Sou missionário.
Conheci a Igreja Messiânica em 14 de Novembro de 2006, por intermédio de um frequentador da nossa Igreja.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doença e conflitos.
Sofria de febre tifoide crónica. Fiz tratamentos hospitalares e tradicionais, mas sem solução. Quanto aos conflitos, brigava constantemente com a esposa, com os familiares, vizinhos e até colegas de trabalho. Essa situação, acabou por gerar desunião no seio familiar.
Foi nesse quadro de sofrimento, que conheci a Igreja. Fui recebido pelo responsável que, após ouvir-me atentamente, orientou-me as práticas básicas da fé que cumpri sem dificuldades; a minha saúde se restabeleceu, os conflitos desapareceram e consegui encaminhar parte da minha família à Igreja. Como gratidão, tornei-me membro, para melhor servir à Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das práticas básicas orientadas.
Há um ano atrás, recebi da minha neta, a proposta de poder trabalhar na sua fazenda, localizada no Município da Ganda. Como resposta, aceitei, visto que na altura me encontrava na Província de Luanda. Assim, no mês de Julho de 2024, desloquei-me para o Município da Ganda, concretamente na Aldeia do Chinene, aonde está localizada a fazenda. Realçar que, a Aldeia dista a 45 km do Município sede.
Encontrei a fazenda em condições precárias, pois não havia um acompanhamento adequado que os trabalhos aí exigiam. Com isso, achei ser o momento oportuno para desenvolver a prática da agricultura natural. Falei com a minha neta e seu esposo, explicando-lhes o trabalho que tinha que ser feito e eles apenas disseram que tudo estava em minhas mãos, fazendo o que fosse melhor. Assim, passei a desenvolver as atividades, aplicando o método da agricultura natural. Dias depois, comecei a simpatizar-me com os moradores da aldeia, o que me permitiu constatar a realidade que eles viviam. Naquele momento, pensei: “Meishu-Sama, por favor me utilize como Seu instrumento para servir neste lugar”.
Depois, dirigi-me ao Soba da Aldeia, apresentei-me e expliquei quais seriam as actividades a serem desenvolvidas por mim durante a minha estadia. Em seguida, fui ter com o catequista da Aldeia. Segundo os moradores, naquele lugar todos eram católicos e ninguém queria uma outra igreja. Graças a Deus, fomos aceites e o catequista sugeriu que fóssemos apresentados à Comunidade e assim foi feito.
Porém, a minha sobrinha, que ficara algum tempo na Aldeia, apercebendo-se da minha decisão, disse-me: “tio, você não vai aguentar, esta Aldeia é pesada, cheia de magia, é impossível dedicar”. Em resposta, disse-lhe que Meishu-Sama estava no comando de tudo, que com Ele nada era impossível.
A seguir, passo a relatar os casos e milagres vivenciados:
– Uma senhora, que há 15 anos padecia com problema de otite (dor e zumbido nos ouvidos), tornando-se surda, começou a receber Johrei. Passados alguns dias, expulsou muito pus pelos ouvidos. Graças a Deus, após essa limpeza, recuperou completamente.
– O filho do catequista, após a nossa chegada à Aldeia, mostrava-se muito céptico em relação às práticas messiânicas. Ofereci-lhe um livro de ensinamentos de Meishu-Sama que, com a leitura, despertou, começou a receber Johrei e inclusive, tem-nos apoiado com a sua motorizada até ao Núcleo de Johrei, contribuindo nós apenas com o combustível. Realçar que, ele nos tem indicado as casas que têm doentes.
– Um senhor, de aproximadamente 50 anos, acionou uma mina tradicional, vulgarmente conhecida como “tala”. A ferida estava na perna direita, foi-se prolongando, chegando ao ponto do pé apodrecer e sair por si, deixando-o deficiente. Depois, a ferida passou para o pé esquerdo. Foi nesse momento, que o filho do catequista indicou-nos para darmos assistência com o Johrei. Passado um mês, a ferida começou a cicatrizar consideravelmente e o mesmo já está a conseguir andar com a ajuda de uma bengala.
– Quando chegamos à aldeia, deparamo-nos com o seguinte cenário: as mortes eram constantes, principalmente de crianças. Segundo relatos, os mais velhos da Aldeia, já reuniram várias vezes, com o intuito de saber a causa por detrás de tanta tragédia. Com isso, intensificamos as marchas de flores, com o sonen de que Meishu-Sama mudasse a realidade do local. Depois de alguns meses, um senhor revelou que era ele quem estava a causar todas as mortes no bairro. Agradecemos a Deus, por mostrar a verdade por detrás de todo aquele sofrimento. Passados alguns dias, o mesmo senhor partiu para o mundo espiritual.
– Uma das minhas filhas, caíu do 1º. andar de casa até ao chão, batendo com a cabeça. Graças a Deus, não teve nenhum ferimento ou lesão.
– Um belo dia, estávamos a trabalhar na lavra, eu e a minha esposa, na limpeza do terreno, quando de repente, uma cobra voadora e venenosa, conhecida como “ondala” em Umbundo, com toda a fúria e agressividade, corria em nossa direção, para nos atacar. Sem forças para correr, clamamos por socorro, gritando: “Meishu-Sama, Meishu-Sama salve-nos por favor”! A cobra, há pouco mais de cinco metros de distância para nos atacar, perdeu todas as forças, como se alguém a tivesse paralisado. Já sem forças, arregalou os olhos e foi-se rastejando para outra direcção. Só mais tarde, conseguimos recuperar e fomos agradecer pela grande protecção recebida.
Com as mudanças que cada vez mais estão ocorrendo na Aldeia, ganhamos o respeito e a confiança de todos. Chegamos a abrir um total de 21 casas, incluindo a casa do catequista, que já recebe flores.
Com estas experiências, aprendi que, realmente Meishu-Sama é o Messias há muito esperado pela humanidade; aprendi ainda que, quando somos úteis, infalivelmente somos protegidos.
O meu compromisso, é de dar continuidade às praticas básicas, levando a luz da salvação às outras pessoas.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigado!
