Silvandina de Sousa Luís – JC Graça – Angola

Chamo-me Silvandina de Sousa Luís, tenho 40 anos de idade e resido em Benguela no Bairro da Graça. Sou membro e dedico como encarregada provincial do criançÁfrica.

Inicialmente eu realizava esta actividade a nível do nosso Johrei Center. Graças aos bons resultados, o ministro orientou-me a desenvolvê-la a nível provincial. Começamos a organizar os cultos mensais das crianças, mas, encontrávamos muitas dificuldades. Havia pouca colaboração dos pais e até mesmo da parte dos responsáveis das unidades. Levava as minhas preocupações ao superior e este dizia-me que precisava estruturar a equipa. Devia formar monitoras em todas as unidades e acompanhá-las. Assim o fiz! Eram quase todas adolescentes e nem sempre tinham muita responsabilidade, mas, uma vez levei esta dificuldade ao superior e orientou-me a selecionar em todas unidades irmãs adultas. Estas seriam as formadoras para cuidarem das monitoras. Deste modo, encontramos muitas irmãs professoras e algumas educadoras de infância.

O grupo começou a ganhar forma, já havia uma maior interação e os programas eram discutidos com a equipa. Mas, nem todas as dificuldades estavam superadas. Notava-se a ausência de muitas crianças. Ao levar a preocupação ao superior, este orientou-nos a criar um grupo de pais nas unidades que seriam os padrinhos do programa criançÁfrica. Materializamos a orientação e ganhamos vários padrinhos em todas unidades religiosas. O papel destes era ajudar na sensibilização dos pais na inserção das crianças e apoio na organização da deslocação e do aluguel do transporte. Com o grupo consolidado, recebi do superior outro desafio que consistia em descentralizar os cultos nas unidades, com um calendário trimestral. O 1º Culto seria realizado nas unidades, o 2º seria municipal e o 3º seria o provincial. Para se criar estas condições, tive que me esforçar. Criei um programa de visita nas casas das monitoras e formadoras e realizei entrevistas individuais para conhecer a pormenor as dificuldades pessoais que cada uma passava.

Com este empenho, definimos um calendário de encontros sempre na véspera de cada culto e com isto fiquei mais próxima do grupo. Graças a Deus, a nossa actividade evoluiu! Os pais despertaram em levar os filhos nas actividades. Durante estes cinco anos, temos muitas crianças que começaram no programa e já são adolescentes. Outras já se tornaram jovens! É muito gratificante ver a evolução delas, principalmente no servir à família e nas dedicações na Igreja em vários sectores. Muitas das nossas monitoras são as líderes jovens das unidades e as formadoras dão grande apoio nas unidades que dedicam. As crianças gravaram e colocam no seu dia-a-dia as 4 palavras mágicas: desculpa, por favor, com licença e obrigado. Acreditamos que estamos a participar na formação do novo homem.

Pessoalmente, esta dedicação tem contribuído na construção do meu novo ser. Trabalho numa companhia Internacional. Porém, pelos anos de serviço não via mudanças salariais, nem regalias nem promoção que me estimulassem a melhorar. Às vezes, lamuriava. Mas, graças ao servir com as crianças, a nível profissional o meu desempenho melhorou bastante, o que me valeu uma promoção e melhoria salarial. Mesmo em um período difícil da empresa e do país com a retração da economia, pois tem havido corte de pessoal de forma faseada ao longo destes últimos anos.

A nossa casa, que é da época colonial, estava num estado de avançada degradação. Ninguém na família possuía condições para restaurar, pois era preciso muito dinheiro. Lembro-me várias vezes que sempre ao receber visita do meu superior, eu falava da vergonha que sentia em ver nossa casa naquele estado, numa área nobre da cidade com casas muito bem cuidadas. E ele me acalmava e dizia: ” Se formos úteis , Meishu-Sama é quem irá reformar a vossa casa!”. Para nossa surpresa, uma empresa nos contactou e fez uma proposta de aluguel do imóvel para escritório. Restauraram por completo o imóvel, que ficou tão bonito, que nem consigo acreditar! Passamos a viver nos anexos da casa. Com os valores recebidos, melhoramos as nossas condições de habitabilidade. Ganhei uma graça para cuidar da casa de uma amiga de coração, que se mudou para a capital do país. Assim, pela 1ª vez, vivo com meu filho em minha casa. É para dizer que, basta sermos realmente úteis e Meishu-Sama se encarrega de prover o que precisamos!

A experiência de fé que tenho a partilhar, está relacionada com o período de quarentena.

Durante o período de quarentena, recebi a minha irmã em casa. Ela permaneceu connosco por três meses. Antes desse confinamento, a minha família em geral vivia sem harmonia. A minha irmã tinha problemas conjugais. Depois de me mudar e viver a sós com meu primogénito, a nossa relação era conflituosa. Como estou concebida, acabava me estressando por pequenas coisas. Com o confinamento, estando diariamente juntos, a nossa relação degradou-se ainda mais.

Graças a Deus, passamos a participar dos cultos online feitos pelo presidente. Ouvindo as palestras, conscientizei-me que não poderia desperdiçar estes alimentos espirituais.

Reuni a minha família de casa e minha irmã que estava hospedada connosco, apesar de ser de um credo diferente, meu sobrinho e meu filho. Pedi a eles que quem tivesse um donativo, que fizesse. Doravante iríamos colocar as orientações do presidente em prática.

Passamos a praticar diariamente o Johrei no lar, orações e limpeza geral em casa. Fui ganhando mais força. Aos domingos, todos passamos a nos vestir a rigor como se estivéssemos na Igreja e cada um recebia uma tarefa para realizar o culto em casa. Com esta prática, o ambiente em casa melhorou. Passei a me entender com o meu filho, nasceu o diálogo em casa e o convívio passou a ser salutar.

A minha irmã após separar-se do marido, passou a viver com nossa mãe. Procurava casa para alugar, mas, sem sucesso. O esposo não apoiava e ela tinha que arcar com todos os encargos com os filhos. Com a prática de assistir os cultos diariamente, participar das orações, Johrei e leitura de ensinamento, seu esposo passou a ligar para saber dos filhos. Passou também a enviar dinheiro para os filhos, que ela materializa como agradecimento a Meishu-Sama. Pela graça de Deus, o esposo dela assumiu o aluguel da casa, comprou vários artigos para apetrechar a residência. Mesmo não vivendo juntos, pede perdão e reconhece os seus erros do passado. Apesar de já estar em sua casa, ela continua a assistir os cultos online. Está muito agradecida e acredita que toda esta transformação ocorreu por entrar em sintonia diariamente com os cultos online e materializar as orientações.

Aprendi que nada nessa vida acontece por acaso. Diante de uma purificação, alguma coisa Deus quer nos mostrar.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-sama e ao reverendo pelas orientações que vem transmitindo durante essa fase de confinamento e que serviu de factor de união familiar!

A todos, os meus sinceros agradecimentos!

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