Sou membro e dedico como auxiliar do Grupo Terra desta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2018, por intermédio da minha irmã.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: Doenças, pobreza e conflitos.
Quanto aos conflitos, eu e os meus irmãos consumíamos bebidas alcoólicas de forma excessiva e sempre que tivéssemos dinheiro, fazíamos festas; no final de cada convívio havia lutas, sendo eu, considerada a culpada na maioria das vezes.
Desenvolvi um comportamento agressivo e mesmo tendo marido, não melhorava de atitude; esta situação, causava muito sofrimento à minha mãe, até ela pensar em suicídio. Também passei a ter problemas de saúde, razão pela qual, a minha familia reuniu e decidiram que o melhor era separar-me do meu marido e voltar para a casa da minha mãe.
Na época, a minha irmã já era frequentadora da nossa Igreja e quando me falasse sobre a Igreja, eu dizia-lhe o seguinte: “Vira a tua boca para lá, isso não é Igreja, todo o tempo falas sobre antepassado, antepassado! Nunca mais fala comigo acerca dessa Igreja das magias!”. A minha irmã não dizia nada e ficava sempre calma. Quando a purificação se intensificou, surpreendentemente a minha cara e os meus braços viraram para atrás. Também sentia vertigens, que de tanto sofrimento eu não aguentava mais.
Foi nesse quadro de desespero, que aceitei vir à Igreja, onde fui recebida pelo plantonista que ouviu-me atentamente e orientou-me as práticas básicas da fé.
Após dois meses de recebimento de Johrei, milagrosamente recuperei a saúde. Para agradecer a grande benção, materializei donativos de gratidão e o de outorga. Em 2019, tornei-me membro para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.
Após ter perdido o emprego em 2024, fiquei sem dinheiro e estava a purificar. Sem saber o que fazer, nem para onde ir, decidi voltar à minha terra Natal, que é a Província de Benguela. Respeitando a ordem, comuniquei a Meishu-Sama e aos meus Antepassados; passado algum tempo, recebi o convite de uma irmã da Igreja, para ir viver com ela até me restabelecer financeiramente.
Em Outubro de 2025, recebi uma graça inesperada, deram-me uma casa no Camama para eu morar lá o tempo necessário. Inicialmente fiquei indecisa por ser muito distante, mas por fim aceitei. Depois de me mudar, fui à procura da Unidade mais próxima, que é o Johrei Center do Camama e apresentei-me à responsável.
Na ocasião, recebi da responsável a orientação de abrir a unidade, fazer encaminhamento à porta da Igreja , assistências, limpeza e plantão às terças-feiras. No momento eu estava desempregada, portanto, não tive dificuldade em cumprir com as orientações recebidas.
É de realçar, que todas as pessoas que eu encaminhava à porta da Igreja, apareciam com problemas iguais aos meus. Nessa altura, mesmo dedicando, eu estava a purificar com dores na garganta, que me dificultava comer e tomar líquidos, parecendo que a garganta iria fechar.
Certo dia, parei para refletir, me perguntando aonde eu estava a errar, pois que todas as orientações que eu recebia, cumpria; logo consegui perceber que, nas três Unidades Religiosas que já passei, os responsáveis tocavam num ponto que eu sempre ignorava: a distribuição de flores!
Foi então que, decidi dedicar na área do Sanguetsu como aprimoramento e tomei a decisão de marchar sempre com flores. No primeiro dia de marcha, eu levei as flores e no final da dedicação, a garganta que parecia estar trancada abriu um pouco. Ao perceber esta mudança, intensifiquei nas dedicações.
Eu e o coletivo de missionários, demos início à abertura de novas casas, das quais, passo a relatar algumas ocorrências:
– Certo dia, um senhor bateu à porta de uma missionária para pedir comida, dizendo que tinha a mulher doente há mais de 15 anos. Depois fomos conhecer a senhora e a encontramos com a doença vulgarmente chamada de Tala; ministramos Johrei acompanhado da flor e oração a toda a família. Depois de algum tempo, o genro da senhora incorporou um Antepassado que estava muito nervoso, sendo orientados a irmos embora. No dia seguinte, o genro foi falar connosco, pediu uma flor e foi-se embora. Num outro dia, o mesmo voltou à Igreja e decidiu abrir o seu coração, dizendo que batia na mulher todos os dias sem saber porquê. Entretanto, desde o dia que fomos orar em sua casa e deixamos a flor, aquele sentimento desapareceu, pedindo para continuarmos com as orações. Actualmente, eles gozam de boa saúde e a maior parte da família frequenta a nossa Igreja.
– Todas as vezes que fóssemos marchar, no caminho tem uma lixeira e, encontrávamos sempre um senhor com problemas mentais, a catar lixo. Certo dia, após a assistência religiosa em casa dos fiéis, de regresso à Unidade, notei que no cesto ainda havia duas flores. Durante o caminho, peguei nas flores, entrei na lixeira e fui oferecer uma ao maluco que ainda estava lá e que aceitou com um olhar fixo em mim; depois pedi para lhe ministrar Johrei. Quando o grupo de missionários se apercebeu da minha ausência, voltou ao meu encontro e também me auxiliaram na assistência que durou cerca de 2 horas, ali de pé, entre o lixo. Após o término da oração, prometemos a ele que violtaríamos. No dia seguinte, quando aparecemos, para o nosso espanto, encontramo-lo sentado na porta de casa à nossa espera e lhe ministramos Johrei. No terceiro dia de assistência, nasceu em nós o sentimento de fazermos a limpeza profunda em sua casa e cuidar da sua higiene pessoal. No dia marcado, levamos sabonete, bacia, pente e algumas peças de roupa e nos dividimos em 3 grupos: um para a limpeza, um para assistência e o outro, para a higiene corporal. Cortou-se-lhe o cabelo e vestiu roupas limpas. Durante a limpeza, retiramos muito lixo, dentre eles muito material ferroso, que decidimos levar para ir pesar; arrecadou-se uma boa quantia em dinheiro, de onde uma parte materializamos um donativo de elevação espiritual dos Antepassados dele e a outra compramos lençóis, chinelos e roupas para ele.
Os vizinhos que acompanharam o processo, diziam que era um milagre; primeiro porque ele era muito agressivo com as pessoas que ninguém conseguia aproximar-se dele e segundo porque passava o dia todo no lixo.
Conseguimos depois saber o seu nome, actualmente ele está recuperado com um melhor aspecto e é dedicante da nossa Igreja. O seu antes e depois parece cena de filme.
Dia seguinte, fomos peregrinar ao Solo Sagrado de Cacuaco; uma imã incorporou, dizendo que atrás de mim havia muita gente a dedicar comigo. À noite, sonhei que participava de uma grande festa, cheia dos meus Antepassados. Depois desse dia, as graças não se fizeram esperar :
– Ganhei a permissão de voltar a viver no Zango, numa casa arrendada por uma das minhas irmãs e também recebi uma quantia em dinheiro, com alguns artigos para a minha casa. Actualmente estou muito feliz, por ter aonde viver, pois já consigo receber os meus filhos quando me vêm visitar. Para melhorar a minha condição financeira, também ganhei a permissão de um emprego.
Com essas experiências de fé, aprendi que devemos cumprir com as orientações, pois que a obediência é a chave para o nosso sucesso. Aprendi ainda que, devemos respeitar e tratar as pessoas da mesma forma, sem preconceitos, pois todos temos uma partícula Divina.
O meu compromisso, é de aprofundar no acompanhamento de outras pessoas e apresentar Meishu-Sama como o salvador da humanidade.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela grande permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigada!
