Emília Nacolembe José – JC Cunje/Bié – Angola

Chamo-me Emília Nacolembe José, tenho 34 anos de idade, resido na comuna do Cunje, bairro da Catala. Sou membro e dedico assistente do grupo terra e auxiliar no sector do Sanguetsu.

Conheci a Igreja Messiânica no ano de 2017 por intermédio do irmão Eusébio membro da Igreja. Os motivos que tiveram na base do meu encaminhamento foram conflitos conjugais.

Quanto aos conflitos, eu não me entendia com meu companheiro, brigávamos o tempo todo. Vale realçar que ele já era membro da igreja e encaminhou-me com objectivo de vencermos esses conflitos.

Na Igreja fui recebida pelo plantonista que após ouvir-me com atenção, orientou o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Manter a flor de luz em casa;
  • Participar dos cultos;
  • Dedicar na nave e no banheiro;
  • Encaminhar pessoas na porta da unidade.

Não tive dificuldade em cumprir com orientações e passado um mês os conflitos deixaram de ser assunto e não só, como também ouve grande mudança na minha pessoa. Era alguém que se irritava por qualquer coisa e quando estivesse nesse estado, a tendência era já de lutar. Por essa razão também era mau vista no seio familiar e tudo de errado que acontecia me viam a como culpada. Graça a Deus e a Meishu-Sama hoje tenho o respeito e admiração por parte da família, agora Sou muito querida pelos tios e como prova disso tive a permissão de encaminhar 20 pessoas da família entre irmãos, tios e cunhados que já estão a frequentar a nossa igreja. Para agradecer essas mudanças tornei-me membro para da melhor forma servir a obra divina levando a luz do Messias para as pessoas que se encontram em sofrimento.

A experiência de fé que passo a relatar para os irmãos está relacionada com as pequenas práticas de amor altruístas e o assentamento das linhagens através do Sorei-Saishi.

Durante dois (2) anos, eu sofria em virtude de dívidas e a medida que o tempo passava os juros aumentavam e com isso me sentia cada vez mais perturbada, uma angústia extrema que não me permitia dormir. A pessoa com quem tinha a dívida começou a fazer várias ameaças e muita chantagem. Como não trabalhava e nem negócio estava a fazer, me via cada vez mais distante da possibilidade de saldar a dívida.

Irmãos, confesso que diante desse estado de extrema angústia, vontade de me suicidar não me faltou. Foi então que marquei uma entrevista com o responsável da unidade, que por sua vez, após ter mergulhado na dor que estava a sentir orientou-me da seguinte maneira: passar a encaminhar 10 pessoas e oferecer 10 flores diariamente, cuidar de casa, ministrar bastante Johrei, praticar os donativos e assentar as linhagens.

Passei a cumprir rigorosamente com as orientações e passado uma semana pensei em retirar alguns de meus pertences entre roupas, cobertas e outros utensílios para levar no quimbo e fazer troca a fim de arrecadar valores. Posta lá não me limitei nas atividades comerciais, passei a distribuir flores e ministrar Johrei naquele povo. Como estava na companhia de mais uma missionária tivemos a permissão de chegar até a casa do soba onde constatamos que sua esposa parecia estar a sofrer de perturbações mentais. Na verdade, ela fazia o consumo excessivo de bebidas alcoólica e não se importava mais com a higiene pessoal. Sendo assim passamos a ministrar Johrei e em poucos dias teve mudanças significativas: começou a se organizar, deixou de andar suja e para a surpresa de todos deixou de beber. O soba e a sua família ficaram muito felizes e pediram para que a igreja chegasse também naquela aldeia para continuarem a receber este acto sagrado denominado Johrei.

De regresso ao Cuito, realço que o valor conseguido nem correspondeu um terço do valor que precisava para saldar a dívida. Posta na unidade, o responsável orientou que do valor obtido materializasse para o assentamento das linhagens, e assim o fiz. Desta feita fui chamada pelos meus irmãos que ao me receber disse: eu sei que estás a sofrer por causa da dívida que tens, então aqui está o valor para te libertares dela. Irmãos quando fui contar, era exatamente a quantia que tinha em dívida. Senti como se tivessem tirado uma corda que estava amarrada no meu pescoço.

Mas as graças não pararam por aí, um outro irmão que a muito não falávamos por causa de alguns conflitos que tivemos no passado, veio até mim pedir perdão, dizendo que como irmãos não podemos permanecer nessa situação, e que precisamos enterrar o passado. Daí fizemos as pazes e se responsabilizou em me arranjar um emprego.

Graças a Deus e Meishu-Sama, hoje já comecei a trabalhar como funcionária na administração municipal de Catabola. Para agradecer essas mudanças materializei um donativo.

Com esta experiência que quando seguimos com obediência as orientações passadas pelos nossos superiores as portas do sucesso se abrem e mais uma vez confirmei que o ensinamento fala que quem deseja ser feliz deve primeiramente tornar o seu semelhante feliz corresponde a pura verdade.

O meu compromisso é continuar a seguir as orientações dos nossos superiores e me empenhar de corpo e alma no sofrimento de outras pessoas participando assim na campanha de formação do paraíso terrestre.

Por permissão de Deus e Meishu-Sama até ao momento encaminhei mais de 500 pessoas das quais 23 tornaram-se frequentadores. Tenho horta caseira, sou cadastrada, faço dízimo, donativo de construção e donativo diário. Cuido de 1 casa de frequentadores com um total de 5 pessoas.

Agradeço ao supremo Deus e Meishu-Sama, e aos meus antepassados pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação. Os meus agradecimentos são extensivos aos ministros e responsáveis membros e frequentadores que têm contribuído para o meu crescimento na fé, a minha gratidão.

Muito obrigada!

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