Sou membro, dedico na locução e estou integrada no Grupo Terra.
Conheci a Igreja Messiânica em 2005, por intermédio da minha mãe, membro da Igreja.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o verdadeiro perdão, o amor e a salvação espiritual.
Durante muitos anos, especialmente ao longo da minha juventude, carreguei dentro de mim um sentimento de afastamento e, em certa medida, de ressentimento em relação ao meu pai. Embora convivêssemos na mesma casa, a ausência afectiva dele, criou em mim um vazio difícil de preencher, que acabou por influenciar a forma como me relacionava com ele, até que, após certos acontecimentos na minha vida, comecei a reflectir profundamente sobre esse sentimento. Numa conversa com o Responsável, abri o meu coração e partilhei com ele o impacto que essa ausência afectiva teve na minha vida. Ele ouviu-me com atenção e, com muito carinho e sabedoria, disse-me que eu precisava fazer o meu pai feliz, pedir-lhe perdão e explicou que aquele era, na verdade, o primeiro homem a fazer parte da minha vida e que se eu não conseguisse amá-lo verdadeiramente como pai, dificilmente eu conseguiria amar plenamente qualquer outro homem, um futuro esposo ou mesmo um sogro.
Lembro-me que, de forma prática e simbólica, o responsável perguntou quanto custava um refrigerante e sugeriu que comprasse um para o meu pai; ri-me, pois era justamente o que o meu pai mais gostava e queria sempre. Eu, no entanto, costumava criticá-lo por isso, dizendo que não era saudável. Fizemos então uma oração juntos perante o altar e eu comprometi-me em pedir perdão ao meu pai e a esforçar-me para fazê-lo feliz.
Confesso que, no início, eu não sentia vontade de fazer nem uma coisa nem outra. No entanto, o Responsável continuava a encorajar-me, perguntando como estava a decorrer a minha missão. Então, resolvi comprar o refrigerante para o meu pai. Ele ficou contente! Acredito que não foi tanto pela bebida, mas pelo gesto: ele percebeu que, apesar de eu ser contra, quis agradá-lo.
Apesar disso, o desejo sincero de pedir perdão ainda não tinha nascido verdadeiramente dentro de mim. Até que, na manhã do meu aniversário, dia 28 de Abril, após uma vigília religiosa em família que começara na noite anterior, senti que naquele dia tão especial para mim, era eu quem precisava de oferecer um presente ao meu pai. Reflectindo, intuí que não era algo material, era algo maior.
Naquela manhã, movida por uma urgência profunda, dirigi-me ao quarto dele. Aproximei-me, ajoelhei-me ao lado da cama e desatei a chorar. Pedi-lhe perdão com todo o meu coração e disse-lhe que o amava muito. Falei-lhe das mágoas que havia guardado durante anos. Com muita humildade, ele também, pela primeira vez, me pediu desculpas. Foi um momento único, muito difícil de descrever por palavras.
Apesar da conversa com o meu pai, continuava a sentir-me inquieta e ansiosa, até que, ainda naquela manhã, senti que devia ligar à minha tia, irmã da minha mãe e contar-lhe o que havia acontecido. Durante a conversa, os Antepassados da minha linhagem paterna, manifestaram-se através dela. Estavam emocionados, choravam de alegria e agradeciam. Disseram que estiveram presos, durante muito tempo, na mágoa que eu nutria em relação ao meu pai e que, no momento em que abri o meu coração e perdoei o meu pai, eles foram libertos, foram salvos.
O meu pai é agora um homem transformado: mais carinhoso, mais presente, um excelente pai e avó. Sempre que vamos à igreja, é ele quem cozinha para nós. Embora não participe com regularidade nos cultos da Igreja, junta-se a nós nos cultos em casa e apoia as nossas dedicações. Isso é de grande valor para mim e para a minha família.
Como gratidão, tenho feito os meus donativos correctamente; criei um grupo de estudos diários dos ensinamentos do Messias Meishu-Sama que conta neste momento com 20 integrantes e esforço-me para ser Luz e levar a Luz para as outras pessoas.
– Passei também a cuidar de um senhor que recebeu a flor de luz e começou a frequentar a igreja, participando activamente nas dedicações. Contudo, como no local onde vive não há uma Unidade Religiosa, decidi incluí-lo nos estudos diários. Com essa prática, o seu interesse pela fé cresceu e conseguiu libertar-se da insónia que o atormentava há mais de 12 anos e já encaminhou a sua mãe à Igreja.
– Uma outra senhora, também participante dos estudos, teve melhorias notáveis na sua saúde. Passou por uma forte purificação com gripe e diarreia durante um mês, mas orientei-a a agradecer. Desde então, reduziu drasticamente a medicação para diabetes, tensão alta e o formigueiro crónico que sentia. Ela havia perdido o seu Ohikari em circunstâncias até hoje não compreendidas, em Fevereiro de 2023, mas voltou a recebê-lo em Outubro de 2024, graças ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama.
– Tenho notado uma grande evolução nos membros do grupo: demonstram um nível de consciência mais elevado, estão mais participativos e partilham frequentemente as suas experiências. Com os estudos diários dos Ensinamentos, relatam sentir uma mudança interior, estão a aprender a desapegar-se dos seus problemas e entregá-los nas mãos do Messias Meishu-Sama e afirmam sentir mais força e paz espiritual no seu dia-a-dia.
Aprendi que, os sentimentos negativos não só obscurecem o nosso coração, como também podem aprisionar os nossos Antepassados, impedindo a sua elevação espiritual. Compreendi que, como messiânicos, não devemos esperar que a transformação venha do outro, ela deve nascer em nós, no momento em que abrimos sinceramente o nosso coração.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Muito obrigada!
