“…nunca é tarde para encontrar o caminho de volta a…”

6 de Março, 2026

“…nunca é tarde para encontrar o caminho de volta a…”

CARDOSO MENDOSO ERNESTO NURSSE
CENTRO DE APRIMORAMENTO DE MAPUTO
MAPUTO
MOÇAMBIQUE

Sou membro e dedico no Centro de Aprimoramento de Maputo.

Conheci a Igreja Messiânica em julho de 2024, através de encaminhamento na porta da igreja.

Na altura do meu encaminhamento, eu estava a enfrentar problemas de dívidas com agiotas, problemas financeiros e falta de paz espiritual generalizada em toda a família, que, com o cumprimento das práticas básicas da Fé Messiânica, foram ultrapassados.

Desde que conheci e comecei a frequentar a Igreja Messiânica, a minha vida passou por uma transformação positiva. A primeira e mais rápida mudança ocorrida foi na área financeira, pois consegui superar as dificuldades e passei a ter condições de sustentar a minha família. Esta estabilidade abriu caminho para outras melhorias. A minha esposa e eu aproximámo-nos ainda mais, e ficar em casa com a minha família tornou-se um momento precioso e de renovação do nosso relacionamento. Passamos a valorizar mais as qualidades um do outro, fortalecendo a nossa união e felicidade.

No âmbito profissional, reafirmei a confiança em mim mesmo, no meu trabalho e nos meus negócios e, com essa nova determinação, tomei a decisão de desfazer a sociedade que mantinha numa loja e, reativando antigos contactos, abri o meu próprio espaço independente, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com a prática do dízimo e o retorno ao ponto inicial.

Tudo corria bem na minha vida; entretanto, eu não conseguia cumprir com a prática do dízimo. Sempre adiava ou encontrava uma justificativa para não o fazer, prometendo a mim mesmo que iria cumprir no pagamento seguinte. A minha ingratidão chegou a tal ponto que, quando recebia algum valor, eu achava alto demais para fazer o dízimo. Sem perceber, ao manter essa postura, fui retornando gradualmente aos mesmos problemas financeiros que me afligiam antes de conhecer a Igreja. O fluxo da minha loja estagnou; as mercadorias pararam nas prateleiras, não saíam, e, em muitos casos, os clientes não pagavam pelos produtos ou serviços.

Desesperado, decidi fechar a loja e partir para a província de Nampula em busca de um recomeço, já que tinha alguns conhecidos e contactos comerciais naquela província. Lá, abri uma pequena loja. Inicialmente, com grande entusiasmo, identifiquei uma pessoa messiânica e outros frequentadores na província e passei a dedicar com eles, ministrando Johrei e oferecendo assistência religiosa.

No entanto, continuei a negligenciar o dízimo e, pior ainda, passei a não canalizar nenhum tipo de donativo, nem mesmo os donativos diários de gratidão (uma vez que não há uma unidade religiosa naquela província). Assim, a minha situação financeira só piorava. Perdi toda a mercadoria inicial da nova loja de maneira inexplicável: ora os clientes não pagavam, ora o pouco dinheiro das vendas parecia que não entrava.

Em casa, a situação com a minha esposa estava a ficar desgastada, por conta do atraso no pagamento das contas, dívidas de renda e apertos até nas despesas domésticas básicas.

O desespero tomou conta de mim de tal forma que deixei o Ohikari de lado e busquei soluções na “era da noite”, consultando dois curandeiros diferentes. Submeti-me a todos os rituais, gastei tudo o que tinha e até o que não tinha, mas nada surtiu efeito. Pelo contrário: a cada tentativa, a minha situação afundava-se ainda mais.

Para completar o quadro de dificuldades, contraí novas dívidas e cheguei a ter um processo judicial por falta de pagamento.

Sem saída, após três meses, tive um momento de profunda clareza: refleti e percebi que a origem dos meus problemas estava dentro de mim e que mudar de cidade ou de local de trabalho não era a solução.

Era a minha falta de gratidão e de Makoto (sinceridade) que me haviam conduzido de volta ao sofrimento. Sem mais alternativas, decidi regressar a Maputo.

De volta à cidade, mergulhei em reflexão. Lembrei-me de tudo: de onde Meishu-Sama me havia resgatado inicialmente e de como, por ingratidão, eu havia virado as costas a essa graça. Percebi, com dor, que havia falhado não só com Deus e Meishu-Sama, mas também com os meus antepassados, que depositavam a sua confiança em mim.

Decidi, então, recomeçar do zero, voltar ao ponto inicial. Fui ao Centro de Aprimoramento, dirigi-me ao altar e pedi perdão, do fundo do coração, a Deus, a Meishu-Sama e aos meus antepassados, por tamanha cegueira e ingratidão. Fiz a promessa de retomar, com humildade, cada um dos caminhos iniciais e de cumprir rigorosamente todas as práticas básicas que outrora me haviam salvado quando aqui cheguei pela primeira vez.

Por coincidência, naquele mesmo dia, tinha uma audiência marcada no tribunal, relacionada às minhas dívidas. Saí da igreja e dirigi-me ao tribunal. A audiência decorreu de forma surpreendentemente calma.

A partir daquele dia, voltei a cumprir as práticas básicas da fé, cheio de gratidão. Dediquei-me às dedicações, tais como: ministração do Johrei (tanto na igreja como em casa), tornei-me assíduo nos cultos e retomei o donativo diário de gratidão e o dízimo. Intensifiquei também a distribuição de flores, juntamente com a rede de salvação onde estou integrado. Tenho dedicado no Hospital Central de Maputo com outros irmãos, ministrando Johrei aos doentes e prestando assistência religiosa a uma frequentadora no corredor da operação.

Encaminhei a minha esposa e o meu primo, que estão a frequentar a igreja.

Encaminhei também o meu irmão, Máuro da Conceição Ernesto Nursse, que se tornou membro no passado dia 21 de dezembro de 2025, aquando da realização do Culto do Natalício de Meishu-Sama.

Assim, com esta mudança profunda de postura, de arrependimento sincero e o regresso ao ponto inicial, recebi as seguintes graças em apenas dois meses, que passo a partilhar:

Recuperei a minha situação financeira; voltei a fazer negócios através da loja de um amigo, enquanto me reorganizo para, em breve, reabrir o meu próprio espaço.

Apenas no mês de janeiro, o valor que obtive com o meu trabalho superou tudo o que havia ganho nos últimos cinco meses, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

Tempos atrás, candidatei-me para ser representante exclusivo de várias marcas da minha área, sem esperar resposta. Na semana passada, recebi três respostas positivas, um impulso decisivo para o meu negócio, mesmo sem ter um espaço físico próprio.

A maior das graças foi ter reencontrado o caminho de volta à igreja, pois fui salvo pela segunda vez.

Tenho plena consciência de que o rumo que seguia me levaria à perdição. Esta reconciliação com a fé foi, sem dúvida, a maior de todas as bênçãos recebidas.
Para agradecer por todos esses milagres ocorridos na minha vida, fiz donativos especiais.

Com esta experiência de fé, aprendi que nunca é tarde para encontrar o caminho de volta a Meishu-Sama. Aprendi que o apego ao material desalinha o nosso sonen e tira-nos do caminho da salvação. Os donativos são a melhor forma de agradecer a Deus e aos nossos antepassados.

O meu compromisso é continuar a dedicar e encaminhar mais pessoas à Fé Messiânica, podendo ser usado como instrumento de Deus e de Meishu-Sama na Obra Divina, para salvar outras pessoas, assim como eu fui salvo.

Sou muito grato por, um dia, uma irmã me ter oferecido uma flor na porta da igreja, iniciando assim a minha jornada no caminho da salvação. Agradeço a Deus e a Meishu-Sama pela permissão de poder fazer parte da família Messiânica e pela vida que me foi devolvida.

A todos que escutaram o meu relato de fé, muito obrigado!

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