Sou membro e dedico na Liturgia.
Conheci a Igreja Messiânica em 2005, por intermédio da minha mãe, membro da nossa Igreja.
O motivo que me levou a conhecer a Igreja foi a doença.
Desde o meu nascimento, que comecei a purificar até aos 5 anos; entretanto, os meus pais levaram-me a vários médicos, mas como não havia melhorias, resolveram levar-me a algumas Igrejas e quimbandas num total de 4 sem resultados satisfatórios. Realçar que, nasci com a clavícula partida porém, minha mãe não havia prestado atenção. Nos quimbandas, diziam que eu tinha espíritos ou seja santos e ela tinha que me dar banho para afugentar os mesmos.
De salientar que, antes do meu nascimento, a minha mãe teve alguns abortos espontâneos, sendo eu hoje, a filha mais velha. Para eu nascer, ela teve que fazer tratamentos tradicionais e depois, ninguém me podia segurar nem ver, sem a autorização da curandeira.
Foi nesse quadro de sofrimento, que conheci a Igreja, com apenas 5 anos.
Depois de ingressar na fé messiânica, algumas patologias foram ultrapassadas e outras aceleraram.
Dos 5 anos em diante, comecei a ter problemas de bronquite; aos 10 anos, a bronquite acelerou e os médicos diziam que se eu não cumprisse com a medicação, me tornaria asmática; minha mãe ouvindo isso, foi à Igreja, agradeceu, deixando tudo nas mãos de Deus e Meishu-Sama. Graças a Deus, com o recebimento de Johrei, a purificação cessou na totalidade.
Aos 9 anos de idade , os meus pais se separaram. O meu pai, apesar da distância, dava atenção a todos os meus irmãos, menos a mim. Esta situação trazia-me muitos sofrimentos.
Quando completei 14 anos, o meu período menstrual apareceu pela primeira vez, com fortes dores no baixo ventre; sem noção das coisas, fui ter com a minha avó que fez-me compressas de água morna; aos 15 anos, não vi o período menstrual que só apareceu aos 16 anos de idade e aí começou o terror da minha vida. O sangue saía sujo e escuro com mau cheiro e coágulos grossos parecendo ser fígado ou pedaços de carne; levada ao hospital, as análises acusavam quisto nos ovários, do tamanho de uma ervilha sem a necessidade de operar, pois segundo o médico, desapareceria com o tratamento. Cumpri com a medicação e no final, não deu em nada, pois aos 17 anos, o quisto aumentou de tamanho e na mesma não podia operar caso eu passasse pela operação teriam que remover o útero e sendo menor de idade não poderia operar.
Quando o período aparecia, provocava-me hemorragias de 1 a 3 meses e isso me impossibilitava de exercer minhas atividades normais até mesmo na escola. A minha avó vendo essa situação, levou-me para Benguela a fim de fazer novas consultas e ouvir outras opiniões, isto já com 21 anos de idade. Ao ser observada, o médico vendo o resultado dos exames, disse que o meu organismo já tinha muita medicação e que todo aquele tratamento não era adequado para o quisto e que isso me tornaria estéril, causando uma menopausa precoce, com o risco de não vir a ter filhos. Ao ouvir isso, chorei, acabando por desmaiar no coonsultório. O médico explicou à minha avó, que eu teria que passar por um processo de desintoxicação. Depois repeti as análises, que acusou outra coisa, não era mais o quisto, mas sim infecção nos rins, demasiada gordura no organismo e endometriose com espessura fina; a probabilidade de não ter filhos era maior. Ouvindo isso, desmaiei de novo, não aguentei todo aquele diagnóstico.
Deixei os hospitais e decidi me empenhar nas dedicações e em menos de 3 meses, o meu período menstrual regularizou e não sentia mais movimentos circulares na bexiga e nem dor.
Ingrata que sou, pensei que estava tudo bem, parei com as dedicações e com a ministração de Johrei; foi assim que, o problema do sangramento voltou.
Saindo do Lubango para a província da Lunda-Norte isto é, em 2022, o problema acelerou logo no primeiro ano de estadia nas Lundas; fiquei acamada, parecendo ser os meus últimos dias de vida, emagreci ainda mais, fiquei amarelada por causa do sangue que estava a perder; o ginecologista disse-me que a qualquer momento eu entraria na menopausa; chorando, olhei no médico e perguntei se ele era Deus! Ele disse que não, mas que tínhamos que acreditar também na medicina.
Em todos os 9 médicos que consultamos, todos os diagnósticos eram os mesmos: quisto, endometriose e assim sucessivamente.
Com essa situação, quando eu estava a fazer o ensino médio na Província da Huíla, a direção da escola reuniu e decidiu tirar-me da escola por causa da minha condição de saúde; eu tinha que ficar em casa e continuar no outro ano lectivo.
Entrando em 2025, o sangramento acelerou fiquei de Janeiro a Março sem o período menstrual e depois de Abril a Junho só menstruando, perdi muito sangue que os médicos só diziam que já não era mais sangue do período, mas sim do meu corpo que estava a sair. De julho a Setembro não menstruei.
A experiência de fé que passo a relatar para os irmãos, está relacionada com a obediência no cumprimento das orientações.
Aquando da preparação da vinda do Rev. Cláudio à Província da Lunda-Norte, fui escalada para fazer parte do servir. Ganhei a permissão de ser atendida pelo Ministro Pacavira, aproveitando para explicar todo o meu sofrimento de saúde, bem como a exclusão que sofria do meu pai, pois nem o meu estado de saúde o comoveu a aproximar-se de mim e este seu desprezo me destruía. O Ministro me orientou a receber Johrei diariamente com ele e a agradecer pela purificação com o meu pai. Também atendeu a minha mãe e ambas fomos orientadas para agradecermos o passado, pois embora a minha mãe já tenha outro relacionamento, ainda tinha muita mágoa do meu pai pela forma abrupta que ocorreu a separação, sendo deixada com 5 filhos menores. Durante 45 dias, recebi Johrei com o Ministro em média 45 minutos a 1 hora. No início transpirava muito, a fraqueza aumentava e por vezes desmaiava; eram tantas reacções, que comecei a ter medo de receber Johrei, mas o Ministro me acalmava e eu continuava. De Setembro a Novembro o período não apareceu. Inexplicavelmente comecei a ter muito sono, bastava sentar-me em qualquer lugar, que adormecia.
Quando o Reverendo chegou, passei a servi-lo. No encontro que realizou com os jovens, ganhamos todos a permissão de recebermos Johrei com ele. Todos os fiéis ganhamos a graça de purificar e eu não fui excepção.
O Ministro orientou-me a aprofundar na minha tarefa no Grupo Terra. Pediu que eu acompanhasse os jovens, adolescentes e crianças, já que eu tinha experiência de que muitos sofrimentos começam na tenra idade. Passei a dar assistência e a aprofundar em cada caso.
Durante meses, cuidei de uma família que a mãe, nossa irmã da Igreja, foi a Luanda em formação, passando eu a ser a irmã mais velha da casa. A sua filha de 16 anos, também sofria de asma e eu antes não aprofundava no Johrei com ela conforme o Ministro fazia comigo. Mudei minha postura na assistência religiosa com os de casa, bem como todos os que acompanhava.
No mês de Dezembro, o período apareceu mas desta vez apenas fez 4 dias. Fiquei tão emocionada, pois me senti uma mulher normal como as outras, pois antes me sentia constrangida pois a hemorragia me levava a trocar por dia entre 6 a 8 vezes e apesar de ter uma natureza alegre por dentro me sentia excluída. Meu peso melhorou aumentando 4 kg.
A outra graça, foi a aproximação do meu pai, que passou a comunicar-se comigo com maior frequência, manifestando mais atenção.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, por toda a purificação que vivenciei, pois me permitiu valorizar mais o Johrei e passar a levá-lo para as outras pessoas que estejam a sofrer, com outra consciência.
Muito obrigada!
