“…é muito importante cuidarmos dos nossos…”

17 de Abril, 2025

“…é muito importante cuidarmos dos nossos…”

LUÍSA CONSTANTINO NHANALA
JOHREI CENTER JARDIM
MAPUTO
MOÇAMBIQUE

Sou membro e responsável pela difusão no Bairro do Bagamoio.

Conheci a Igreja Messiânica em Fevereiro de 2004, encaminhada pelo meu filho, membro da nossa Igreja e me tornei membro em Setembro do mesmo ano.

O motivo que me levou a conhecer a Igreja foi a doença do meu marido, que veio a partir para o mundo espiritual um mês após o meu encaminhamento.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o cumprimento das orientações superiores.

Na Igreja somos orientados a cuidar dos nossos Antepassados, fazendo o assentamento através do Sorei Saishi. Preparei o meu donativo, contudo não sabia como proceder. Durante uma semana, andei com o donativo na carteira. Nessa altura, o meu filho mais novo tinha um comportamento violento e era muito agressivo até comigo. Depois de eu começar a fazer o Sorei-Saishi, ele foi melhorando à medida que eu fazia os assentamentos.

Depois de assentar boa parte dos meus Antepassados, deixei de cuidar deles durante muito tempo e as purificações não tardaram. Comecei a ter conflitos com a minha filha mais velha, que não concebia durante muito tempo. Quando eu fosse à minha machamba, colhia verduras e flores para lhe oferecer. Algumas vezes ela ao aperceber-se de que eu estava a caminho de sua casa, ia  esconder-se no quarto; eu deixava a encomenda, fazia oração e depois ia para minha casa.

Tempos depois, recebi uma chamada dela. Como eu tinha pouca carga, pedi para que ela fosse rápida; simplesmente me disse que estava em trabalho de parto. Não compreendi, mas aceitei o facto de ela não me ter dito de que estava grávida. Lamentava apenas o facto de não puder estar ao lado dela naquele momento.

Tive também conflitos com outra minha filha. Ela também não conseguia conceber. Tentei encaminhá-la, mas desistiu.

Um belo dia, combinei com a Ministra para ir à casa dela fazer oração e vivência da flor. Quando lá chegamos, ela estava debilitada e acamada. Fizemos a oração e a vivência da flor. Como ela pertence a uma outra religião, enquanto fazíamos a nossa dedicação, chegaram os seus irmãos na fé, que começaram a orar no sentido de expulsar espíritos que faziam mal naquele lar. Ela incorporou e começou a ficar muito agressiva, mas ninguém conseguia segurá-la. Nós então decidimos voltar a ministrar Johrei e logo ela levantou-se e na tentativa de sair do quarto, caiu e começou a engatinhar. Depois que ela voltou ao normal, questionei aos seus irmãos na fé aonde iriam eles deixar aqueles Antepassados que eles estavam a expulsar, pois que eles também estavam a sofrer, aprisionados e precisavam de nossas orações,  dedicações, mas não me souberam  responder.

A minha filha e o seu marido me convidaram para os acompanhar ao hospital, alegando que o médico precisava que eu respondesse a algumas questões da vida dela, aceitando sem hesitar. Ao invés de irmos ao hospital, fomos à casa de uma curandeira; eu não podia falar nada, apenas pedia ao Supremo Deus e ao Messias Meishu Sama, luz e protecção.

Enquanto a curandeira fazia o seu trabalho, eu ficava muito atenta e bem em frente dela. Logo ela me pediu para sair e ir ficar em uma outra sala porque eu tinha espíritos que estavam a atrapalhar o seu trabalho. Não aceitei. Ela preparou uma série de remédios para a minha filha tomar banho e depois combinamos de voltar num outro dia.

No dia combinado, um domingo, enquanto eu preenchia o formulário de elevação espiritual dos Antepassados, ouvi algo explodir; pensei que fosse uma lâmpada, mas não era. Olhei para o chão e vi o meu Ohikari despedaçado; não pude acreditar no que via. Parei, juntei os pedaços e levei até ao meu Altar. Agradeci e fui ao culto. Na saída do culto, liguei para a minha filha, informando que ia a caminho do local combinado; ela estava com os seus sogros e marido. Na casa da curandeira, esta me disse que havia um Antepassado que não estava nada contente pelo  facto de  eu não estar  a cuidar dele.

Dias depois, fiz uma reflexão profunda e percebi que dos Antepassados assentados, faltava uma irmã da minha mãe, que eu não assentei. Tomei a decisão de assentar não só a ela como também o seu esposo e mais um outro casal de tios.

Como eu tinha um espaço onde fiz uma pequena barraca, com o pagamento da renda desse espaço, fiz o Sorei-Saishi da minha tia e do seu esposo; também já me reoutorguei.

Hoje, reina harmonia e paz no meu lar e no das minhas filhas.

Com estas experiências, aprendi que ao receber uma orientação, devemos ser obedientes; aprendi ainda que, é muito importante cuidarmos dos nossos Antepassados.

Muito obrigada!

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