Nelito Sebastião Soares

Chamo-me Nelito Sebastião Soares, tenho 32 anos de idade, resido no Bairro Kipata e dedico como Vice-Responsável do Johrei Center de N’Dalatando. Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola no ano 2000, por intermédio de Joana Eufrásia, membro desta Igreja. Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram doenças, conflitos e pobreza.

Quanto à doença, existia um carma de purificação de doença mental, tanto dentro de minha linhagem paterna como materna, que começou pelos meus bisavôs, avôs, meu pai e eu próprio. Meu pai sofreu com esta doença durante nove anos. Foi uma fase bastante difícil, pois ele nos perseguia diariamente com catana e com uma caçadeira para nos matar. Como tínhamos nos refugiado em uma casa de capim, um certo dia descobriu que estávamos lá e incendiou a casa. Desesperados, conseguimos fugir. Nessa fase, minha mãe, eu e meus irmãos perdemos o afecto, carinho e amor pelo nosso pai por causa do que nos fazia passar. Depois de nove anos, meu pai faleceu e minha mãe passou a sofrer de insónias, apertos durante a noite e tensão alta. Ao mesmo tempo, no seio familiar vivíamos com muitos conflitos, criando uma grande divisão entre irmãos, tios, sobrinhos, sogros, netos, avós e cunhados. Também sofríamos com muita pobreza, e apesar de minha mãe trabalhar, não tínhamos casa própria e o seu salário servia apenas para resolver certos problemas da família.

Embora sendo crentes de uma determinada religião, vivemos esse quadro de sofrimento durante muitos anos, procurando soluções em quimbandas. Minha mãe, cansada de tanto sofrimento, pediu-me que eu procurasse uma Igreja, mas que fosse calma e não fizesse barulho.

Com o passar do tempo, eu via sempre uma das minhas colegas do serviço levantar as mãos e ministrar Johrei em silêncio, durante os 30 minutos reservados para o almoço. Como todos os colegas que recebiam Johrei ficavam bons, interessei-me em saber o que ela praticava, ao que ela me levou a conhecer sobre a Igreja Messiânica. Confesso que algumas vezes eu vinha para a Igreja e não entrava, só espreitava se faziam barulho ou não, devido à recomendação de minha mãe. Quando constatei que esta Igreja é calma, comuniquei à minha mãe que já tinha encontrado a Igreja que ela estava à procura.

Levei-a até a Igreja, mas eu não entrei. Porém, ela gostou e tornou-se frequentadora. Com o recebimento do Johrei e outras práticas básicas, o problema de tensão alta, apertos durante o período nocturno e insónias passaram. Com essas mudanças, ela se tornou membro e voltou feliz para casa com um fio branco no pescoço e um envelope na mão, e disse-nos que tinha sido baptizada, ao que me convidou para que eu recebesse Johrei. Dessa forma, recebi o meu primeiro Johrei. Esse Johrei me transformou, pois fiquei contagiado por uma alegria imensurável. Mesmo sem entender, chamei meus irmãos para que fizéssemos uma grande festa. Estes também convidaram todos os familiares, e em um abrir e fechar de olhos tudo apareceu, comida, bebida, bolo, criando assim um ambiente harmónico, pois naquele momento os conflitos no seio da família acabaram.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com o donativo de esforço máximo.

Após a outorga da minha mãe, purifiquei durante um ano com doença mental. Nessa trajetória, fomos em vários hospitais psiquiátricos e clínicas de renome, mas não tive solução. A doença era grave, porque eu batia nas pessoas no mercado e na rua, andava nu, partia vidros de carros e desaparecia pelas matas. Com isso, surgiu o sussurro entre as pessoas de fora, familiares, colegas de serviço e irmãos da minha antiga Igreja, de que eu tinha recebido feitiço para subir de categoria. Perante esse quadro, a família decidiu me levar nos quimbandeiros que me tratavam com gindungo e maruvo nos olhos e na boca, me acorrentavam, batiam e me faziam tratamentos nos cemitérios. Como não conseguiam resolver o meu problema, os quimbandeiros também afirmavam que eu tivera recebido feitiço, então cavaram um buraco no quintal da minha mãe para me enterrarem vivo.

Minha mãe, vendo todo aquele sofrimento, decidiu mais uma vez confiar em Meishu-Sama. Foi para a Igreja, fez uma reflexação profunda e foi orientada a materializar o donativo de esforço máximo. Pensou em desfazer-se da cama e do colchão, baixou os preços até 50 Kwanzas, mas ninguém queria comprar, porque era o meu pai que havia comprado tanto a cama como o colchão. Desesperada, sentou-se, teve um ligeiro sono, e foi então que ela viu um antepassado que lhe perguntou: “Branca, não queres me vender a tua botija?”. Acordou e logo percebeu que tinha de vender algo que ela tinha conseguido com seu esforço. Então, vendeu a botija e materializou o donativo de esforço máximo.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, imediatamente recuperei a consciência, comecei a reconhecer as pessoas e percebi que estava sem tomar banho há bastante tempo, meu cabelo estava muito comprido e os pés estavam cheios de bitacanhas (provenientes de pulgas de porcos). Eu habitava uma casa sem portas nem janelas, e tinha esposa e um filho. Voltei ao convívio familiar e tornei-me frequentador da Igreja Messiânica, e 15 dias depois fiquei completamente curado.

Para retribuir o milagre, tornei-me membro para servir melhor na Obra Divina. Inicialmente, passei a dedicar no plantão da Unidade, e depois fui orientado a abrir um Núcleo de Johrei no meu bairro na Kipata, onde tive a permissão de formar 64 membros. Posteriormente, passei a dedicar como Encarregado Terra no Johrei Center, e depois como Encarregado do Johrei Center. Durante nove meses dediquei como Responsável do Núcleo de Johrei do Lucala, e actualmente dedico como Vice-Responsável do Johrei Center de N’Dalatando.

Minha mãe saiu da doença e encaminhou a maior parte da família. Hoje há em nossa família 22 membros, e dessa forma os conflitos acabaram. Minha mãe voltou a trabalhar, comprou uma casa onde vive actualmente e construiu mais três casas.

Eu voltei a receber os meus salários e dedico diariamente para o Messias Meishu-Sama em tempo integral. Ofereceram-me uma casa e um terreno, onde já construí uma casa e vivo em harmonia com a família.

Há 12 anos não estudava, e ganhei novamente essa permissão. Fui considerado o melhor aluno do complexo escolar Comandante Benedito, e este ano terminarei o Ensino Médio no curso de Ciências Humanas.

Também faço parte do grupo Ecuménico, onde represento a Igreja Messiânica.

Com esses resultados, aprendi que Meishu-Sama é o Messias esperado pela humanidade, que salva e aperfeiçoa os homens e os habilita para o cumprimento da sua Missão. Aprendi também que a purificação é um processo que nos permite renascer, tornando-nos verdadeiros filhos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama.

Meu compromisso é de me esforçar para retornar ao nosso paraíso interior junto com todas as pessoas que estão ligadas comigo, e procurar renascer como filho do Supremo Deus. Quero levar o conhecimento da Divindade de Meishu-Sama aos pastores de outras religiões, e participar da formação do elemento humano, outorgando um novo membro por mês. Comprometo-me também em participar da construção do Solo Sagrado da África.

Pela permissão do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, tenho horta-caseira, pratico dízimo, donativo de construção, dedico no Pólo-Agrícola, assisto aos cultos, cuido de 10 casas dos encarregados de Johrei Center, 10 casas dos Encarregados de Redes da Salvação, 3 casas de frequentadores, e já encaminhei 220 pessoas à Igreja, das quais 185 são Membros. Já materializei o meu donativo a Kannon, e três Encarregados de Redes da Salvação fizeram o mesmo.

Agradeço a Deus, a Meishu-Sama e aos meus Antepassados por me mostrarem esse caminho da salvação, sem esquecer a irmã Joana Eufrásia, por ser utilizada como instrumento de Deus e Meishu-Sama para o meu encaminhamento.

Os meus sinceros agradecimentos aos Ministros, responsáveis, missionários, membros e a todos os frequentadores da Igreja Messiânica Mundial que directa ou indirectamente me têm dado bastante apoio espiritual.

N’Dalatando, 07 de Junho de 2014.

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