Sou membro e dedico como Encarregada da Liturgia desta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2009, por intermédio dos meus pais, missionários da nossa Igreja.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a implementação de uma horta institucional.
No ano de 2025, ganhei a permissão de abrir uma horta institucional no meu local de trabalho (escola). A minha chefe também recebeu a permissão de dedicar neste local, no dia em que abrimos a horta. Vale realçar, que ela é de uma outra religião; assim, orientou-me para passar a cuidar da horta, onde, com as irmãs da Igreja, temos estado a dedicar.
Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, a horta já produziu flores e alimentos, tais como: alface, quiabo, folhas de feijão macunde, tomate, melancia, manga, beringela e folhas de batata doce (rama), estando no momento, na renovação dos canteiros. As colegas de trabalho, ficaram bastante impressionadas e, quando os produtos saíam, pediam para levar para as suas casas. Depois de provarem, comentavam que os produtos estavam muito bons e que eram diferentes em relação aos que se vendem nos mercados; a filha de uma das colegas, depois de comer, perguntou à mãe de onde tinha saído, pois estava muito saboroso.
Uma das colegas da secretaria disse-me: “As colegas têm salário, não seria melhor oferecer os produtos da horta aos seguranças, em vez de nós levarmos?” Eu respondi que já havia falado com eles no sentido de também tirarem os produtos e depois passarem-me o relatório.
Quando as flores se começaram a desenvolver, muito antes das verduras e dos legumes, as colegas diziam: “Essas plantas estão a produzir mais do que os alimentos! Nós queremos comida aqui na horta da escola e não plantas. Se as flores fossem comida, não poderia faltar alimento nas nossas casas.”
Depois que as flores abriram, fui colhendo algumas para adornar a área pedagógica, a administração e a sala dos professores. Apesar de, algumas vezes, eles terem retirado e descartado algumas flores, também adornava os banheiros e a guarita. Muitas vezes fazíamos distribuição de flores aos alunos, que ficavam felizes e recebiam com muito entusiasmo. Certa ocasião, uma professora questionou: “Mas por que só os alunos recebem as flores e nós não?” Eu respondi que iria preparar algumas para os professores.
No ato da distribuição das flores, também realizávamos vivências com os irmãos da Igreja. Da segunda vez que fizemos essa atividade, ganhamos a permissão de os alunos também participarem. Naquele mesmo dia, houve uma grande participação por parte dos alunos; foi quase uma invasão, que por pouco, perdíamos o controle do número de flores. Mais tarde, conseguimos organizar melhor, mantendo-os em fila e assim conseguimos distribuir 128 arranjos.
Fizemos também distribuição fora da escola, oferecendo flores a outros alunos, colégios e pessoas que passavam pelo local. Muitas delas perguntavam o significado da flor e eu simplesmente respondia que a flor representa o belo, o amor e a paz.
Para além dessas atividades, depois do trabalho, eu levava flores que distribuía em frente à minha residência. Comprava os copinhos e preparava com os meus filhos, inclusive a minha filha de 8 anos.
Juntos, íamos realizar a distribuição, sem horário de encerramento, dependendo da quantidade de flores disponíveis. Por vezes, distribuíamos mais de 120 flores.
Uma das vezes, devido ao grande número de flores, só encerramos cerca das 23h, com um outro membro que também participou. Ainda na minha rua, algumas pessoas, ao verem as flores, diziam: “Éhh, flores da sorte! Por favor, me dê uma flor”.
Um jovem, ao receber a flor pela primeira vez, contou-me que estava passando por um problema.
Quando chegou à sua casa, atirou as flores para qualquer lugar e não deu importância. Mais tarde, notou que a situação que o preocupava, voltou à normalidade. No dia seguinte, já alegre, comunicou-me sobre isso e pediu mais flores.
Devido ao hábito da distribuição de flores, a atmosfera espiritual da escola ficou mais leve e as pessoas passaram a recebê-las com naturalidade. Apesar de algumas ainda rejeitarem, as flores já não demoravam a acabar.
Além disso, reservava um dia na semana para, depois do trabalho, visitar e prestar assistência nas casas dos irmãos.
Vale destacar que, mais dois dos meus filhos, receberam a permissão de conseguir emprego. Um deles, membro e dedicante, também teve a oportunidade de realizar uma formação custeada pela empresa. Actualmente, tive a permissão de distribuir mais de 800 flores.
Com esta experiência de fé, aprendi que, pequenos gestos de cuidado e gentileza, transformam vidas e o ambiente ao redor; a persistência e o compartilhamento, fortalecem laços e espalham alegria.
Muito obrigada!
