Meishu-Sama almoçava por volta das 12h30 e, após a refeição, quando não saía, encontrava-se com os diretores da Igreja ou com pessoas ligadas à Arte. Por vezes, ministrava Johrei nos diretores ou ouvia os textos que tinha ditado, os relatos de experiências de fé ou textos enviados por outras pessoas.
Mesmo nos dias em que havia muitos visitantes, Meishu-Sama terminava as entrevistas impreterivelmente às quinze horas. De seguida, independentemente do tempo, ia inspecionar as obras do Solo Sagrado de Atami na altura, em pleno andamento. Não só nestas ocasiões, mas em todas as vezes que saía, Ele crava sempre acompanhado por Nidai-Sama.
Tanto na construção do Solo Sagrado de Atami como no de Hakone, tudo era disposto de acordo com a vontade de Meishu- Sama. Não havia uma única árvore, um relvado ou uma pedra que tivesse sido colocado sem obedecer às Suas orientações sobre pontos extremamente vitais.
Todavia, as Suas instruções eram ocasionais, mas extremamente específicas. Dizia: “Quando estou num determinado local, as boas ideias surgem naturalmente na minha cabeça e vou construindo de acordo com elas.” Isto não acontecia apenas no que diz respeito aos jardins: Meishu-Sama executava tudo segundo os desígnios de Deus. É possível descrevê-Lo como uma “Fonte de Sabedoria Divina”.
Ao regressar da inspecção às obras do Solo Sagrado de Atami, se o tempo estivesse bom, Meishu-Sama descia do carro e regressava a pé ao Hekiun-so, passeando pela cidade de Atami.
Quando não ia ao Solo Sagrado, passeava pelo jardim da sua residência com uma tesoura em riste. Apesar da sua rotina muito atarefada, reservava um bom tempo para este passeio, algo incomum na vida de qualquer ser humano.
Esta era uma atividade diária importante para descansar a mente, tão requisitada em diversos afazeres que escapam à imaginação.
Meishu-Sama ensinava: “Não devemos deixar que o trabalho nos pressione! Nós é que temos de o pressionar. Não se deve trabalhar com sofrimento. Se não trabalharmos com prazer, não conseguiremos obter bons resultados.”
Por isso, embora organizasse as suas atividades diárias com muito rigor, Ele nunca se deixava levar pela pressão, executando-as alegremente, com flexibilidade e largo espaço de tempo.
Durante o verão, quando ficava na sua residência de Hakone, Meishu-Sama tinha o hábito de passear pelos jardins num breve intervalo após as refeições, acompanhado por Nidai-Sama e pela tia desta. Durante estes passeios, Ele observava atentamente os lírios, as azáleas, os trevos, os bordos, os musgos, etc.
Quando se encontrava com o jardineiro que cuidava destas plantas, expressava sempre a Sua gratidão e dirigia-lhe palavras impregnadas de amor: “Muito obrigado pelo seu trabalho. Por mais pequena que seja a árvore, se a cuidarmos com amor, um dia se tornará uma bela e frondosa árvore.” Ou conversava com Nidai- Sama: “Como estará este jardim quando os membros vierem ao culto? Será que estará totalmente florido? Gostaria muito que os membros pudessem admirá-lo quando estivesse bem bonito!”
Mudando de assunto, é possível compreender claramente a enorme admiração que Meishu-Sama nutria por obras de arte ao verificar a qualidade dos objectos expostos no Museu de Arte de Hakone. Mesmo com a Sua atribulada rotina, Ele vivificava-as, estando em contacto permanente com elas.
A Sua vida estava intimamente ligada à Arte. Durante à tarde, por exemplo, a cada dois ou três dias, arranjava tempo para mudar e apreciar as pinturas em rolo, as peças de cerâmica, as estátuas búdicas e outros objetos, classificando-os e estudando- os detalhadamente, Visitava também museus de belas, artes e históricos de Tóquio, além de ser um assíduo frequentador de exposições.
Meishu-Sama viajava duas vezes por ano, na primavera e no outono, à região Kansai, que compreende as cidades de Quioto e Osaka. Um dos Seus objetivos era captar as belezas locais.
Durante os encontros com os membros era também comum surgirem assuntos relacionados com a Arte, o que Lhe proporcionava uma grande alegria.
Após o término das obras do Museu de Arte de Hakone, sempre atento aos mais ínfimos pormenores, Meishu-Sama visitava-o diariamente para instruir os funcionários.
Em vésperas de substituir as obras expostas por outras, por exemplo, Ele fazia um estudo minucioso sobre cada uma, conferindo cuidadosamente a sua ordem, posição, harmonia com as outras, etc.
Nos dias em que não saía, Meishu-Sama ditava ou corrigia textos aproximadamente até às dezassete horas.
Durante à tarde, tomava chá com doces às quinze horas, ouvindo notícias pelo rádio. Costumava dizer: “Uma pessoa saudável sente necessidade de comer doces” e chegava a consumi-los duas ou três vezes ao dia.
Sandai Sama
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 1