A inflação, com a qual o povo veio sofrendo durante longo tempo, parece ter finalmente chegado ao fim. De facto, a arrancada da alta dos preços foi interrompida, mas os reais efeitos ainda são imperceptíveis. Todos continuam aflitos com os elevados custos [dos produtos]. Em comparação com o período anterior à guerra, é evidente que esses custos ainda permanecem cem vezes maiores.
Ao se analisar a dificuldade em reduzir os valores, o que se destaca são as despesas com a mão de obra. Mesmo que o preço dos insumos tenha caído consideravelmente em todos os setores, os encargos trabalhistas não apresentam sinais de queda.
Sendo assim, qual é a razão disso tudo? A alta dos alimentos. Na verdade, o motivo se deve à escassez de alimentos básicos; desse modo, a situação actual nos força, inevitavelmente, a importar uma quantidade significativa [desses produtos]. Por conseguinte, para combater a inflação e estabilizar os gastos de maneira efetiva, torna-se fundamental garantir a autossuficiência alimentar da população. A única dificuldade consiste no aumento da produção.
Nesse sentido, surge a questão: como incrementar a produção de alimentos essenciais? A resposta se encontra no cultivo sem o uso de fertilizantes preconizado pela nossa religião. Sua eficácia pode ser comprovada pelos relatórios, que apontam um crescimento de 50%.
Portanto, não há dúvidas de que as pessoas envolvidas no sector agrícola do país devem praticar [nosso cultivo natural] o quanto antes. Isso permitirá superar a inflação e será inestimavelmente útil para estabilizar a economia e resolver a insegurança social.
Jornal Hikari, nº 46, em 21 de janeiro de 1950
Alicerce do Paraíso Vol. 7
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