Deus atribuiu ao ser humano,
senhor de todas as criaturas,
a missão de construir o Paraíso na Terra.
(Nidai-Sama)
(…) Nem é preciso dizer que o ser humano é o senhor de todas as criaturas[1]; ele é o rei e governa o globo terrestre. Tudo o que existe entre o Céu e a Terra são existências necessárias aos indivíduos. É evidente que, em primeiro lugar, são essas coisas que mantêm a vida humana e, em segundo, auxiliam no cumprimento da missão de cada pessoa. (…)
Jornal Eiko, nº 222, “Ultraciência”, 19 de agosto de 1953
(…) Isso porque, inicialmente, o ser humano é o soberano e governante do globo terrestre. Por esse motivo, tudo que existe [no mundo da] matéria está subordinado a ele e é utilizado conforme a livre vontade humana para a proteção do corpo físico e para o cumprimento de diversas funções necessárias à sua sobrevivência. Em suma, a diferença seria tal qual vemos entre senhor e súdito. De acordo com esse princípio, evidentemente, o indivíduo poderá, por meio da Ciência criada por ele, transformar todas as coisas de acordo com sua vontade e fazê-las progredir. É por isso que foi possível alcançar a atual e maravilhosa civilização. (…)
Jornal Eiko, nº 225, “Deus e as lentes de vidro”[2], 9 de setembro de 1953
O Pão Nosso de Cada Dia, vol. 1
[1]Em japonês, a expressão utilizada por Meishu-Sama é banbutsu no reichō, que significa “o número um da Criação” e aparece no Shujing, um dos Cinco Clássicos compilados por Confúcio (551–479 a.C.), que influenciou imensamente a história e a cultura da China. Reichō-rui designa a ordem dos primatas, que compreende macacos, símios, lêmures e seres humanos.
[2]A expressão “lentes de vidro” corresponde ao que denominamos atualmente de microscópio.