Sou membro e dedico como Locutora.
Conheço a Igreja Messiânica desde o meu nascimento, por intermédio da minha mãe que é missionária.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a distribuição de flores na escola que frequento.
Numa manhã de terça-feira, ao preparar-me para ir à escola, comecei a purificar com fortes dores de estômago, o que me impediu de participar da aula de Educação Física. Após o término da aula, fui com uma colega para nos prepararmos, pois nesse dia teríamos a defesa da disciplina de Direito.
No regresso à escola, lembrei-me de que havia esquecido a flor que costumo levar. Entretanto, alguns integrantes do grupo chegaram muito tarde, dificultando o ensaio, já que não houve tempo suficiente para preparar a apresentação dentro do período previsto. O combinado, era ensaiarmos assim que o segundo tempo terminasse, porém, devido aos atrasos, isso não foi possível. Decidimos ainda assim, reunirmo-nos apenas sete minutos antes da defesa.
Naquele momento, a pressão começou a aumentar intensamente, pois eu era a líder do grupo e, além disso, éramos o primeiro grupo a defender. A responsabilidade tornava-se cada vez mais pesada, a ponto de eu já não saber se iria chorar, rir ou gritar, tamanha era a tensão e o medo que sentia. Durante esse momento, alguns colegas observavam o ensaio quando uma colega aproximou-se e passou a subestimar-me, afirmando que eu não conseguiria defender o trabalho, criticando a minha aparência e dizendo que faria uma apresentação melhor do que a minha, acompanhada da sua amiga.
Mesmo nervosa, respirei fundo, agradeci e pedi que me deixasse terminar a orientação do grupo. Apesar disso, ela continuou a provocar-me, tentando desestabilizar-me. Restavam apenas três minutos para o início da defesa. Antes de entrarmos na sala, fiz uma oração com os colegas. Confesso que foi um momento muito difícil, pois a responsabilidade de liderar era grande. Desde o início, eu havia recusado essa função, mas o grupo insistiu para que eu assumisse.
Chegado o momento da apresentação, defendemos o trabalho e tudo correu muito bem. O professor elogiou a defesa, destacando a minha coragem, postura e convicção. Demonstrou surpresa, pois esperava que o primeiro grupo cometesse erros para servir de exemplo aos demais, mas aconteceu o contrário. A apresentação superou as expectativas. Ao perguntar à turma o que achou, todos aplaudiram. Em seguida, o professor afirmou que não havia como não atribuir 20 valores a uma líder responsável e competente.
Ao ouvir o resultado, fiquei imensamente feliz e agradecida, pois foram muitas noites de investigação e dedicação. Apesar de acreditar que tudo poderia dar errado, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, tudo correu da melhor forma possível.
A colega que anteriormente me provocara, aproximou-se para parabenizar-me pela apresentação e pela liderança. Ainda comentou que faria uma defesa melhor, ao que respondi com tranquilidade, incentivando-a, pois não se tratava de uma competição, mas de superação pessoal.
Na sexta-feira, após concluir o meu plantão e como já era tarde para realizar a distribuição nos arredores do CA, levei uma bandeja de flores para a escola, com o objetivo de distribuí-las ali mesmo.
Ao chegar, permaneci por instantes no portão, receosa de possíveis críticas. Nesse momento, pedi ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados que me utilizassem como instrumento.
Logo à entrada, o diretor elogiou as flores, pediu uma e solicitou que fosse colocada no seu gabinete. Um colega comentou sobre elas e a coordenadora explicou que pertenciam à Igreja Messiânica. Vários colegas aproximaram-se, interessados. Em seguida, fui à sala e distribuí algumas flores, conforme havia prometido anteriormente. Separei também flores para amigas de outra turma.
Ao circular pelo corredor, alguns colegas pensaram que eu estivesse a vendê-las e tentaram comprá-las.
Esclareci que não se tratava de venda, mas de uma oferta, com o propósito de contribuir para um mundo melhor. Como as flores terminaram, alguns colegas não receberam. Houve quem manifestasse descontentamento, por estar comigo há mais tempo e não ter sido contemplado. Agradeci a compreensão, expliquei a situação e prometi levar mais.
Numa quarta-feira, após o culto, cumpri a promessa. As flores foram recebidas com alegria.
Aprendi que, para fazermos felizes as outras pessoas, depende da nossa força de vontade e de impregnarmos o nosso sentimento sincero “Makoto”.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
