“Desejando polir nossa alma, Deus emprega o Mal como esmeril.”

“Desejando polir nossa alma, Deus emprega o Mal como esmeril.”

 A sorte é proporcional às máculas espirituais, isto é, os sofrimentos ocorrem de acordo com a quantidade de máculas existentes no espírito. Portanto, tudo se baseia na Lei da Concordância e nada está em desarmonia. Se o homem acha que existe desarmonia, é porque ele julga observando apenas a parte superficial das coisas. Suponhamos que numa família haja uma pessoa que não deseja se tornar membro de forma alguma e é contra a Igreja. É freqüente, nesses casos, os membros ficarem impacientes, mas quem tem máculas são as pessoas que se encontram impacientes. Se as suas máculas forem eliminadas e a sua alma for purificada, as outras pessoas não conseguirão mais atormentá-la ou fazê-la sofrer. Assim, aquela pessoa acabará ingressando na Fé. Quando alguém nos diz: “Aquele animal me atormentou, por sua causa me aconteceram fatos desagradáveis, ele me causou grandes prejuízos”, e também quando a pessoa não ingressa na Fé apesar da nossa insistência, devemos analisar a nós mesmos. Isso acontece porque nós temos máculas. Através desses acontecimentos as nossas máculas são resgatadas. Portanto, as pessoas que nos atormentam e nos fazem sofrer estão nos ajudando a eliminá-las, estão realizando a atividade de purificação. Se chegarmos a entender esse ponto, passaremos a sentir gratidão.

Outro dia, assim que terminou uma audiência no Tribunal de Justiça, foram ouvidas as impressões dos réus. Segundo um deles, as investigações foram feitas pelas pessoas de forma equivocada, e o juiz e o promotor eram insolentes. Insatisfeito, ele disse tudo aquilo que havia deixado de falar até então. Eu, entretanto, disse que estava agradecido, pois graças ao promotor pude aprimorar muito, e com isso a Igreja também se tornou sólida. Mas não falei para agradar. Como eu disse há pouco, quando pensamos de forma “Daijo”, procedemos assim, isto é, podemos agradecer profundamente. O nosso pensamento deve basear-se nesse ponto. Nessa forma de pensar está o valor, ou melhor, a essência da Fé.

Colectânea de Ensinamentos vol. 15 – (06/10/52)

O Pão Nosso de Cada Dia, pág. 423

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