“…para fazermos felizes as outras pessoas, depende da…”

22 de Fevereiro, 2026

“…para fazermos felizes as outras pessoas, depende da…”

DULCE DA CONCEIÇÃO DA COSTA LIMA
CENTRO DE APRIMORAMENTO DO MORRO BENTO
CENTRO-SUL
LUANDA
ANGOLA

Sou membro e dedico como Locutora.

Conheço a Igreja Messiânica desde o meu nascimento, por intermédio da minha mãe que é missionária.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a distribuição de flores na escola que frequento.

Numa manhã de terça-feira, ao preparar-me para ir à escola, comecei a purificar com fortes dores de estômago, o que me impediu de participar da aula de Educação Física. Após o término da aula, fui com uma colega para nos prepararmos, pois nesse dia teríamos a defesa da disciplina de Direito.

No regresso à escola, lembrei-me de que havia esquecido a flor que costumo levar. Entretanto, alguns integrantes do grupo chegaram muito tarde, dificultando o ensaio, já que não houve tempo suficiente para preparar a apresentação dentro do período previsto. O combinado, era ensaiarmos assim que o segundo tempo terminasse, porém, devido aos atrasos, isso não foi possível. Decidimos ainda assim, reunirmo-nos apenas sete minutos antes da defesa.

Naquele momento, a pressão começou a aumentar intensamente, pois eu era a líder do grupo e, além disso, éramos o primeiro grupo a defender. A responsabilidade tornava-se cada vez mais pesada, a ponto de eu já não saber se iria chorar, rir ou gritar, tamanha era a tensão e o medo que sentia. Durante esse momento, alguns colegas observavam o ensaio quando uma colega aproximou-se e passou a subestimar-me, afirmando que eu não conseguiria defender o trabalho, criticando a minha aparência e dizendo que faria uma apresentação melhor do que a minha, acompanhada da sua amiga.

Mesmo nervosa, respirei fundo, agradeci e pedi que me deixasse terminar a orientação do grupo. Apesar disso, ela continuou a provocar-me, tentando desestabilizar-me. Restavam apenas três minutos para o início da defesa. Antes de entrarmos na sala, fiz uma oração com os colegas. Confesso que foi um momento muito difícil, pois a responsabilidade de liderar era grande. Desde o início, eu havia recusado essa função, mas o grupo insistiu para que eu assumisse.

Chegado o momento da apresentação, defendemos o trabalho e tudo correu muito bem. O professor elogiou a defesa, destacando a minha coragem, postura e convicção. Demonstrou surpresa, pois esperava que o primeiro grupo cometesse erros para servir de exemplo aos demais, mas aconteceu o contrário. A apresentação superou as expectativas. Ao perguntar à turma o que achou, todos aplaudiram. Em seguida, o professor afirmou que não havia como não atribuir 20 valores a uma líder responsável e competente.

Ao ouvir o resultado, fiquei imensamente feliz e agradecida, pois foram muitas noites de investigação e dedicação. Apesar de acreditar que tudo poderia dar errado, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, tudo correu da melhor forma possível.

A colega que anteriormente me provocara, aproximou-se para parabenizar-me pela apresentação e pela liderança. Ainda comentou que faria uma defesa melhor, ao que respondi com tranquilidade, incentivando-a, pois não se tratava de uma competição, mas de superação pessoal.

Na sexta-feira, após concluir o meu plantão e como já era tarde para realizar a distribuição nos arredores do CA, levei uma bandeja de flores para a escola, com o objetivo de distribuí-las ali mesmo.

Ao chegar, permaneci por instantes no portão, receosa de possíveis críticas. Nesse momento, pedi ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados que me utilizassem como instrumento.

Logo à entrada, o diretor elogiou as flores, pediu uma e solicitou que fosse colocada no seu gabinete. Um colega comentou sobre elas e a coordenadora explicou que pertenciam à Igreja Messiânica. Vários colegas aproximaram-se, interessados. Em seguida, fui à sala e distribuí algumas flores, conforme havia prometido anteriormente. Separei também flores para amigas de outra turma.

Ao circular pelo corredor, alguns colegas pensaram que eu estivesse a vendê-las e tentaram comprá-las.

Esclareci que não se tratava de venda, mas de uma oferta, com o propósito de contribuir para um mundo melhor. Como as flores terminaram, alguns colegas não receberam. Houve quem manifestasse descontentamento, por estar comigo há mais tempo e não ter sido contemplado. Agradeci a compreensão, expliquei a situação e prometi levar mais.

Numa quarta-feira, após o culto, cumpri a promessa. As flores foram recebidas com alegria.

Aprendi que, para fazermos felizes as outras pessoas, depende da nossa força de vontade e de impregnarmos o nosso sentimento sincero “Makoto”.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigada!

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