“a verdadeira fé manifesta-se quando conseguimos colocar Deus e…”

7 de Março, 2026

“a verdadeira fé manifesta-se quando conseguimos colocar Deus e…”

ÉRICA INÊS ELIAS MENDES
CENTRO DE APRIMORAMENTO DE MAPUTO
MAPUTO
MOÇAMBIQUE

Sou membro e dedico no Centro de Aprimoramento de Maputo e no Ponto de Luz da Casa Branca e estou integrada no grupo Lua.

Conheci a Igreja Messiânica por intermédio da minha mãe, Maria Luísa dos Santos Chalufo Mendes, membro da Igreja.

O motivo que levou ao meu encaminhamento foi uma doença que, com o cumprimento das práticas básicas da Fé Messiânica, foi ultrapassada.

Eu sofria de asma desde que nasci. Consumía comprimidos sempre que iniciava uma crise, até que chegou uma altura em que os comprimidos já não surtiam o efeito desejado. Dormia sentada, não podia fazer muitos movimentos e passava muitas noites mal dormidas ou em claro.

A minha mãe ficava preocupada e levava-me sempre a médicos tradicionais, que prometiam a cura da asma, mas nada resolvia o meu problema de saúde.

Certo dia, por coincidência, num domingo de culto mensal de gratidão, tive uma crise de asma e, por insistência da minha mãe, decidi participar do culto. Nesse dia, recebi bastante Johrei e, ao fim do dia, já estava melhor. Meses depois, notei que nunca mais tive uma crise de asma.

Como forma de gratidão, tornei-me membro, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com a prática da gratidão e do donativo, vivida intensamente durante a preparação do meu casamento.

No ano de 2024, eu e o meu esposo (na altura ainda namorado) sentimos no coração que estávamos prontos para dar um passo mais sério na nossa relação. Combinámos que, em 2025, iríamos oficializar a nossa união.

Quando partilhei esta decisão com a minha mãe, ela inicialmente não levou muito a sério. Mas, passado algum tempo, quando voltei a tocar no assunto com seriedade, ela propôs que a data da oficialização fosse 12 de abril de 2025. E assim se concretizou: com alegria, oficializámos o nosso namoro nesse dia.

Começámos, então, a planear a concretização do nosso sonho, que consistia em realizar, de forma simples, o lobolo, o casamento civil e o religioso. Aos poucos, fomos organizando os preparativos — espaço, buffet e outros detalhes. No entanto, deparámo-nos com um grande obstáculo, pois não tínhamos recursos financeiros suficientes. Naquele momento, o meu esposo estava desempregado e realizava apenas trabalhos sazonais, o que trazia instabilidade e muitas incertezas.

A dúvida e o desânimo começaram a instalar-se no meu coração. A certa altura, dominada pela preocupação material, sugeri o adiamento do casamento. Partilhei este meu desespero com a minha mãe, que é ministra da Igreja. Ela orientou-me a não adiar. Disse-me que devia desapegar-me da preocupação material, intensificar as minhas dedicações e confiar plenamente na força de Meishu-Sama.

Assim, decidi seguir a orientação. Mesmo com o coração apertado e algumas dificuldades, coloquei a fé em primeiro lugar:

– Debrucei-me na dedicação de distribuição da flor no Ponto de Luz da Casa Branca; – Desafiei-me a fazer 50 Amatsu-Noritos diários, como forma de alinhar o meu sonen na gratidão e no desapego da preocupação; – Intensifiquei a dedicação no encaminhamento à porta da Igreja e na ministração do Johrei; – Juntamente com o meu noivo, decidimos intensificar a prática da distribuição semanal de flores no Centro de Aprimoramento, com muita gratidão.

Com as dedicações, vieram também pequenos conflitos entre mim e o meu noivo. Começámos a discutir com uma frequência que não era habitual em nós.

Certo dia, ele estava em reunião com a família para tratar de assuntos do casamento. A família questionava o facto de terem sido avisados tarde sobre a data do casamento e alguns não aceitavam bem a data marcada, achando que estava muito próxima. Foi então que ele me ligou a dizer que estavam a considerar adiar o casamento por esse motivo e que eu deveria ir lá no dia seguinte para, juntos, esclarecermos tudo.

Naquele momento, desabei em lágrimas. Liguei para o meu irmão, pois não queria preocupar a nossa mãe. Ele, que é messiânico, ajudou-me a ver que eu devia agradecer a Deus independentemente do que estivesse a acontecer, pois não podia interferir nos Seus planos. Se o casamento fosse mesmo adiado, que fosse pela vontade de Deus.

No dia seguinte, quando fomos à casa dos familiares, tudo estava tranquilo. Não houve discussão nem conflito sobre as datas; aquele breve episódio tinha sido apenas mais uma purificação, um aprimoramento.

Confesso que, com o tempo, o cansaço e a ansiedade foram-nos enfraquecendo. A visão do obstáculo material ainda era grande.

Estava a ser profundamente desgastante que as nossas conversas girassem sempre em torno de planos e contas para o casamento. Quando as contas não fechavam e os planos pareciam sem solução, a frustração tomava conta de nós e, muitas vezes, tínhamos a tendência de descarregar essa irritação um no outro.

Fui novamente buscar orientação com a minha mãe e foi então que decidimos intensificar e aprofundar a prática dos donativos. Eu e a minha mãe combinámos que, de todo o valor que nos chegasse às mãos, iríamos doar metade.

No início, os valores que recebíamos eram “fáceis” de dividir. À medida que fazíamos os donativos, as quantias que nos chegavam iam aumentando — até chegarem a um ponto em que a metade era um valor considerável. Mas, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, mantivemos o sonen muito firme e continuámos a fazer o donativo com metade de qualquer valor que nos chegasse às mãos.

Como resultado das dedicações e dos donativos de gratidão, as graças não tardaram. As soluções começaram a manifestar-se de várias formas que nunca poderíamos imaginar:

O meu marido, na altura ainda noivo, começou a trabalhar, o que nos trouxe uma estabilidade financeira que veio em boa hora. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama! A estilista do meu vestido de noiva não só fez um grande desconto, como também aceitou que o pagamento fosse feito em prestações. A estilista do vestido do Xiguiane dispensou completamente qualquer pagamento, pedindo apenas que fornecêssemos o tecido e os materiais necessários.

Na última semana antes do casamento, já na iminência do lobolo, recebemos uma oferta inesperada em dinheiro, um verdadeiro presente de Deus. Depois de retirarmos a metade, honrando o compromisso dos donativos, o valor restante foi suficiente para liquidar quase todas as pendências. Uma parente ofereceu-se para fazer a decoração do casamento, cobrindo essa despesa. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!

E assim, nos dias 5, 6 e 7 de setembro de 2025, concretizámos o nosso sonho. Celebrámos a nossa união numa sequência de cerimónias significativas: o lobolo (casamento tradicional), seguido pelo casamento civil e pela cerimónia religiosa no dia 6, culminando no Xiguiane, o momento de acompanhar a esposa à nova casa.

Todos os momentos decorreram bem, com simplicidade, mas profundamente tocados pelo amor, pela gratidão e pela presença da Luz Divina. Foi mais bonito do que qualquer plano material que pudéssemos ter traçado na nossa pequena perceção humana.

Por fim, em meio a esses altos e baixos de aprimoramento e purificações, agradecemos profundamente a Deus e a Meishu-Sama por termos realizado o nosso casamento tendo contraído apenas uma pequena dívida, a qual foi quitada imediatamente após a cerimónia. Isso permitiu-nos iniciar a nossa vida de casal de forma leve, sem aflições financeiras, e construir o nosso caminho com serenidade, livres do peso de pendências.

Com esta Experiência de Fé, aprendi que a verdadeira fé manifesta-se quando conseguimos colocar Deus e Meishu-Sama acima das preocupações materiais, confiando que tudo se realiza no tempo e da forma correta. Aprendi também que o donativo de gratidão, quando feito com sinceridade e desapego, abre caminhos inesperados, fortalece a fé e atrai soluções que vão além da nossa compreensão humana.

Quando escolhemos agradecer mesmo em meio às incertezas, permitimos que a Luz Divina actue de forma plena nas nossas vidas. Aprendi que Deus nunca nos abandona; quando damos um passo de fé,

Ele caminha connosco, sustenta-nos e prepara tudo de forma perfeita.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama por me usarem como instrumento na construção do Paraíso Terrestre.

Ao Reverendo, aos Ministros, aos membros e aos fiéis em geral, muito obrigada.

A todos que escutaram o meu relato de fé, o meu mais profundo agradecimento

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