Mara Letice Marrengane Munguambe – JC Matola – Moçambique

O meu nome é Mara Letice Marrengane Munguambe. Faço parte desta família messiânica desde 05 de Março de 2005 e tornei-me membro em 23 de Dezembro do mesmo ano. Actualmente, dedico na liturgia como coordenadora da área da Matola, responsável de um dos grupos da liturgia da sede central e vice-responsável do Sorei-Saishi em Moçambique.

A doença, os conflitos conjugais, a falta de paz espiritual aliada à depressão, foram o veículo usado pelo mundo espiritual para o meu encaminhamento, na pessoa da minha colega de trabalho e amiga, na altura frequentadora da Igreja.

Durante este período que professo a religião messiânica, já vivenciei e partilhei com os irmãos inúmeras experiências de fé relacionadas com: o Johrei, a flor de luz, a agricultura natural, a peregrinação ao solo sagrado, a gratidão, a assistência religiosa e cumprimento das práticas da fé.

Passo agora a partilhar algumas experiências que estão relacionadas com a gratidão e com o alinhamento do Sonen.

No dia 13 de Junho do ano passado, durante o exercício das minhas actividades no meu local de trabalho, a minha viatura sofreu um grave acidente. De realçar, que a mesma se encontrava estacionada e aparentemente longe do alcance de qualquer perigo.

Por volta das 12 horas, eis que ouvi um forte estrondo. Segundos depois, os colegas que se encontravam próximo do local, solicitaram a minha presença. Isso foi após terem verificado que uma das viaturas do acidente, por sinal a segunda mais grave, era minha.

Quando ali cheguei, não quis acreditar no que estava vendo. Várias perguntas me ocorreram, tais como:

“Por quê logo a minha viatura que se encontrava longe da estrada e estacionada?”, “Por quê Meishu-Sama deixou que isso acontecesse?”, “Afinal, não dedico para ganhar a proteção Divina?”

Nessa hora, não me lembrei de agradecer e muito menos de encaminhar aquela situação. Apenas estava a lamuriar, embora de uma forma serena.

Chegadas as autoridades competentes, iniciava uma longa caminhada entre idas e vindas à esquadra policial. Em dado momento, já era o causador do acidente que havia cancelado os seus contactos, tornando-se desta forma impossível a sua localização.

Em  uma das idas à esquadra, o auto foi dado como desaparecido e as autoridades diziam que eu devia desistir desse processo porque o senhor havia entrado em contacto com gente grande do comando, no sentido de anular o assunto e ser isento de qualquer responsabilidade. Depois de várias insistências, o mesmo aparece com os dados completamente adulterados, isto é: meu nome errado, a matrícula da viatura errada e com alguma informação em falta.

Foi em meio a esta turbulência e desespero que lembrei-me de comunicar aos meus superiores o sucedido, onde orientaram-me a entender que aquela era uma purificação e que deveria encaminhá-la ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama e manter a minha gratidão profunda e constante.

Confesso que não foi nada fácil, pois na minha pequena percepção, a razão estava toda do meu lado.

Passados alguns dias, eis que recebo um telefonema do chefe das operações da polícia da mesma esquadra, solicitando a minha presença. Espantosamente, quando lá cheguei, o processo havia sido corrigido e em simultâneo recebi o número do auto, onde devia ir à seguradora da pessoa que havia causado o acidente para tratar da reparação da minha viatura e que este colocava-se à disposição para colaborar em caso de qualquer necessidade.

Naquele instante, parecia estar a acordar de um sono profundo.

Dia seguinte, iniciava uma nova etapa das idas à empresa seguradora, onde foi feito o levantamento dos danos causados para a consequente reparação.

Devo realçar que depois de ter submetido a viatura à oficina para a reparação dos danos, mostrei-me cética e duvidosa. Mas, como já havia aprendido a lição, lembrei-me da orientação e de imediato agradeci e encaminhei aquele sentimento.

Como tudo o que Deus faz é bom, fui maravilhosamente surpreendida no dia do levantamento da mesma, onde o dono da oficina dizia: “Dona Mara, embora a seguradora não tenha submetido ainda a folha de trabalho da sua viatura, depois de proceder a reparação, unilateralmente, achei melhor pintar todo o seu carro para dar um aspecto mais agradável. Não sei se vai gostar! ”

Fiquei muito surpresa e ao mesmo tempo envergonhada de tanta lamúria que tive quando ocorreu o acidente! Naquele momento, entendi o verdadeiro sentido e o valor da gratidão e do encaminhamento de tudo que nos ocorre.

A segunda experiência está relacionada com o alinhamento do Sonen. Numa quarta-feira, dia da prece de elevação aos nossos ancestrais e antepassados, cheguei na igreja e fiquei feliz ao constatar que o responsável do Johrei Center já estava lá . Tinha alguns aspectos relacionados com a liturgia para pôr em dia.

Assim, tivemos uma conversa longa entre o responsável, o vice responsável e eu, relacionada com a reabilitação da liturgia do Johrei Center. Terminada a conversa, participei da marcha de Johrei como preparação para o culto.

Enquanto decorria a marcha, fui pensando: ” Ao invés de fazer o dízimo este mês, vou usar o mesmo valor para a reabilitação da liturgia!” Na minha percepção, dizia: ” Esse valor não é para meu uso pessoal, mas sim para as benfeitorias da igreja, por isso não há nenhum problema. Tudo é para Deus!”

Não passaram dez minutos, comecei a sentir um mal-estar muito forte entre calafrios e um peso enorme que ia desde o pescoço até a coluna. Esta situação persistiu durante o culto todo.

No final do mesmo, procurei o responsável para comunicar a minha decisão egoísta. Ele ouviu-me e de seguida riu-se na minha cara, onde prontamente orientou-me dizendo: ” Olha, os seus antepassados são muito exigentes e não deves agir dessa forma. Vamos já ao altar, orar a Deus e ao Messias Meishu-Sama e pedir perdão aos seus ancestrais e antepassados pela sua postura incorreta.”

Logo após o término da oração, senti um alívio e o mal-estar desapareceu! Assim, entendi que afinal eles vivem mesmo dentro de nós e pude perceber o erro que ia cometer.

De referir que logo no dia seguinte, pude materializar o meu dízimo com a ministra pouco antes do aprimoramento com a rede de salvação.

Os aprendizados que tirei dessas experiências são:

  1. Na pequenina percepção do homem, não se deve projectar o plano divinal. Logo, não devemos negligenciar as orientações que recebemos de nossos superiores: agradecer em qualquer circunstância, mesmo que a gente não entenda!
  2. Que realmente devemos alinhar o nosso sonen cuidando dos nossos antepassados, materializando o nosso dízimo, e que uma actividade não pode anular a outra, isto é, não devemos realizar uma vontade em detrimento de uma orientação.
  3. Que realmente nossos antepassados vivem dentro de nós e consequentemente o nosso pensamento e atitudes influenciam o seu mundo e que de facto, o espírito precede a matéria.

O que mudou em mim é consciência e a maturidade que vou ganhando ao longo da minha caminhada. Tento buscar, constantemente a orientação aos meus superiores e não só em toda a dedicação que recebo e pratico. Que devo praticá-la com entrega, com Sonen alinhado e desapegar dos problemas entregando tudo nas mãos do Supremo Deus sem me preocupar com os resultados. Embora seja ainda difícil.

Quero por esta via, reafirmar o meu compromisso em continuar a trilhar este caminho maravilhoso, dedicando e procurando sempre buscar orientação para cumprir a minha missão, me empenhando na construção de um mundo melhor levando a corda da salvação, amando, cuidando e orientando todos aqueles com quem tenho compromisso e afinidade, mesmo reconhecendo que tenho mais defeitos que virtudes.

Aos ministros, responsáveis, missionários, membros, fiéis e simpatizantes da nossa igreja, a todos que me suportam, vai o meu profundo reconhecimento por todos ensinamentos, orientações e cuidados que têm dispensado à minha pessoa. Não encontro palavras que expressem a minha mais sincera, humilde e profunda gratidão.

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