Quando se dedicava à escrita, Meishu-Sama não colocava nada em cima da mesa para além dos papéis a utilizar.
Os cigarros os fósforos, por exemplo, eram dispostos numa bandeja sobre uma mesa mais baixa, ao lado. Os textos eram manuseados com o maior cuidado e guardados numa caixa. Meishu-Sama procedia exatamente como nós, quando, ainda hoje, manuseamos Suas caligrafias. Além disso, às vezes, chegava a revisar os originais mais de vinte vezes, entregando-os cheios de correções feitas à caneta vermelha para a pessoa encarregada de passá-los a limpo. Todavia, não deixava os originais já corrigidos serem tratados com descuido e mandava queimá-los num dia previamente determinado.
Normalmente, não costumamos ter maiores cuidados aos textos que nós próprios escrevemos. Contudo, Meishu-Sama tratava os Seus manuscritos com a mesma atenção com que nós continuamos a tratar as Suas caligrafias. Sobre isto acho que devemos refletir profundamente.
Um presidente
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 2