Sou membro e dedico como Encarregada da Liturgia.
Conheci a Igreja Messiânica em 2002, por intermédio da minha tia.
O que me levou a conhecer a Igreja, foram problemas de falta de saúde.
Durante a minha adolescência, eu adoecia todos os anos, com uma doença estranha que só aparecia no mês de Dezembro, pois eu ficava saudável durante os outros meses, isto é, de Janeiro a Novembro.
A minha mãe, pessoa ligada à saúde, lutava de todas as formas para me curar. Era uma luta todos os anos, até que, tudo mudou, depois da vinda da minha tia, irmã da mãe, da Província de Cabinda.
Ela tinha vindo a Luanda, com o objectivo de se curar de uma doença espiritual, que sofria há já alguns anos. Foi aí que, conheceu a nossa Igreja, por intermédio de uma amiga e como ela vivia em nossa casa, encaminhou a minha mãe.
A minha tia, frequentou durante pouco tempo e todos os dias vinha com uma flor em casa. Eu era convidada a ir à Igreja, mas nunca aceitava. Ela punha sempre a flor no meu quarto, que eu gostava de cheirar todos os dias. Quando a minha tia ficasse um ou dois dias sem levar a flor, eu ficava aflita, pois sentia saudades do cheiro da flor. Foi então que, resolvi aceitar ir à Nave, para cheirar as flores que estavam lá; fiquei encantada com as flores e o primeiro pensamento que tive ao ver uma Ikebana bem maior pensei: Essa flor aí, pelo tamanho, deve ter um cheiro muito mais agradável…ao aproximar-me, senti o cheiro e fiquei muito feliz. Comecei a frequentar a Igreja e em pouco tempo, fiquei totalmente recuperada. Aguardamos Dezembro, para eu ficar doente e nada aconteceu.
Desde que entrei para a Igreja Messiânica, tive vários milagres que marcaram a minha vida e hoje, quando me lembro, sinto-me grata por conhecer o Supremo Deus e o Messias Meishu-Sama.
Vou relatar dois desses milagres, resumidamente:
– Sou professora há vários anos e, durante a minha carreira como profissional da Educação, trabalhei usando o Giz para escrever; este me havia provocado muitos danos, incluindo uma tosse que não passava. Enquanto tossia, sentia uma grande dor no peito e algo preso por dentro. Fiquei dias assim e mesmo recebendo Johrei, não passava. Foi quando certo dia, resolvi ler os ensinamentos de Meishu-Sama; poucos minutos depois, tive a sensação de que algo subia pela garganta e ficou preso lá. Comecei a tossir sem parar, enquanto tossia, também fazia esforços de escarrar e nada! Fui até ao banheiro muito aflita e tossia tossia fortemente, até que saiu uma espécie de pedacinho de carne vermelha e escura da minha boca, ficando apavorada. Olhei e pensei que fosse um pedaço do meu fígado que saiu! Gritava pela minha mãe, mãe mãe, vem ver o que saiu enquanto eu tossia. Minha mãe olhou e agradeceu. Afinal era a sujeira que o Giz havia provocado em meus pulmões e que foi eliminada através da leitura dos ensinamentos e fiquei curada.
– O meu irmão mais velho havia sofrido um grave acidente de carro; ele vinha do sentido Benfica, quando sofreu o acidente. Seu carro perdeu os travões, saiu da estrada, caindo da ponte abaixo; meus irmãos, o carro ficou totalmente destruído, machucado, com ele dentro. Tiveram que chamar uma ambulância para o tirar de lá, tendo que cortar praticamente a viatura ao meio. A princípio, eles pensaram que já estava morto, mas como os bombeiros se aperceberam de que ainda respirava, foi levado para o hospital. Quando recebemos a notícia do acidente, eram 5 horas. Eu senti um aperto no coração e como a Nave era próximo de casa, fui até à casa do irmão que guardava as chaves, pedi a ele que abrisse a Nave e a primeira coisa que fiz, foi me deitar no Altar e pedir que Meishu-Sama o salvasse. Ficou em coma poucos dias e os médicos o olhavam dizendo que já não tinha solução; graças a Deus, ele saiu do hospital, em uma cadeira de rodas. Poucas semanas depois, com o recebimento de Johrei, ele ficou totalmente curado, dispensando a cadeira de rodas.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o Dízimo.
Como todos nós sabemos, o irmão José Mafuta ficou famoso pela sua grande experiência de fé. Uma experiência que ao ouvir, faz-nos refletir sobre a nossa postura como messiânicos.
Trabalho em um Colégio e os professores já estão de férias. Recebi o salário do mês de Junho, que é o último salário a receber neste ano lectivo. Depois de estar em minha posse, começou os meus cálculos das despesas e os meus pensamentos: Vou tirar o Dízimo, vou fazer as compras para casa, a filha ainda está a fazer as provas da faculdade, tenho que reservar os gastos dela com o táxi, vou ficar os meses de Julho, Agosto e Setembro sem salário. Como vamos aguentar? As aulas começam em Setembro e nem terei dinheiro para pegar o táxi todos os dias para ir ao serviço até o mês terminar. Acho que não vou dar o Dízimo desta vez, vou guardar esse dinheiro, para tentar gerir as necessidades de Agosto e Setembro, guardando por alguns dias.
Fui ao culto na Sede e quando ouvi a experiência do irmão, naquele momento me comovi e disse que ia fazer o Dízimo mas, quando saí, o sentimento mudou e disse: “não vou fazer, porque não tem como, o dinheiro não vai chegar” e fiquei assim.
No dia do culto mensal da região no Zango, ouvi atentamente a experiência de fé e posteriormente a palestra da Ministra Melinda, onde em um dos pontos ela disse: A experiência de fé do irmão José Mafuta, serve para nos fazer refletir sobre o nosso posicionamento como messiânicos e também para nos mostrar que tudo depende do Supremo Deus.
No final da palestra, fiquei a refletir e disse: “Melhor eu entregar tudo nas mãos de Deus e fazer o meu Dízimo, agradecendo a Deus pelo emprego”.
Não esperei nem mais um dia, logo na segunda-feira fui ao Johrei Center, que para lá chegar, eu tenho que pegar 2 táxis. Ao pegar o táxi, o meu sentimento já era de gratidão, por estar a caminho da Nave, pois os pensamentos negativos já não rondavam a minha mente. Ao chegar, logo fui fazer o Dízimo, acompanhado do Donativo de construção. Depois, fui resolver os meus assuntos pessoais.
Passados alguns dias, uma pessoa próxima, enquanto conversávamos, disse-me: “Vamos ainda mudar de assunto, quero que faças um levantamento de quanto é que vais precisar para as compras da alimentação, gastos com a saúde e transportes. Como vais ficar o mês de Julho, Agosto e Setembro, passarás a ter um valor para todas essas necessidades, começando já com este mês de Julho.
Eu fiquei estática por alguns segundos e falei comigo: É o Dízimo que fiz. O meu pensamento foi: chegou a hora de contar também a minha novela à Igreja, ficando a sorrir sozinha de felicidade.
Com essa experiência de fé, aprendi que, Deus é bom a todo o momento, é só entregar com sinceridade qualquer situação, que o milagre realmente acontece.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama, aos meus Ancestrais e Antepassados, em especial a minha tia, pioneira desta Igreja, por me mostrar o caminho da salvação e também a beleza da flor.
Muito obrigada!
