Tenho 30 anos de idade, sou membro da Igreja há 5 anos e dedico como encarregada do Sanguetsu da unidade supracitada.
Conheci a Igreja Messiânica em 2020, por intermédio da minha cunhada, na altura membro da nossa Igreja, e tornei-me membro em 2021.
Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja Messiânica foram: doenças, conflitos e pobreza.
A minha mãe partiu cedo para o mundo espiritual.
Não conheci o meu pai. Com apenas 2 anos de idade, fui viver com a minha tia, irmã da minha mãe, com quem fiquei até aos 17 anos.
Tive uma infância muito difícil. A minha tia maltratava-me muito. Pôs-me a vender na praça quando eu tinha 7 anos de idade e, quando eu não aceitava vender ou fazer alguma tarefa, batia-me muito e, por vezes, punha-me fora de casa.
Essa situação perdurou até aos 17 anos, quando, pela primeira vez, vim ao Soyo de férias para visitar a minha irmã mais velha.
Durante a viagem, no barco, conheci o meu marido e, no mesmo dia, fui viver com ele para fugir dos maus-tratos da minha tia, porque não queria voltar a Cabinda para continuar a viver com ela, pois era muito sofrimento.
Em consequência, a família desprezou-me desde 2013 até 2020, altura em que me tornei messiânica, e os conflitos que tinha com a minha família durante 7 anos foram ultrapassados.
A experiência de fé que passo a relatar tem a ver com a minha convicção no poder do Johrei, na força da Flor de Luz e das dedicações diárias.
Antes de conhecer a Igreja Messiânica, eu padecia de insónias, ouvia movimentos de coruja no teto da casa, sonhava sempre com alguém que me perseguia, alguém que puxava a alma da minha primeira filha para levá-la, e eu lutava para impedir.
O meu marido era desempregado há mais de 9 anos, as crianças adoeciam muito, sentia passos dentro de casa e, quando começava a orar, ouvia sussurros na janela que diziam: “Você não dorme?” Eu abria a porta e não via ninguém.
Depois de começar a receber Johrei, a participar nos cultos, nos desafios e nas dedicações diárias na unidade religiosa, as purificações passaram. Ganhei convicção e firmeza na fé messiânica, intensifiquei as orações e a distribuição de flores.
Aprendi a limpar o altar da Igreja e a confeccionar o arranjo do altar. Como resido próximo da Igreja, antes de ir trabalhar, muito cedo abria a Igreja, fazia a limpeza e só depois é que ia trabalhar.
Um certo dia sonhei que alguém estava sentado em frente à porta de casa, do lado de fora. Saí e perguntei-lhe:
— Por que é que só de noite o senhor vem à minha casa?
Ele respondeu-me que já teria entrado, mas não conseguiu porque o fogo que vinha de dentro da casa o impedia de entrar.
Voltei a perguntar:
— Fogo?
Ele respondeu que sim:
— A flor que está dentro da tua casa está a lançar fogo.
Despertei do sonho, entoei a oração Amatsu Norito e compreendi, mais uma vez, a importância e o poder da Flor de Luz.
Comecei a sonhar com a minha sogra, que já se encontra no mundo espiritual. Ela vinha agradecer pela Luz que estava a receber e disse que antes estava em sofrimento e num lugar sujo, mas que, com a Luz que estava a receber, passou a permanecer num lugar limpo, de paz e harmonia.
Ainda no decorrer do sonho, eu disse à minha sogra que o filho dela, que é o meu marido, não acreditava no poder da minha Igreja.
Ela respondeu:
— Falta pouco. Ele vai compreender.
Meses depois, o meu marido começou a dedicar na nossa Igreja. Não demorou muito tempo e o meu esposo teve a graça de conseguir um emprego.
Recentemente, eu estava a viver uma purificação: pesadelos e maus sonhos. Sentia a atmosfera espiritual da casa muito pesada. Foi então que, de forma inesperada, fui visitada pelo responsável da unidade. Orámos em minha casa e depois fomos fazer marcha. Na sequência, visitámos e fizemos oração em mais cinco casas: duas pela primeira vez e três de frequentadores.
Após esta dedicação, tive a graça de vivenciar os seguintes milagres: os pesadelos passaram, os maus sonhos cessaram e a atmosfera espiritual da casa voltou ao normal.
As minhas convicções na fé messiânica têm-me transformado numa pessoa melhor no seio da família, na vizinhança, nos meus trabalhos e na Igreja.
O meu compromisso é continuar a empenhar-me cada vez mais nas práticas básicas: ministrar Johrei, distribuir flores e encaminhar o maior número possível de pessoas.
Estou a acompanhar 4 casas, num total de 22 pessoas, e tenho horta caseira.
Aprendi que o Johrei salva as pessoas da doença, dos conflitos e da pobreza.
O meu compromisso é continuar a servir na Obra de Meishu-Sama, fazendo felizes as outras pessoas.
O meu muito obrigado ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados.
A todos os que atentamente ouviram o meu relato de fé, os meus sinceros agradecimentos.
