“…Deus usa-nos como Seus instrumentos para…”

18 de Outubro, 2025

“…Deus usa-nos como Seus instrumentos para…”

ALBERTINA VERÓNICA LUCAS CUMBE
JOHREI CENTER JARDIM
MAPUTO
MOÇAMBIQUE

Sou membro e estou integrada na Rede de Salvação de Bagamoyo.

Conheci a Igreja Messiânica em 2008, por intermédio da minha irmã.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja, foram: desemprego, problemas financeiros, doença, falta de paz espiritual e conflitos familiares.

Por falta de emprego, eu vivia um profundo nervosismo, que me causava fortes dores de cabeça e crises de dores de barriga intensas. Essas crises eram tão fortes, que chegava a perder o ar e até os sentidos. É importante salientar que sofria  com essas dores desde os meus dez anos de idade. O nervosismo, também afetava o meu comportamento em casa, achando que era a dona da razão, gerando assim, conflitos familiares.

Em busca de solução, frequentei várias igrejas e consultei curandeiros, mas nada surtiu efeito. Em uma dessas igrejas, disseram à minha mãe que eu nunca teria filhos nem conseguiria um emprego, pois um “espírito de marido da noite” me perseguia. Diante dessa profecia, acabei acreditando de que aquele seria o rumo da minha vida para sempre.

Tudo começou, quando a minha irmã mais nova foi abordada à porta da igreja, onde ofereceram-lhe uma flor e um papel com uma oração. Ela recebeu orientações sobre as práticas básicas da fé Messianica, mas não gostou da parte da dedicação no banheiro nem da ideia de receber Johrei, porque achava estranho a oração em silêncio, com a imposição da mão. Por isso, assim que chegou à casa, ela ofereceu-me a flor e o papel com a oração. Cerca de uma semana depois, a minha mãe foi a uma cerimônia na casa de uma vizinha e viu os membros a ministrarem Johrei; eles  tinham flores parecidas com as que a minha irmã me havia oferecido. Foi então que, decidi frequentar a Igreja, onde fui orientada a cumprir as práticas básicas.

Em menos de uma semana, após começar a frequentar a Igreja, passei por uma purificação, com diarreia por quatro dias. A partir daquele momento, nunca mais tive as dores de barriga e de cabeça que me atormentavam, como também ganhei uma paz de espírito profunda.

Certo dia, ao voltar de uma dedicação, acordei no meio da madrugada com uma fome intensa. A sensação era tão forte, que decidi procurar um posto de saúde. De lá, fui transferida para um hospital, onde fiz um ultrassom e descobri que estava grávida de quatro meses. Fiquei paralisada por alguns minutos, olhando para os médicos sem acreditar. Para mim, aquilo era uma brincadeira, pois eu me considerava estéril e nunca imaginei que poderia ter um filho. Voltei a perguntar ao médico e ele confirmou: eu estava grávida de uma menina. Ao sair do hospital, tanta era a emoção, que quase fui atropelada. Era a resposta Divina, após tantas buscas infrutíferas por uma solução.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, tive uma menina linda e saudável. Enquanto a minha família sempre gastou muito com doenças, minha filha hoje tem 13 anos e nunca gastei um centavo com hospitais por motivos de saúde. Em agradecimento por todas as graças recebidas, fiz um donativo especial como expressão da minha gratidão

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o desapego.

Quando comecei a dedicar, o meu único desejo era conseguir um emprego pois, na minha percepção, a felicidade dependia do dinheiro. No entanto, à medida que fui dedicando e colocando em prática as orientações, alcancei uma paz de espírito que não conhecia, fui curada de várias doenças e, milagrosamente, consegui conceber uma filha.

Agradecida por tantas graças, continuei a dedicar com empenho no cumprimento da minha missão. Certo dia, alguém perguntou à minha mãe se eu estava a trabalhar; quando ela respondeu que não, pediram os meus documentos, chamaram-me para uma entrevista e assinei um contrato de trabalho. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, trabalho nesse mesmo local até hoje. Em agradecimento por esta bênção, fiz um donativo de esforço máximo com o meu primeiro salário, durante o culto mensal de gratidão daquele mês.

Contudo, com o passar do tempo, caí na ingratidão. Deixei de fazer o meu dízimo e reduzi significativamente as minhas dedicações. Logo a seguir, começou a pandemia e passei a ficar em casa. As purificações não tardaram a aparecer: comecei a fazer o uso excessivo de bebidas alcoólicas, o meu dinheiro desaparecia misteriosamente, ou acabava, sem que eu tivesse feito algo que justificasse.

Percebi que aqueles eram sinais dos meus Antepassados, mas não tinha forças para voltar a dedicar.

Certo dia, durante uma festa, senti uma dor súbita e intensa no pé, a ponto de não conseguir mais pisar no chão. Precisei do apoio das pessoas ao meu redor para me levantar. Imediatamente, fui levada ao hospital, onde diagnosticaram que havia partido o tornozelo. Diante daquela purificação, percebi claramente a minha ingratidão e compreendi que era um pedido de socorro dos meus Antepassados. Então, liguei para alguns membros da Igreja a pedir orientação e fui aconselhada a agradecer com um donativo, o que fiz prontamente. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, a recuperação do meu tornozelo foi mais rápida do que o previsto, surpreendendo os médicos. Esse milagre, fortaleceu a minha decisão de voltar ao ponto inicial, renovando o meu compromisso com a fé.

A outra experiência de fé, está relacionada com a prática da limpeza no local de trabalho.

Certa ocasião, foi comunicado ao meu sector, que iam acontecer algumas mudanças, o que gerou pânico geral entre os colegas. No entanto, eu, compreendendo a situação como uma purificação, comecei imediatamente a agradecer. Alguns colegas, intrigados com a minha reacção, questionaram-me sobre o motivo do meu agradecimento. Expliquei-lhes então que, aquele era um processo de purificação e que a atitude correta era agradecer.

Com o tempo, as tais mudanças foram oficialmente anunciadas e, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, eu não fui afectada por nenhuma delas. Percebi claramente que essa proteção foi uma consequência direta da limpeza que eu realizava no local de trabalho, quando retomei ao ponto inicial, voltando a dedicar.

Como forma de gratidão, fui à Igreja após o serviço, para fazer um donativo especial de gratidão. A responsável pela rede de Bagamoyo, orientou-me a distribuir a flor e a encaminhar pelo menos 10 pessoas à porta da Igreja, missão que aceitei e segui obedientemente. Consegui, pela permissão Divina, encaminhar 6 pessoas para receberem Johrei. Uma delas, enquanto recebia Johrei, perguntou-me se eu tinha visto algo nela. Respondi que não. Ela disse: “Acho que foi Deus que colocou você no meu caminho. No lugar de onde venho, acabei de fazer uma piada sobre três doentes que não acordavam e sinto que aquelas energias ficaram comigo. Sentia o corpo a doer e os ombros muito pesados. Ia a caminho da casa do meu pastor para pedir uma oração, mas no momento em que você levantou a mão para mim, senti-me mais leve, como se coisas estivessem a sair do meu corpo. A sua oração curou-me. Muito obrigada.”

Com esta experiência, aprendi que a gratidão gera gratidão e que a lamúria gera lamúria. Aprendi ainda que, quando alinhamos o nosso Sonen, Deus usa-nos como Seus instrumentos para levar a luz e a paz através do Johrei para outras pessoas.

Encaminhei a minha filha, que se tornou membro e dedica como assistente do CriançÁfrica. Encaminhei mais de 20 pessoas, tenho a horta caseira e cumpro com o meu dízimo corretamente. Faço o meu plantão na Igreja todas as segundas-feiras.

O meu compromisso, é de encaminhar o maior número possível de pessoas para o caminho da salvação. Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação,

Muito obrigada!

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