Outro dia, o mestre Gyoin Hashimoto, sacerdote superior do Templo Yakushi-ji de Nara e superintendente da seita Hosso, veio me visitar a convite do mestre Kankyu-an, fundador de cerimônia do chá do estilo Mushanokoji. Conversamos por várias horas como se fôssemos amigos de longa data e depois jantamos.
Fiquei surpreso com o facto de ele ser adepto incondicional do vegetarianismo, a ponto de pedir que sua refeição fosse preparada separadamente, dispensando até mesmo o katsuobushi. Diante disso, creio que podem perceber o quão vegetariano o mestre era. Na perspectiva de um nutricionista, esta seria decerto uma alimentação desprovida de nutrientes. No entanto, a realidade se mostrava inversa.
Embora fosse um sexagenário, além de apresentar um rosto brilhante, com uma cor bastante saudável, e um físico robusto, transmitia uma sensação agradável, jamais vista até então. Além disso, fiquei muito impressionado e surpreso com o nível de sua memória, a perspicácia de seu pensamento e a clareza de suas respostas às minhas várias perguntas sobre a arte búdica. Diante de tudo que presenciei, pude perceber efetivamente o quanto a alimentação vegetariana é benéfica à saúde.
O religioso me relatou, ainda, que nunca contraíra doença desde que nascera e sequer conhecia o gosto dos medicamentos, facto que endossa inteiramente minha tese. Por outro lado, embora o homem moderno adote uma dieta excessivamente rica em nutrientes, seus rostos são pálidos, e o raciocínio,
Exemplo Positivo da Alimentação Vegetariana — AP 6, Pg. 152
Publicado no Jornal Eiko, nº 174, em 17 de setembro de 1952