“…quando entramos na dor e no sofrimento das outras…”

26 de Maio, 2026

“…quando entramos na dor e no sofrimento das outras…”

JOÃO BAPTISTA
JOHREI CENTER DO LARGO DO COLÉGIO ANGOLANO
NORTE-SUL
BENGUELA
ANGOLA

Tenho 54 anos de idade, sou membro, resido no bairro da Calomanga, dedico como auxiliar de rede de Salvação e sou auxiliar do Sector da Agricultura Natural nesta Unidade.

Conheci a Igreja Messiânica em 2007, por intermédio da minha cunhada,  membro da nossa Igreja.

Os motivos do meu encaminhamento foram : Doença, pobreza e conflitos, com maior destaque, o  problema de trombose que, no cumprimento das orientações recebidas, fui recuperando gradualmente, mas após materializar  o donativo de esforço máximo recuperei completamente.

Como gratidão, em 2023 tornei-me membro para melhor servir nesta Obra de Salvação.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.

Após tornar-me membro, tinha muita dificuldade para cuidar de outras pessoas, apesar de ouvir as orientações dos nossos superiores em que cada um deve se esforçar para cuidar de alguém, eu não conseguia; além de vir à Igreja de forma regular, nessa fase da minha vida, comecei a purificar financeiramente, pois mesmo trabalhando, auferindo um salário mensal inferior a 20 mil kwanzas e fazendo os meus donativos corretamente, passava fome; para se ter uma noção, eu cozinhava um 1kg de fuba por cada refeição, um saco de fuba de 37 kg, no prazo de 15 dias acabava, sem saber como. No entanto, como temos muitos mamoeiros em casa, passamos a nos alimentar de mamão verde fervido, mas como não ficava saciado, comia também a própria casca. Era uma situação inexplicável, pois também eu não entendia o porquê daquela situação.

De tanto sofrimemto, fiz uma auto reflexão dizendo a mim mesmo: “Meu Deus, sou membro, porque estou a passar por severas purificações? Acho que tem um ponto que  estou a falhar”! Entretanto, no mesmo instante, nasceu em mim o desejo de cuidar de outras pessoas, mas não tinha força.

Passando algum tempo, ganhei a permissão de realizar o meu plantão nas quartas-feiras, dia da marcha de Johrei; durante o plantão, foi encaminhada uma jovem que durante a entrevista com o responsável, este orientou que eu passasse a cuidar do tio dela que estava com problemas de trombose há já alguns anos e que por sinal, vivem na minha área.

Sendo assim, eu e a minha cunhada, fomos até lá, onde encontramos  o senhor numa condição bastante precária, dormia no chão, não conseguia mover os membros superiores e inferiores, fazia as suas necessidades fisiológicas na cama; para não dar muito trabalho na hora de limpá-lo, os familiares davam-lhe comida apenas uma vez por dia, porque segundo eles, quanto mais comia, mais defecava; o mesmo era considerado como um fardo, chegando eles, a desejar a sua morte.

Ele, sem esperança também desejava morrer. Porém, passei a aprimorá-lo, aconselhando a família que fossem mais pacientes depositando mais amor. Ensinei-o a agradecer qualquer situação e ministrava-lhe Johrei diariamente. Depois de uma semana, um dos familiares comprou-lhe um colchão e passaram a dar-lhe comida com frequência. Certo dia, ofereci-lhe três arranjos de flores e alguns dias depois quando fui para lá, recebeu-me com ar radiante de felicidade, dizendo: “Mestre, no dia que recebi a flor, sonhei com um senhor, que começou a massagear-me o corpo todo, agora já  consigo mover os membros superiores e inferiores, deixei de fazer as necessidades fisiógicas na cama; não tenho como te agradecer, assím que recuperar totalmente, a primeira coisa que farei é conhecer a Igreja”. Ao ouvir isso, fiquei muito feliz.

Certo dia, após visitar algumas casas da Rede de Salvação, de regresso,  no caminho fui interpelado por dois jovens com aspectos de delinquentes; no princípio fiquei com medo, de seguida me pediram para fazer oração, no entanto, comecei a ministrar Johrei em silencio, assim que terminei, um deles disse-me que queria a oração em voz alta, voltando a ministrar. Quando comecei a entoar o auto exame da fé, um deles pulou, dizendo que sentiu algo que saiu do seu corpo; a partir daquele dia, têm ficado a minha espera todos os dias naquele local.

Desde o momento em que comecei a aprofundar no sofrimento do meu próximo, os meus vizinhos que rejeitavam a flor, passaram a recebê-la; também ganhei força para passar a levar a flor no trabalho.

As graças começaram a jorrar na minha vida: Eu que trabalhava como eventual, ganhei a graça de passar a ser efectivo; o meu salário aumentou, para 50.000,00, deste valor tirei uma parte dei a minha esposa para fazer negócio. Tão logo que recebi o salário do mês de Março, materializei o donativo de esforço máximo; como resultado, a fome que assolava a nossa casa acabou e actualmente, 20kg de fuba chega para todo o mês. Eu e a minha esposa que há um ano dormíamos em quartos separados, após a materialização do esforço máximo, ela pediu que fizéssemos a reflexão profunda. No final, reconciliamo-nos.

No mês de Abril, com o transbordo do Rio Cavaco, ganhamos a protecção Divina, pois a minha casa mesmo sendo de bate-chapa não caíu; ganhamos a permissão de receber bens diversos em grandes quantidades, provenientes do Governo e da Igreja, coisa que nunca tive em toda a minha vida; o Sector da Sociedade das mulheres apareceram em minha casa, realizaram uma grande limpeza e foram-nos aprimorando sobre a construção de um lar feliz.

A partir dali, a minha relação com a esposa ficou mais estreita e voltamos a dormir no mesmo quarto.

Aprendi que, quando entramos na dor e no sofrimento das outras pessoas, Deus cuida de nós.

O meu compromisso, é de continuar a aprofundar na dor e no sofrimento das outras pessoas.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela oportunidade de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigado!

Partilhar amor

Procura mais alguma coisa?

Relacionados:

Ensinamento do Dia
Reminiscência do dia
Ensinamento | Estudo Diário