Em nossa religião, as doenças são chamadas de “purificação”. Acredito que não existe termo melhor, visto que não se trata de uma mentira, mas da mais pura verdade. A primeira impressão que se tem ao ouvi-lo é excepcionalmente agradável; ao contrário de doença ou enfermidade, que causam repugnância. Pensando bem, os referidos vocábulos não estão totalmente equivocados. Pelo desconhecimento de que a doença é algo positivo, as preocupações excessivas surgem. Em outras palavras, o estado de espírito da pessoa é afetado.
Escuto sempre os fiéis comentar: “Graças a Deus, finalmente purifiquei”; “Graças à purificação, ultimamente minha saúde melhorou bastante.” Ou ainda: “A purificação é realmente gratificante!” Estas são declarações realmente boas de se ouvir.
Outra questão é a palavra “hospital” (byo-in), que considero muito inadequada. Na realidade, ela não está inteiramente errada, pelo facto de o hospital ser o lugar onde as pessoas permanecem doentes e não obtêm a cura. Se criássemos algo equivalente, certamente a expressão apropriada seria Jo-in, ou seja, local para purificação do espírito. Caso o ser humano deixe de usar os medicamentos, só restarão doenças leves, e ele poderá restabelecer-se facilmente, em casa. Assim sendo, não haveria mais necessidade de construir hospitais.
A Palavra “Purificação” – Colectânea Alicerce do Paraíso Vol. 7, Pg. 62
Publicado no Jornal Eiko, nº 157, em 21 de Maio de 1952