Um Minuto é Muito Precioso Para Mim

Um Minuto é Muito Precioso Para Mim

Meishu-Sama era extremamente rigoroso quanto ao horário das entrevistas realizadas em sua casa. Um minuto de atraso era motivo de repreensão.

Certa vez, não percebi que meu relógio estava um pouco atrasado e, quando cheguei, uma servidora me perguntou a que horas era a minha entrevista. Respondi-lhe: “Ainda faltam cinco minutos!” Fui conduzido à presença de Meishu-Sama pontualmente. Mais tarde, soube que a servidora fora repreendida, e não eu. Na época, não compreendi a razão.

Hoje, refletindo sobre o ocorrido, creio que Meishu-Sama deve ter dito à servidora. “Você deve confiar no relógio daqui de casa. Quando o entrevistado disse que ainda faltavam cinco minutos, você deveria ter respondido que não, que a hora correta mostrava que faltavam três ou dois minutos. Por que não disse nada?”

Tempos depois, marquei uma entrevista para um membro e, no dia marcado, voltei a me atrasar. Dessa vez, Meishu-Sama repreendeu-me: “Como é que uma pessoa como você, que orienta outras pessoas, se atrasa para um compromisso? Não acha que é falta de consideração para com aquele que chegou no horário combinado? Eu também tive que ficar esperando para iniciar a conversa. Uma pessoa de sua posição sempre deve chegar antes da hora marcada, seja qual for a circunstância.”

Em outra oportunidade, Ele ainda me ensinou: “As minhas atividades diárias estão distribuídas de acordo a um horário pré- estabelecido. Por isso, quando alguém se atrasa, todo o meu trabalho se desorganiza. Um minuto, que seja, é muito precioso para mim.”

Um chefe de Igreja

Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 1

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