Sou membro e dedico como Encarregado do Grupo Terra nesta Unidade.
Conheci a Igreja Messiânica em Setembro de 2006, por intermédio da minha tia, membro desta Igreja.
Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento, foram problemas de saúde que vivi durante a minha infância, tais como: pesadelos, ouvia vozes a chamarem por mim, que me causavam muito medo, sentia dores de cabeça e de barriga constantes, enfim, um sofrimento interminável. Estes problemas tiveram maior incidência em 2002.
Para solucioná-los, recorri a tratamentos hospitalares e tradicionais, aonde gastei elevadas somas em dinheiro. Inicialmente, nos tratamentos tradicionais, uma quimbandeira deu-me um medicamento (lumbau), para colocar na cabeça, acrescentando que o meu problema estava relacionado com os pratos dos santos dos meus Antepassados e que eu fui escolhido para ser o sucessor, ou seja, como meus Antepassados possuíram, eu também tinha de ter. No tambu estavam presos quatro espíritos, dos quais três da linhagem paterna e um da linhagem materna. Muita coisa estranha acontecia comigo, por exemplo: quando eu era revestido por um espírito de homem, vestia-me de forma normal e quando era espírito de mulher, vestia-me de mulher, usando panos, lenços, vestidos, saia, etc. Ou seja, minha vida era manipulada pelos espíritos presos no tambu. Quando um espírito que fumava cachimbo quisesse fumar, o fazia por meu intermédio. Como consequência, passei a sofrer com problemas psíquicos, andava sem paradeiro, caminhava cerca de 10 a 12 horas a pé por longas distâncias, transportando cargas, sem ficar cansado.
A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com o poder do Messias Meishu-Sama e com a leitura dos Seus ensinamentos.
Certo dia, fui fazer assistência religiosa, à casa de uma irmã. Quando cheguei, ela falou-me que um senhor de idade avançada frequentava a sua casa todos os dias e ao sair, costumava contar as crianças, o que lhe dava muito medo, temendo que alguma coisa acontecesse aos seus filhos. Passado algum tempo, encontrei o referido senhor de aproximadamente 79 anos em casa dessa irmã. Depois de ter ministrado Johrei a toda a família de casa, ministrei também no senhor. Segundo a irmã, o senhor era conhecido como feiticeiro e vendedor de Tala (mina tradicional), transmitindo medo e insegurança nas pessoas. Vinte minutos depois de receber o Johrei, o senhor saltou gritando em voz alta: “Não, não quero mais, não quero ficar só! Todos os espíritos que estavam presos na minha cintura e na panela que está em minha casa estão a sair, estão a fugir! Não quero mais que me levantem essa mão sobre a minha cabeça!” De repente, exaltou-se comigo, dizendo que eu era o culpado. Naquele instante, peguei num donativo e junto da dona da casa, oramos diante do retrato de Meishu-Sama; porém, enquanto orávamos, o senhor saiu a correr e no dia seguinte, ficamos sabendo que havia regressado para a sua terra natal, na Província do Huambo.
Certo dia, decidi ler um ensinamento de Meishu-Sama; ao abrir sem definir a página, apareceu o seguinte ensinamento: “O mau comportamento dos filhos parte dos pais” . Depois de ter lido, comecei a refletir e a questionar o ensinamento que havia lido. À medida que ia refletindo, ouvi uma voz que me dizia, sussurrando no meu ouvido: “Vai repetindo a seguinte frase: eu sou o culpado do mau comportamento dos meus filhos.” Coloquei em prática essa orientação durante um mês, repetindo a frase sempre que fosse e quando regressasse do serviço.
Certo dia, ao sair do serviço e a dirigir-me para casa, os meus filhos ao me verem, ficaram contentes e vieram ao meu encontro, recebendo tudo o que eu levava para casa, coisa que nunca acontecera. Esse facto, me deixou muito admirado e feliz.
Com essas experiências de fé, aprendi que, as práticas básicas messiânicas, resgatam e salvam, tirando as nossas linhagens do mais profundo sofrimento. Aprendi ainda que, na verdade, o mau comportamento dos filhos parte dos pais.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.
Muito obrigado!