Meishu-Sama ceava ás vinte e duas horas e trinta. Era uma refeição leve: comia um sanduiche, uma fruta ou macarrão. Sempre ouvindo rádio. Terminado o noticiário, todos os servidores iam levar-lhe suas saudações noturnas e agradecer-lhe pela proteção recebida durante o dia. Terminava, assim, mais um dia de trabalho dos servidores. Depois, mesmo que surgisse alguma tarefa, era o próprio Meishu-Sama que a executava. Ele jamais os chamava novamente, exceto aqueles que tinham tarefas especiais.
Certo dia, mais ou menos à meia noite, Meishu-Sama quis tomar uma soda. Um servidor, que ainda estava trabalhando, disse-lhe que ia chamar uma das senhoras. Meishu-Sama respondeu: “Não é necessário. Acho que já estão dormindo. Deixe que vá buscar. Está lá na geladeira”. E ele próprio foi buscá-la. Por outro lado, se encontrasse a geladeira com a porta aberta ou desarrumada por dentro, no dia seguinte chamava o responsável e o repreendia. Meishu-Sama era ao mesmo tempo amável e muito severo.
Após a saudação noturna, ele recebia das mãos do secretário os relatórios referentes aos diversos setores da igreja. De acordo com o movimento diário, transmitia as orientações adequadas. No que concerne à difusão, Meishu-Sama observava as condições para expansão da igreja não só no Japão como também no exterior estando sempre atento às purificações ocorrido no mundo e aos resultados do johrei ministrado pelo fiel. Recebia também relatórios diários sobre o número de visitantes do Museu de Belas Artes, divididas em fiéis e não-fiéis. Baseado nesses relatórios é que Meishu-Sama dava suas orientações. Pesquisou também, com raro interesse, sobre Agricultura Natural, procurando saber da situação daqueles que a divulgaram e as influências do clima da chuva, dos ventos, da temperatura etc. Sobre as culturas.
Sandai Sama
Reminiscências Sobre Meishu-Sama vol. 1