“…quando nos empenhamos na dor e no sofrimento das…”

1 de Dezembro, 2025

“…quando nos empenhamos na dor e no sofrimento das…”

EULÁLIA DO SACRAMENTO LUÍS TORRES
JOHREI CENTER ECO CAMPO
CENTRO-SUL
LUANDA
ANGOLA

Sou membro e dedico como encarregada da Sociedade de Senhoras.

Conheci a Igreja Messiânica em Fevereiro de 2016, por intermédio do meu irmão, membro da nossa Igreja.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: doenças e conflitos familiares.

Na Unidade Religiosa, fui recebida pelo plantonista que orientou-me as práticas básicas da fé e em pouco tempo de frequência, os problemas que vivia foram ultrapassados e tornei-me membro para melhor servir nesta Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a proteção Divina.

Eu tenho uma cantina, aonde faço os meus pequenos negócios que me permitem sustentar a minha família. Certo dia, enquanto atendia os clientes, apareceram dois jovens que se identificaram como sendo os bandidos mais perigosos do bairro, que disseram-me o seguinte: “olha vizinha, nós viemos aqui para te alertar que haverá um assalto aqui na sua casa nos próximos dois dias, mas como nós não estamos metidos nesse assalto, por isso viemos te alertar porque o grupo de marginais que vai te assaltar, virá de outro bairro, mas contudo, dá-nos o teu terminal para te poder alertar no momento em que eles estiverem a chegar”. Depois de explicarem isto, retiraram-se.

Fiquei com medo, mas de seguida ganhei coragem e fui ao retrato de Meishu-Sama agradecer a situação com um donativo, pedindo proteção.

Para minha surpresa, no suposto dia do assalto, os marginais não apareceram. Assim, novamente fui  agradecer a proteção recebida naquele mesmo dia. Depois, preparei-me para ir participar do habitual encontro da Sociedade de Senhoras. Pelo caminho, um dos marginais ligou para mim a pedir ajuda dizendo o seguinte: “vizinha por favor me ajuda com um valor para apanhar táxi, preciso de ir a um posto médico para me tratar porque fui baleado pelo grupo que queriam assaltar a sua casa”.

De seguida, perguntei como isso aconteceu e ele começou a explicar o seguinte: “No momento em que o grupo se dirigia para a sua casa para realizar o assalto, eu impedi-os dizendo: essa senhora não merece essa maldade porque ela tem nos ajudado muito, quando não temos o que comer, ela nos dá comida para pagarmos depois, então não podemos lhe prejudicar a vida. Enquanto eu discutia com eles, um deles chateou-se e atingiu–me com um tiro no pé e de seguida retiraram-se dizendo que já não iriam realizar o assalto porque eu os traí, por isso estou a pedir ajuda para ir me tratar”.

De salientar que foi nesse período que tomei a decisão de participar ativamente do grupo da Sociedade de Senhoras e passei a distribuir bastantes flores, nas casas dos meus vizinhos. Quando recebi esse comunicado por parte dos marginais, fiz uma dedicação na minha horta com o objectivo de encaminhar aqueles Antepassados que estavam a manifestar-se através daquela situação.

Ao ouvir essas palavras do jovem, fiquei profundamente agradecida com a tamanha graça e proteção recebidas do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama.

No final do mesmo dia, voltei a materializar um donativo especial, reforçando o meu compromisso em continuar a aprofundar na campanha de formação do elemento humano através do acompanhamento de cada senhora que faz parte da minha equipe, transformando cada lar em um verdadeiro modelo do paraíso.

Com esta experiência de fé aprendi que, quando nos empenhamos na dor e no sofrimento das outras pessoas, Deus nos protege de quaisquer obstáculos.

Faço dízimo, donativo de construção, tenho a horta caseira e cuido de 5 casas das quais 1 de membro e 4 de frequentadores.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.

Muito obrigada!

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