Por volta de 1930, no início das atividades de difusão, a rotina diária de Meishu-Sama não tinha horários rígidos. Mesmo assim, Ele executava as Suas atividades com minúcia e o máximo de perfeição, cuidando sempre dos mínimos detalhes.
Um servidor daquela época recorda: “Como eu considerava Meishu-Sama um ser divino, pensava que Ele só se ocupava com as grandes realizações. No entanto, surpreendi-me com a minúcia com que executava as tarefas ligadas à Obra Divina e com a Sua quotidiano que, embora simples, era levado com uma dignidade talvez nunca vista noutra religião.”
Apesar de durante este período Meishu-Sama dar bastante liberdade aos servidores, Ele não admitia o mínimo descuido por parte destes. Uma vez atribuída determinada tarefa, Ele conferia-as sempre meticulosamente. Tanto mais porque nunca delegava algo que os servidores não eram capazes de cumprir, apenas exigindo aquilo que tivessem condições para realizar com prazer e alegria.
Meishu-Sama sempre se preocupou em fazer com que os Seus servidores vivessem em constante estado paradisíaco. Por isso, na maioria das vezes, desempenhava Ele próprio as pequenas tarefas, não lhes solicitando auxílio. Quando pintava um quadro, por exemplo, não pedia aos servidores que Lhe apontassem os lápis, nem que lavassem os pincéis ou guardassem os objetos.
Além disso, era Ele quem anotava os nomes das visitas e dos doentes que O procuravam no Seu diário. Ele ditava os avisos dos cultos e das reuniões, corrigia pessoalmente o que o servidor passara a limpo e, mesmo depois do texto ser mimeografado, Ele o conferia. Só depois é que o libertava para a distribuição.
Outro servidor da época contou: “Sempre pensei que não era digno deixar Meishu-Sama realizar tarefas tão banais e, sem conseguir ficar indiferente ao facto, desejava que Ele nos deixasse ao menos lavar os pincéis ou organizar tudo no final. Vivi durante cerca de três anos a pensar dessa forma, mas nunca nos foi permitido fazê-lo.”
Apenas em 1934, ao se mudar para o bairro de Koji-mati, em Tóquio, é que Meishu-Sama reformulou completamente o Seu sistema de trabalho, distribuindo as tarefas entre os servidores. A partir daí, por exemplo, quando ia pintar um quadro, o encarregado fazia os preparativos, havia sempre uma pessoa para direcionar a luz para o pincel, mudar a posição do papel, apontar o lápis, preparar a tinta, lavar os pincéis e arrumar o local após o término da atividade. Os avisos dos cultos também passaram a ser preparados sem a supervisão de Meishu-Sama.
Logo após a cerimónia solene de fundação da Igreja Messiânica Mundial, no dia 1 de Janeiro de 1935, Meishu-Sama e Nidai- Sama mudaram-se para uma nova residência o Jikan-so também em Koji-mati, onde recebiam esporadicamente as visitas de alguns diretores da Igreja.
A partir desta altura, Meishu-Sama começou a levantar-se às oito horas, dirigindo-se para a Sede após a refeição matinal. Como havia inúmeras pessoas gravemente doentes e desenganadas pelos médicos que iam receber Johrei, era bastante comum Ele ir dormir apenas às três horas da manhã.
Tal como as restantes religiões, a Igreja Messiânica Mundial enfrentou muitas dificuldades no início, mas era possível perceber um futuro promissor. Tal veio a confirmar-se um ano após a sua fundação, em que já se notava uma vigorosa expansão.
Sandai Sama
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 1