Tenho 25 anos de idade, sou natural de Luanda, resido no bairro Benfica, sou membro e dedico no Grupo Terra desta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2009, por intermédio da minha avó.
Os motivos que me levaram a ingressar na Igreja, foram: Mortes constantes na família materna, conflitos e a não conclusão dos estudos na família.
Desde criança, que sempre vivi em um ambiente familiar muito conflituoso, o que de certa forma, influenciava bastante o meu nível de aprendizado na escola, pois não conseguia assimilar a matéria. Em 2012, senti uma onda de desespero, ao ver a minha família partir para o Mundo Espiritual, uma pessoa atrás da outra. Primeiro foi a minha tia, depois a minha irmã, a minha mãe e no dia 24 de dezembro de 2012, a minha avó materna e eu, uma criança de apenas 12 anos, a vivenciar todas essas mortes dentro de casa, sem saber como lidar com esse tipo de situação. Depois de algum tempo, vi-me a entrar para um quadro depressivo, ao ponto de já começar a escrever nas paredes do meu quarto o seguinte (tenho saudades tuas mamã, volta para mim, quero me matar, não tenho condições para seguir a vida sem ti). Sem meios para continuar os estudos e sem apoio emocional, foi então que passei a viver com as minhas avós, que ministravam-me Johrei dia e noite. Mandavam-me fazer cópias dos ensinamentos para limpar as toxinas da mente e conseguir assimilar. Fui integrada no Grupo Terra, aonde passei a desenvolver as minhas dedicações com base nas orientações que recebia dessas duas grandes figuras, em minha vida. Em menos de 1 ano de dedicação e recebimento de Johrei, vi as mortes a diminuírem consideravelmente na família, comecei a ler e a assimilar as matérias da escola, os conflitos na família diminuíram bastante e em 2014, como forma de gratidão, tornei-me membro para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com os dois intercâmbios de jovens e com o donativo especial de gratidão.
Em 2018, abri o meu negócio de confeitaria e sempre que recebesse uma encomenda, qualquer que fosse, do valor retirava o dízimo, donativo de construção e de gratidão, antes mesmo de fazer a compra do material. Em oração, eu pedia a Deus que me desse a permissão de um emprego fixo, para poder fazer mais donativos, participar da construção do Paraíso Terrestre, no sentido de fazer as outras pessoas felizes. Em 2024, a finalizar a minha licenciatura, recebi uma proposta de estágio remunerado de 6 meses, numa empresa de renome (petrolífera), o que me deixou bastante feliz e agradecida a Deus e a Meishu-Sama. Duas semanas depois de estar na empresa, passei a levar flores para todos os colegas, que eu colocava no banheiro e na sala de reuniões, deixando todos felizes, menos uma colega, que fazia comentários desagradáveis. Assim, passei a levar as flores duas vezes na semana, segundas e sextas-feiras. No primeiro dia, as flores distribuídas pelo escritório secaram completamente. No dia seguinte, disseram-me: “Este escritório está cheio de más energias, amanhã traz mais flores, Roberta”. Depois desse episódio, passados seis meses, a empresa decidiu que prorrogaria o meu estágio por mais 6 meses. Fiquei feliz e grata.
Em Agosto de 2025, foi anunciado o intercâmbio de jovens em Luanda; logo que vi, comuniquei aos meus Antepassados, o meu desejo de participar dessa actividade, materializando um donativo especial de gratidão e mesmo sabendo que não tinha direito a férias, dirigi-me à minha chefe e solicitei dois dias de recesso, dizendo que teria uma actividade na Igreja da qual eu gostaria de fazer parte, ao que ela respondeu-me: “estás liberada, podes ir à tua actividade religiosa, não precisas preencher o formulário de ausência e fica descansada que não serás descontada na tua remuneração. Ore por todos nós” Ao ouvir isso, fiquei sem saber o que dizer, sorri e agradeci pela permissão. Fui para casa e materializei um outro donativo de gratidão especial. Após as dedicações feitas nesse intercâmbio, recebi a notícia de que o meu nome estaria na mesa do conselho de administração para aprovação da assinatura do contrato de trabalho, por tempo indeterminado. Contudo, no mês de Setembro, as coisas ficaram complicadas e tiveram de fazer redução de custos. A minha chefe pediu demissão e com ela, foram mais 17 trabalhadores, mas eu não fui abrangida. Para minha surpresa, a colega que se implicava com as flores, foi nomeada para o cargo da minha antiga chefe, o que me deixou apreensiva quanto à minha permanência na empresa. Como isso aconteceu numa sexta-feira, na segunda-feira como habitualmente, levei as flores. Tão logo ela chegou, exclamou: Quem meteu isto aqui logo na entrada? Responderam os colegas, que tinha sido eu. Chamou-me na sala de reuniões e disse-me: “ a partir de hoje, como tua chefe, estás proibida de trazer essas flores aqui e distribuir pela empresa, aqui não é a sua casa”, agradeci profundamente e decidi levar apenas para os colegas que pedissem e para pôr na minha secretária.
Em Novembro de 2025, o conselho de administração convocou uma reunião para discutir a minha situação na empresa e a pessoa indicada para fazer a minha apresentação, foi ela. Fiquei desesperada e muito apreensiva com isso. Fui ao Altar de casa, coloquei o nome dela e de todo o conselho no Altar e falei com Deus o seguinte: “ foi o Senhor que me colocou naquela empresa, o Senhor conhece o meu coração e sabe qual é a minha missão nessa empresa. Que seja feita a Sua vontade, que a decisão dessa reunião esteja sob a Vossa autoria”. Encerrei a oração, fiz um donativo de gratidão em nome da minha chefe e fui dormir ouvindo o ensinamento.
No dia seguinte, fui chamada à sala do Director do departamento, que disse-me o seguinte: “ a tua chefe passou mal ontem a noite, não conseguiu fazer a tua apresentação. Uma outra colega, por ter feito parte do teu processo de estágio, teve de apresentar a tua trajetória. Não houve ninguém contra a assinatura do teu contrato. Por isso, prepare você mesma o teu contrato de trabalho; este é o valor aprovado para o teu salário actual como trabalhadora efectiva, aqui tens o valor dos subsídios de transporte, alimentação, férias e de Natal”. Naquele momento, a emoção tomou conta de mim, agradeci profundamente, fui até à Sede Central, fiz uma oração, recebi e ministrei Johrei em uma hora como forma de gratidão e voltei a trabalhar; assim, em 02 de Novembro de 2025, assinei o contrato de trabalho por tempo indeterminado.
Em Janeiro deste ano, foi comunicado o intercâmbio de jovens para Benguela e mais uma vez, nasceu em mim o sentimento de participar. Dessa vez, eu sabia que seria mais difícil ser dispensada, embora já tivesse direito a férias. Comuniquei o meu desejo sincero aos meus Antepassados, fui à Unidade falar com o responsável, que orientou-me a fazer o donativo da contribuição da viagem e de seguida, preencher o formulário de ausência e levar à minha chefe, que, para minha surpresa, foi aceite sem qualquer objecção. Então, nasceu em mim, o sentimento de gratidão, decidindo fazer o esforço máximo no mês de Fevereiro em nome da minha mãe.
Próximo à data da viagem, consegui levar uma colega de trabalho, que levou também a sua irmã, ambas membros da Igreja. De regresso a Luanda, comecei a ter muitos conflitos com a minha chefe, conflitos por falta de comunicação acertiva entre as duas, deixando-me desanimada, por estar a ser maltratada, entrando para um quadro de tristeza e lamúria, que duraram duas semanas de conflitos intensos, que levou a chefe a solicitar junto do conselho de administração, a minha demissão, alegando que não estava a conseguir trabalhar comigo, que eu não era uma boa profissional e uma pessoa confiável, que vazava informações confidenciais do departamento, entre outras acusações. Ao ter conhecimento disso, dirigi-me à Unidade Religiosa, falei com o responsável, que orientou-me a agradecer pela purificação com um donativo especial e fazer o plantão aos sabádos, tendo eu cumprido a orientação com algumas dificuldades. Na mesma noite, a minha tia ligou-me dizendo que, teve um sonho com um senhor mais velho que disse-lhe o seguinte: “essa tua filha mesmo, faz compromissos connosco e nunca consegue levar até ao final. Nós estamos a passar fome, pois para comer, às vezes esperamos que os vizinhos nos deem um pouco de comida, fez o esforço máximo para uma pessoa, mas a casa é pequena demais, não cabemos todos lá dentro, continuamos sentados no passeio. Pelo menos diz-lhe para nos dar água, água, água. Tem que fazer mais dois esforços máximos em nome das duas linhagens, materna e paterna”.
Agradeci pela mensagem recebida e fui logo ao supermercado comprar as oferendas para o Johrei Center e a Sede Central, assumindo o compromisso de fazer os donativos orientados.
Dois dias depois, fui chamada pelo conselho da empresa, sendo comunicada oficialmente da solicitação de demissão da minha chefe e acrescentaram: “Sabemos que não deve estar a ser fácil lidar com a forma de gestão da tua chefe, conhecemos cada um dos trabalhadores que aqui temos e gostaríamos de te tranquilizar, porque o pedido dela não foi aceite pelo conselho. Pedimos que continues tendo paciência com ela e continues a te capacitar” Confesso que essas palavras apanharam-me de surpresa, pois por ser nova na empresa, não esperava que o assunto fosse tratado dessa forma. Agradeci por me terem chamado e tranquilizado. Comuniquei ao responsável e juntos fizemos oração a agradecer por todas essas protecções recebidas. De ressaltar, que desde que entrei como estagiária na empresa, até me tornar efectiva, faço os donativos de construção, dízimo, elevação espiritual das duas linhagens, donativo diário e recentemente abrimos um grupo da família aonde fazemos contribuições mensais para as oferendas, que também tenho participado com afinco.
Aprendi com essas experiências que, quando temos compromissos com Deus, de igual modo Ele tem connosco, que o donativo nos salva e protege-nos de muitas situações e que realmente o coração agradecido comunica-se com Deus.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito Obrigada!
