Sou membro e dedico como auxiliar das experiências de fé.
Conheci a Igreja Messiânica em 2012, por intermédio dos meus pais, na província do Namibe.
Aos 15 anos de idade, fui diagnosticada com cancro na mama. Em princípio, parecia ser uma simples inflamação, até porque chegou a desaparecer; não havendo sinais e sintomas por muito tempo.
Passados alguns meses, tive de ir ao hospital, fiz uma série de análises para posteriormente ser submetida à uma intervenção cirúrgica.
Após os exames feitos, foi marcada a tão esperada operação. Rodeada de uma equipa de profissionais e, estes não acreditavam naquilo que estavam a ver, tendo alegado que era um caso raro de acontecer. A operação correu bem, graças a Deus e no mesmo dia, tive alta. Dizer que, o cancro estava na fase anterior à fase terminal, na qual, teria queda de cabelo e outras possíveis complicações como consequência da doença.
Passado algum tempo, após a cicatrização da ferida, ainda sentia as mesmas dores. Na altura, sendo membro, tinha muitas dúvidas em relação à fé messiânica e, principalmente, ao Johrei. Vendo o meu quadro de sofrimento, fiz um desafio comigo mesma, de passar a auto-ministrar todos os dias, no local da operação.
Depois de alguns dias de bastante ministração de Johrei, as dores passaram completamente até aos dias de hoje. Não foi preciso em nenhum momento fazer revisão, nem tão pouco quimioterapia para me sentir livre dessa enfermidade. Em contrapartida, passei a ter a plena certeza do poder vibratório do Ohikari e uma crença mais sólida, centralizada em Deus e no Messias Meishu-Sama.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a peregrinação aos locais de maior luz e na importância da flor.
Em Junho de 2024, estava a ter muitas dificuldades na cadeira de uma professora na Universidade. Essa professora sempre manifestou algum desconforto com relação à minha pessoa, mesmo nunca ter aprontado nas suas aulas.
Realizou-se várias provas, mas eu não conseguia obter notas positivas, mesmo tendo perdido noites a estudar, como forma de puder contornar a situação. Eu não entendia porque ela me reprovava, uma vez que, eu estudava minuciosamente os seus conteúdos. Sobrava-me apenas uma chance, em que teria de dar tudo de mim para não reprovar e não perder a bolsa.
Aflita e desesperada com esta situação, tive de pedir orientação aos meus superiores.
Como na época estava a decorrer a preparação do Culto Nacional de Jovens, para além das práticas básicas pelas quais fui orientada a levar a cabo, fui desafiada a peregrinar.
A peregrinação a Luanda, foi para mim um desafio porque eu estava com bastante apego.
Realçar que, antes de viajar, fazia donativos agradecendo pela purificação, desafios de orações, encaminhamento, distribuição de flores e mentalizava a professora em causa, em todas as minhas dedicações.
Graças a Deus, ganhei a permissão de peregrinar.
Sempre que o medo e outros sentimentos ruins tomassem conta de mim, eu procurava ler os ensinamentos, principalmente, ensinamentos relacionados à situação em que eu estava a viver. Fiquei mais calma quando numa das leituras que fiz, encontrei a seguinte frase: “Não sofra pelo que ainda não aconteceu, nem pelo que já passou.”
Tendo chegado a Luanda, no dia seguinte, todos os caravanistas dirigiram-se ao Solo Sagrado; aproveitei a oportunidade para materializar um donativo em nome da minha professora.
Foram realizadas outras dedicações na Sede Central e, enquanto dedicava, encaminhava todas as preocupações a Deus e a Meishu-Sama.
Depois de 4 dias, cheguei ao Lubango e, no mesmo dia, sonhei com a mesma professora a chorar. Dias depois, sonhei novamente com ela. Aconteceu que, eu ia deitar o lixo e, por sinal, estava ela com dificuldades de colocar o lixo no contentor. Esta chamou-me para puder ajudá-la.
No dia do exame especial, antes de ir à escola, passei na Igreja, participei do desafio e por fim, levei comigo um arranjo de flor. Ao chegar na sala de aula, coloquei a flor sob a minha carteira que se encontrava defronte à secretária da professora. Quando esta chegou, ficou admirada, totalmente maravilhada e feliz, pelo facto de ter visto o arranjo.
No momento do exame, reparou-se que a mesma elaborou uma prova cujo conteúdo não foi dado. Ou seja, disponibilizou uma matéria para estudarmos e, ao invés de avaliar o que deu, avaliou o que não deu. Isso deixou-me aborrecida.
Mais tarde, disse em meu interior: “Meishu-Sama, não serei eu a fazer a prova, mas sim, o Senhor.”
Enquanto fazia a prova, a professora que nem sequer me dirigia a palavra, conversou bastante comigo.
Após uma semana, os resultados estavam disponíveis no portal da escola.
Dizer que, depois de tantas tentativas fracassadas, no final de tudo, o resultado foi positivo e satisfatório. Felizmente, não perdi a bolsa e passei para o 5º ano que corresponde ao estágio supervisionado ou curricular. Realçar que, recentemente, terminei o estágio curricular; como as purificações andam connosco lado a lado, tive alguns percalços pelo caminho, mas não o suficiente para derrubar-me. Muito pelo contrário, fizeram-me mais forte espiritualmente. Actualmente, encontro-me a escrever a minha monografia, graças a Deus.
Como gratidão por todas esssas mudanças, materializei um donativo especial.
Aprendi que, todo e qualquer problema tem uma causa espiritual e que Deus nunca desampara aqueles que O servem com gratidão e sinceridade. Aprendi ainda que, somos instrumentos de Deus onde quer que estejamos inseridos.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho de salvação.
Muito obrigada!
