Gertrudes dos Santos Gastão – NJ Úige – Angola

Chamo-me Gertrudes dos Santos Gastão, tenho 45 anos de idade e sou membro há 14 anos. Dedico atualmente como encarregada do Sanguetsu.

Conheci a Igreja Messiânica aos 03 de Março de 2006, por intermédio do meu marido.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja Messiânica foram:

  • Dificuldades financeiras e mortes constantes na família.

 Desde quando era menor, minha mãe perdeu dois filhos no intervalo de três dias. Passados quatro anos morreu mais um. Somando todos os filhos das irmãs da mãe, no total perdemos catorze irmãos, todos rapazes. Isso, sem contar os nossos filhos.

Hoje, a família é pobre de homens. Perdemos os nossos pais muito cedo! Também sofria com doenças como dores dos pés, o que não me permitia ficar de pé durante muito tempo. Vivi com essas dificuldades desde os anos 80 até 2007, altura em que perdi o meu filho sem poder fazer nada.

Na igreja, fui recebida pelo plantonista que me orientou as práticas básicas da fé Messiânica. Cumpri com as orientações sem vacilar, e em pouco tempo obtive melhorias satisfatórias.

A experiência de fé que partilho com os senhores, está relacionada com a prática do Johrei, encaminhamento e as flores.

Em 2017, encaminhei uma senhora proveniente da província de Luanda, onde viveu durante seis anos com fortes e intensas dores de cabeça. O sofrimento levou-a a frequentar casas espíritas, casas de quimbandas e curandeiros à procura de solução, gastando avultadas somas em dinheiro, utensílios e outros bens.

Com o desespero provocado pela doença da esposa, o marido resolveu mandá-la para a província do Uíge, sua terra natal, onde voltou a procurar as casas espíritas , curandeiros e Kimbandeiros. Mesmo assim, não obteve resultados satisfatórios.

Com tanto sofrimento e desespero, passou a orar a Deus para que lhe tirasse a vida, porque estava cansada de tanto sofrimento.

Foi neste quadro de sofrimento, que o Messias Meishu-Sama a colocou no meu caminho. Quando ela saía do hospital a caminho de sua casa, nos deparamos no centro da Cidade. Ela estava com o rosto angustiado, ao ponto de qualquer uma outra pessoa conseguir notar o desespero nos seus olhos.

Com a intenção de ajudá-la, aproximei-me e dirigi-lhe algumas palavras. Assim, ela começou a desabafar sobre o sofrimento que carregava há seis anos.

Perguntei-lhe se já tinha ouvido falar da Igreja Messiânica Mundial. Ao que respondeu: “Já, mas não tenho como chegar lá por ser muito distante. A minha casa fica à 10 quilómetros da cidade e isso me cria dificuldades para chegar até a Igreja.”

Então marcamos o encontro para o dia seguinte irmos à Igreja.

No dia seguinte, fui até a sua aldeia seguindo as indicações dadas por Ela. Junto com seus dois filhos, fomos para a igreja. Ela foi recebida pelo plantonista que a orientou as práticas básicas da nossa Igreja.

Receberam bastante Johrei e como já era tarde, pedi que ela dormisse em minha casa, com os seus dois filhos, para voltarem a receber mais assistência religiosa. Ao amanhecer, voltamos para a Igreja onde receberam Johrei e fizemos outras dedicações.

Horas depois, fui acompanhá-los e combinamos que passaria a buscá-los nas quartas-feiras para participarem na marcha de Johrei e passar a regressar na aldeia nas quintas à tarde, depois de todas as atividades.

Quatro dias depois, relatou-me que voltou a dormir como não dormia há três anos  e que a dor de cabeça tinha reduzido .

Como gratidão a Deus e Meishu-Sama, fomos dedicar na nave e na limpeza do banheiro. Mas, tínhamos que ir buscar água na cacimba. Então ela perguntou-me: “Será que vou conseguir colocar um bidon na cabeça, depois de tantos anos sem carregar algo na cabeça?”

Respondi-lhe: “Com a ajuda de Deus e Meishu-Sama vais conseguir! Tenta…”. Pegamos a água carregando os bidons pela cabeça sem dificuldades e após a dedicação voltou a receber bastante Johrei.

Dias depois, um dos filhos ao acordar chamou-a e disse:

-” Mãe, essa noite a minha tia esteve aqui na aldeia, mas, não conseguiu entrar aqui em casa, porque a flor tinha uma luz bastante acesa que a impediu! Até mesmo eu, nunca mais consegui sair de noite por causa dessa Luz!” O seu filho disse ainda “Eu sou o causador de todo o sofrimento que a mamã tem passado! A Tia vinha sempre me pedir para lhe dar a mamã e como não tenho tido apoio de algum familiar seu, não consigo entregar-lhe!”

Dia seguinte, fomos para o Johrei Center. O menino foi atendido pelo responsável, fez a sua reflexão e foi orientado a aprofundar nas práticas básicas. Junto com a mãe, materializaram as orientações. Os sofrimentos foram solucionados e ambos se tornaram membros da nossa Igreja.

Aprendi com essa experiência de fé que quando colocamos o Supremo Deus e o Messias Meishu-Sama em frente de tudo, não importa o tamanho do sofrimento, tudo é ultrapassado!

Já encaminhei trinta e nove pessoas, das quais doze se tornaram membros. Tenho a horta caseira, faço o dízimo e o donativo de construção, cuido de três casas de membros e uma de frequentador.

Já peregrinei três vezes ao Solo Sagrado de Guarapiranga, peregrino frequentemente à Sede Central de África. Tenho o Altar do Lar.

O meu compromisso é peregrinar aos Solos sagrados do Japão e receber o Mitamaya. Além disso, participar da construção do primeiro Protótipo do Paraíso no nosso continente, o Solo Sagrado de África.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados pela permissão de dedicar nesta grandiosa obra. Agradeço também ao reverendo Claudio pelas sábias orientações.

Aos ministros, missionários, membros e frequentadores que directa ou indiretamente me têm apoiado para o cumprimento da minha missão, muito obrigada!

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