“…quando oramos com sinceridade, somos ouvidos e o…”

17 de Agosto, 2025

“…quando oramos com sinceridade, somos ouvidos e o…”

JORGE LUCAS FRANCISCO KANJILA
JOHREI CENTER DO CABOLOMBO
NORTE-SUL
LUANDA
ANGOLA

Tenho 25 anos de idade, sou membro e dedico como Encarregado do Grupo Terra.

Conheci a Igreja Messiânica em 2008, por intermédio da minha mãe, membro desta Igreja.

Sempre que ela  fosse à Igreja, levava-me junto. A partir dessa altura, eu dedicava e recebia bastante Johrei. Em 2011, tive a permissão de me tornar membro, para melhor servir nesta Obra Divina. Quando me tornei membro, gostava muito de ministrar Johrei e cuidava com atenção do meu Ohikari. Porém, com o passar do tempo, comecei a enfraquecer, ao ponto de perder o Ohikari durante uma partida de futebol com os meus amigos. A partir desse momento, fui-me afastando cada vez mais da Obra Divina.

No ano seguinte, recebi o meu segundo Ohikari. No entanto, ainda não havia despertado para a minha missão: quase não ministrava Johrei e o Ohikari permanecia mais tempo no prego do que no pescoço, pois eu desconhecia a sua importância e a força do Johrei.

Em 2013, fui convidado a participar de uma atividade interprovincial. Eu morava na Província do Namibe e o evento seria no Uíge. Como não havia voo direto, fizemos escala em Luanda e passámos a noite num hotel. Na manhã seguinte, ao preparar-me para seguir viagem, deixei o meu Ohikari e o telemóvel debaixo da almofada. Ao voltar do banho, percebi que ambos haviam desaparecido. Após perguntar aos colegas e ao coordenador, este devolveu-me apenas o telemóvel, dizendo que o havia retirado, mas negou ter pegado no Ohikari. Desde então, passei a dedicar sem ele.

Em 2024, no município do Lubango, província da Huíla, assumi o compromisso de participar dos desafios de oração no Johrei Center, como preparação ao Culto do Paraíso Terrestre. Passei a fazer o plantão diariamente, recebendo bastante Johrei. Por conta disso, eu sentia de forma intensa, muita energia no meu corpo.

Nessa época, fiquei hospedado alguns dias na casa de um amigo, que morava com a esposa e os filhos. Ele também era crente e, de vez em quando, eu partilhava com ele alguns milagres que a nossa Igreja tem realizado e ele simplesmente ouvia.

Num sábado, tivemos uma dedicação de limpeza e distribuição de flores, como troca de experiências com os caravanistas do grupo Lua de algumas Províncias, numa escola pública. Após a atividade, ao regressar à casa, para meu espanto, o meu amigo disse-me que teria uma vigília na sua igreja, pedindo para que eu cuidasse da sua família, pois não passaria a noite em casa. Eu aceitei, dizendo: “fica tranquilo, eu cuidarei bem deles”.

Assim que ele saiu, algumas horas depois e já de madrugada, comecei a ouvir barulhos, como se alguém estivesse a chorar dentro de casa. Era a esposa do meu amigo, que gritava e chorava: “o meu filho não pode morrer…o  meu filho não pode morrer”!. Ao aperceber-me da situação, perguntei-lhe o que estava a acontecer e ela explicou que o filho estava a ter convulsões e, aos poucos, estava a perdir os sinais vitais. De  seguida, pediu-me que carregasse o menino e o levasse até à Igreja, onde o pai se encontrava.

Enquanto o tinha ao colo, notei que ele fechou os olhos e deixou de se mexer completamente. Nesse momento, comecei a fazer a oração Amatsu-Norito, pedindo a Deus e ao Messias Meishu-Sama que salvassem o menino, pois eu temia que ele viesse a falecer nos meus braços. Após alguns minutos de oração, para minha surpresa, o menino abriu os olhos e voltou a mexer-se.

Ao amanhecer, fui à Unidade, contei o ocorrido ao responsável, que  orientou-me a fazer um donativo de gratidão pela graça recebida. Hoje, o menino goza de boa saúde.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a dedicação e a obediência no cumprimento das orientações recebidas.

Tive a permissão de participar do culto do Paraíso Terrestre, realizado na Sede Central de África e  depois desse dia, decidi passar a viver na Província de Luanda. No início do corrente ano, passei a frequentar o Johrei Center do Cabolombo. No princípio, dedicava pouco e sem compromisso mas, com o tempo, comecei a participar dos cultos vesperais. Foi então que, a encarregada do Grupo Terra me convidou para dedicar com ela, como seu assistente. No entanto, não aceitei, pois acreditava que seria muita responsabilidade e ainda não me sentia preparado.

Algumas semanas depois, tive uma conversa com o meu orientador, que durante o diálogo, percebeu em mim uma vontade de servir e, então, convidou-me no sentido de empenhar-me mais nas dedicações, com a perspectiva de eu assumir a liderança do Grupo Terra. Com essa nova missão, comecei a notar algumas mudanças, que passo a relatar:

– Passei a acordar cedo e a participar dos desafios de oração, bem como dos cultos matinais e vesperais; os jovens começaram a despertar cada vez mais e, juntos, elaboramos a nossa programação mensal e semanal, incluindo marchas nas casas de membros e frequentadores, abertura de hortas caseiras, encaminhamento na porta da unidade e distribuição de flores,  atividades que temos cumprido;

– Ganhei novas amizades, destacando-se a Líder dos jovens. Fora dos assuntos religiosos, procuramos conversar e debater sobre diversos temas;

– Também ganhei a permissão de dedicar na Sede Central, na área da comunicação. Para além disso, recebi a graça de um valor, para participar da atividade dos jovens  no intercâmbio da região Norte-Sul  que será realizado de 28 a 30 de Agosto do ano em curso, o que me deixou muito feliz e grato;

– Encaminhei duas pessoas à Igreja, sendo que uma delas ficou encantada com a oração Amatsu Norito e tem participado dos cultos, além de receber Johrei;

– Tenho participado das actividades dos jovens “Conecta Jovem” e marcha de Johrei na Sede Central de África. Recebi a graça de um donativo para a minha reoutorga que será no próximo mês de Setembro.

Com essas mudanças, aprendi que, quando oramos com sinceridade, somos ouvidos e o milagre se manifesta; aprendi ainda que, a obediência e a humildade, são as chaves para o nosso crescimento na fé.

O meu desejo, é de receber novamente o Ohikari, aprofundar na formação do maior número de jovens e ser útil a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigado!

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