encontrar a salvação.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
