Meio ano depois que passei a servir na Obra Divina, sucedi o encarregado dos assuntos de secretaria e de contabilidade, que tinha a confiança dos fiéis.
Meishu-Sama me disse: “Ele deve ter gasto muito dinheiro, por isso, verifique.” Constatei que o livro de contabilidade estava em desordem total e que esse senhor dera um rombo nas finanças. Ele havia gasto quase todo o dinheiro com bebidas e mulheres. Embora parecesse que Meishu-Sama não soubesse de nada que ocorria, já que deixava tudo a cargo de seus subalternos, ninguém, além dele, percebera tal fraude.
Apesar da situação financeira nem um pouco favorável, Meishu-Sama tratou aquele senhor, até ele ir embora, como se fosse um de nós. Fazendo- se de desentendido, nunca o censurou. Por este acontecimento, vi o quanto Meishu-Sama era dotado de um sentimento grandioso.
Um servidor
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 5