“…todas as nossas aflições devem ser entregues unicamente a Deus…”

19 de Junho, 2026

“…todas as nossas aflições devem ser entregues unicamente a Deus…”

ANA FRANCISCO MONTEIRO
CENTRO DE APRIMORAMENTO DA LUNDA-NORTE
LUANDA-LESTE
LUNDA-NORTE
ANGOLA

Sou membro e dedico na Liturgia como oficiante.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola em 2018, por intermédio da minha mãe, Txindji João, membro e dedicante da nossa Igreja.

O motivo que esteve na base do meu encaminhamento foi a doença.

Desde o meu nascimento enfrentei problemas de saúde. Sempre que tossia, sentia cheiro de sangue, situação que me levou a buscar socorro em hospitais e centros médicos. Fui internada diversas vezes, porém sem alcançar a cura desejada.
Com o agravar da purificação, a minha mãe encheu-se de aflição e angústia, o que a motivou a convidar-me para conhecer a Igreja. A princípio, recusei o convite, pois, na ocasião, pertencia a outra denominação religiosa.

Certa noite passei muito mal, com fortes acessos de tosse. Ao amanhecer, a minha mãe questionou-me sobre como tinha decorrido a noite. Respondi que tinha sido difícil. Então ela disse: “Já tentámos de tudo para restaurar a tua saúde, mas, infelizmente, sem sucesso. Por isso, a única saída é irmos à minha Igreja.” Foi assim que aceitei o convite.

Ao chegar à Igreja, fui recebida pelo plantonista, que escutou com atenção o meu sofrimento e, ao final da conversa, orientou-me a praticar as práticas básicas da fé messiânica, tais como: receber 10 Johrei por dia, manter a Flor de Luz em casa, dedicar na nave e no banheiro, e participar assiduamente dos cultos e atividades da Igreja.
Cumpri todas as orientações e aquilo que me atormentava foi superado. Como gratidão, tornei-me membro para servir com mais dedicação na Obra Divina.
A experiência de fé que hoje partilho está relacionada com a marcha de distribuição de flores.
Em junho de 2025, o meu irmão foi ao rio Luachimo para tomar banho com os seus amigos e levou consigo as suas vestes (roupas) para lavar. Depois de lavar as roupas, despediu-se dos amigos, dizendo que iria guardá-las em casa e regressaria para continuar o banho.

Todavia, ao voltar ao rio, um dos amigos relatou-lhe que o outro companheiro havia escorregado numa pedra e sido arrastado pela correnteza da água, não podendo ser salvo por estar na margem oposta.
O meu irmão, ao ouvir a notícia, encheu-se de desespero e preocupação.

Quando os familiares do falecido tomaram conhecimento, acharam que eles eram os culpados pela morte e levaram o caso ao Tribunal, onde decorreu o julgamento sumário. O juiz determinou que permanecessem detidos provisoriamente por 10 meses, aguardando o julgamento final.

É importante destacar que a audiência ocorreu no dia 10 de abril do corrente ano.
Como irmã, precisei estar presente. Confesso que, no início, não desejava comparecer à audiência para assistir ao meu irmão ser condenado. Contudo, naquela manhã apareceu o líder dos jovens, que estava a realizar a marcha de distribuição de flores. Ao encontrar-me com semblante triste, perguntou o que se estava a passar comigo. Após explicar-lhe o sucedido, ele, por sua vez, convidou-me a participar da mesma marcha e encorajou-me a assistir ao julgamento.

Senti-me fortalecida e, enquanto marchávamos, entreguei os problemas nas mãos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, entregando tudo o que estava a viver e pedindo que se cumprisse a Sua vontade.

Após o término da marcha, preparei-me e dirigi-me ao Tribunal. Estando lá, os réus foram ouvidos e o juiz declarou: “Não existem provas concretas que comprovem o crime. Portanto, ambos são inocentes e decreto a vossa liberdade.”
Alegrei-me com a decisão, contrária ao que eu temia. Como gratidão, materializei um donativo especial como agradecimento pela graça recebida.

Outra ocorrência
No mês de maio do ano em curso, uma das minhas amigas sofreu a perda da sua mãe. Como amiga, precisei passar a noite no óbito. No entanto, pedi ao meu irmão que dormisse no meu anexo, o qual tem uma porta para fora do quintal, mas o meu irmão recusou dormir no anexo.
Pela amizade que tenho com a minha amiga, não seria possível faltar a esse óbito. Portanto, fui diante do retrato de Meishu-Sama, fiz uma oração com um donativo, pedindo que cuidasse da minha casa, visto que eu não iria a qualquer divertimento ou passeio.
Tranquei a casa e fui ao óbito.

Na mesma noite, houve assaltos nas casas vizinhas, onde roubaram alguns bens. Quando chegaram à minha casa, tentaram arrombar a porta, mas não conseguiram. Um dos meus vizinhos acompanhou todos os movimentos estranhos da tentativa de arrombamento da porta; todavia, não teve coragem de sair e intervir.
Ao amanhecer, o vizinho foi o primeiro a sair para constatar o ocorrido. Ao observar, encontrou uma pedra e um ferro encostados à porta, sem vestígios de arrombamento.

Pelos movimentos que ele acompanhava, pensava que eu tinha sido assaltada e deixada em falência total, facto que o admirou bastante.
Quando cheguei, quis saber qual era o segredo que eu tinha para que a casa merecesse tanta proteção. Respondi que basta colocar Deus à frente. Foi assim que fui à Igreja e materializei um donativo de agradecimento pela proteção.

Com essa experiência de fé aprendi que todas as nossas aflições devem ser entregues unicamente a Deus, pois somente Ele nos ampara e resolve os nossos problemas.

Comprometo-me a dedicar-me ainda mais à Obra Divina.
Já encaminhei 12 pessoas à fé, cuido de 2 casas, com um total de 13 famílias. Tenho horta caseira e materializo regularmente os donativos.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama pela bênção de conhecer este caminho de salvação.
A todos os senhores presentes que escutaram com atenção o meu relato de fé, as minhas sinceras obrigadas.

 

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