Resido no Município do Cazenga bairro Kalawenda, sou membro e dedico como Monitora Encarregada do Grupo CriançÁfrica, nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em 2003, por intermédio da minha mãe, membro desta Igreja.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram: Dificuldades financeiras e conflitos dos meus pais.
O meu pai ficava mais ausente do que presente em casa, sendo esta, uma das residências que mais sofria assaltos, não importando o período. Quando os assaltantes entravam em nossa casa, eles levavam: Botija, panelas, roupas etc. Os assaltos aconteciam, quando o meu pai ausentava-se de casa por alguns dias. De todas essas ocorrências, teve uma que me marcou bastante, foi quando eu e a minha irmã mais velha, colocamos a panela de feijão no fogo, fechamos as portas e fomos brincar. De regresso à casa, encontramos as portas e as janelas abertas, entramos e constatamos a ausência de alguns bens, como: botija, roupas, panelas e o dinheiro guardado da minha mãe.
O que mais nos deixou assustadas, foi ao notarmos um saco com pão na mesa, saco esse que não nos pertencia.
Foi nesse quadro de sofrimento, que conheci a Igreja; recebida pelo plantonista, que após ouvir o meu sofrimento, orientou-me as práticas básicas da fé messiânica, que são:
Receber 10 johrei por dia; manter a flor de Luz em casa; dedicar na Nave e no banheiro e peregrinar aos locais de maior luz da nossa Igreja.
No cumprimento dessas orientações, as graças não se fizeram esperar: O meu pai, passou a estar mais presente em casa, a situação financeira melhorou e os assaltos pararam.
Como gratidão ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama, materializei um donativo de ingresso na fé e de outorga, para melhor servir nesta Obra Divina.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a preparação do culto regional dos jovens.
No mês de Maio de 2025, realizamos o culto dos jovens, no centro de aprimoramento do Cazenga e foi demonstrada uma peça teatral, com o tema: O aborto.
Três meses depois, notei que estava concebida, algo que eu não esperava e que não queria naquele momento. Fiquei muito triste e pensativa, dentro do meu interior, foi surgindo várias ideias negativas, como abortar.
No dia seguinte, refleti bastante sobre a minha maneira de pensar e fui à Unidade Religiosa para falar com o responsável. Após ouvir-me atentamente, orientou-me a ter muita calma, a fazer um donativo de pedido de perdão pelos sentimentos que estavam a se manifestar dentro de mim e fazer também um donativo para agradecer a gestação.
Recebi a orientação com muito amor e gratidão, graças a Deus e ao Messias Meishu Sama, a harmonia e a tranquilidade no meu interior se restabeleceram; passei a fazer as consultas em um centro médico e na altura, comecei a purificar bastante com vários tipos de sintomas, mas quando fosse ao hospital fazer consultas, não acusava nada. Em uma das consultas, a doutora vendo o meu estado de saúde, passou-me uma guia de transferência para um outro hospital para melhor acompanhamento médico, pois que, na primeira gravidez, não tive um parto normal.
No hospital, após ser consultada, o doutor mandou-me preencher um formulário de internamento; o mesmo orientou-me a que voltasse depois de cinco dias com dois doadores, para fazer transfusão de sangue e que eu fosse acompanhada de alguém para assinatura do termo de responsabilidade do internamento e que também seria consultada por um psicólogo. Agradeci a explicação passada pelo doutor e perguntei se era ele, quem iria decidir como seria o meu parto e a transfusão de sangue, tendo respondido que não, alegando que é uma regra do hospital e da medicina, porque, quando uma mulher já teve um parto arriscado, essas são as recomendações.
Em seguida, fui ter com a psicóloga, que por sua vez, encorajou-me a não temer o internamento e o parto. Em casa, fui analisando tudo que tivera acontecido no hospital e depois dirigi-me ao retrato do Messias Meishu- Sama, com um donativo para agradecer tudo o que foi abordado no hospital. No mesmo dia, decidi não voltar ao hospital, entregando tudo nas mãos do Supremo Deus e que fosse feita a Sua vontade, uma vez que estava com apenas sete meses de gestação e não tinha motivos para ser internada.
Depois de informar as pessoas chegadas, em seguida liguei para o responsável. Os meus familiares, não concordaram com o meu internamento, pois que não iriam assinar nenhum termo de responsabilidade, dizendo que tudo iria correr bem. O responsável orientou-me a intensificar as orações, entregando tudo nas mãos de Deus e de Meishu-Sama, que tudo teria solução, que ficasse calma . As palavras do responsável era a minha decisão e dizia que, quando chegasse a hora do parto, tudo iria correr bem.
No momento do parto, em casa, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, tudo correu bem.
Passados alguns dias, fui ao hospital e realizei a minha primeira consulta, a fim de ser observada, porque sentia muita fraqueza e algo que parecia uma bola que girava no meu organismo; a parteira que me acompanhava, quando me viu, ficou bastante admirada e aborrecida comigo, questionando-me se tivera ido mesmo ao hospital, ao que respondi que, tive o bebé em casa e tudo correu bem.
Deu-me os parabéns, observando a bebé. Depois das análises, constatou-se que estava tudo bem, passando uma receita para combater a minha fraqueza.
Alguns dias depois, a bola que sentia a girar no meu organismo saíu. Assustada, chamei a minha sogra e o meu esposo para verem; quando a minha mãe viu, disse que se tratava de um quisto e que tive muita sorte, porque não era normal. Dois meses depois, passamos por uma grande purificação financeira. Na altura, o meu esposo não estava a trabalhar e tive que deixar de fazer os meus trabalhos em casa, devido ao parto recente.
No mês de Abril, ouve uma intensa chuva que invadiu a nossa casa, danificando o plasma, a arca, fiquei muito triste com a situação; as águas vindas da rua, entravam em casa, desanimada e com raiva, coloquei a minha filha mais velha ao colo, porque a água era tanta, que quase morreríamos afogados e eletrocutados. Perdemos vários bens como, documentos, roupas e alimentos. Confesso que não consegui agradecer a purificação e sentia muita raiva do meu esposo. Meu desejo, era de me separar, pensava: estou com parto fresco e não aguento mais, vou embora. Uma semana depois, liguei para o líder jovem e contei-lhe tudo que estava a acontecer; no dia seguinte, recebi a sua visita, fez assistência religiosa com oração, ministração de johrei, orientou-me a manter a calma e a agradecer a purificação, confesso que não foi fácil. O líder em companhia de alguns jovens, encorajaram-me muito a manter a calma e a ter fé, que tudo iria passar. Guardei as palavras dos irmãos com muita gratidão, comecei a ganhar força, compreensão, determinação e firmeza.
A situação se restabeleceu e retomei os meus trabalhos, as condições melhoraram e adquiri novos equipamentos de trabalho; tenho formado muitos jovens na minha área, meu empreendimento está evoluindo cada vez mais. Recebi também, muito apoio dos meus padrinhos e meu esposo ganhou a permissão de um emprego. Hoje, a situação financeira melhorou bastante, compramos uma arca nova, um plasma e a convivência em casa vai muito bem.
Com esta experiência de fé, aprendi que, não devemos pensar em fazer aborto, seja uma gravidez planeada ou não, porque tudo se reflete no Mundo Espiritual e no mundo material, que não sabemos qual a missão dessa criança que vamos abortar.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Já encaminhei várias pessoas à fé messiânica das quais, duas se tornaram membros.
Muito obrigada!
