Augusta Maria Fonseca – NJ Soyo – Angola

O meu nome Augusta Maria Fonseca, sou frequentadora e conheci a Igreja Messiânica em fevereiro de 2020, por intermédio de uma missionária desta Igreja. Isso aconteceu depois da visita da sociedade de senhoras, no lançamento da pedra fundamental para a construção do futuro Johrei Center do Soyo.

O motivo que me levou a conhecer a Igreja Messiânica, foi o conflito que vivia no lar.

Eu e meu esposo vivíamos em brigas constantes, dia e noite. Estávamos sempre a discutir e muitas vezes, sem qualquer motivo que o justificasse. Sempre que isso acontecia, ele colocava minhas coisas fora de casa. Essa situação durou quase um ano. O meu marido se relacionava com várias mulheres, bebia muito e trazia mulheres e amigos dentro do nosso quintal alegando que iam treinar no ginásio. Usava seu dinheiro para esse grupo se alimentar e beber, mas esquecia-se que tinha casa, mulher e filhos para apoiar e sustentar. Com esse propósito de querer me ver fora de casa, enquanto eu estivesse fora do quintal, ele trancava o portão para que não voltasse a entrar. Foram várias as tentativas feitas por mim e outras pessoas conhecidas para que ele abrisse o mesmo. Mentia que não estava em casa e nem atendia o telefone, mesmo lhe mentindo que estava grávida e precisava de dinheiro para fazer aborto.

Aborrecida com esta situação, um dia depois de mais uma discussão, decidi sair de casa. Tirei todos os meus pertences e regressei para a casa dos meus pais. Entretanto, naquele período de separação, ele ganhou a permissão de ser encaminhado à Igreja por um grupo da sociedade das senhoras da Igreja para o lançamento da pedra fundamental para construção do futuro Johrei Center do Soyo e já estava a frequentar. Certo dia, enquanto passava em frente à unidade religiosa, apareceu a irmã Patrícia convidando-me para que fôssemos à Igreja fazer uma oração.

Como somos vizinhos da Igreja, aceitei e deixei as minhas coisas no portão de casa e fomos juntas. Ao chegar lá, encontramos dois irmãos. Um estava a distribuir flores no portão e a outra dentro da nave nos acompanhou   na oração.

Lembro-me de ter entrado na Igreja por volta das 12h:00. Após a oração, comecei a receber Johrei. No princípio, achei tudo muito estranho, até mesmo a oração. Tempos depois comecei a sentir uma paz interior. Não tardou, comecei a chorar e senti vontade de explicar tudo que vinha acontecendo na minha vida e o desespero que me assolava.

Ouviram-me atentamente e de forma serena, orientaram-me as práticas básicas da fé Messiânica. Naquele exato momento, senti-me muito leve. O ódio e a raiva que sentia desapareceram.

Quando dei por mim, estava sem vontade de sair da Igreja e fiquei a receber Johrei até a hora do encerramento. Deram-me a flor de luz e fui para casa. Ao chegar, como o portão continuava trancado, fiquei na parte de fora até as 18h30m. Para a minha surpresa, as crianças se aperceberam da minha presença, deram a conhecer ao meu marido e ele ordenou-lhes que abrissem o portão para que eu entrasse. De seguida, pediu-me para que colocasse os meus pertences dentro de casa. Cansada, sentei e adormeci.

Depois, Comecei a achar tudo muito estranho, pois ele fez o jantar e posteriormente chamou-me para que jantássemos. Lavamos a louça juntos. Sentamos, conversamos e ficamos os dois surpreendidos com a mudança que estávamos a vivenciar em nós naquele instante.

No dia seguinte, a irmã Patrícia acompanhada do seu esposo e mais um irmão, chamaram-me para que fosse a Igreja participar da oração. Obedeci e de seguida disseram-me que iriam na minha casa para fazerem a oração, vivência de flor e ministração de Johrei na família. Já que o marido se encontrava em casa, ganhei a permissão de receber essa visita com a presença de toda a família.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada com a força do Johrei e das dedicações

Uma semana após a vivência de flor no meu lar, o nosso orientador apareceu em casa e fez a abertura da horta caseira com seis canteiros. Confesso que foi uma experiência muito maravilhosa. Para além de alimentos naturais, semeamos também flores que já brotaram e estão a crescer de forma saudável. A vontade de retribuir as graças recebidas era tão forte, pelo que mesmo estando em período de quarentena acordava cedo para manter a limpeza da unidade e trocar as flores na Nave. Como somos vizinhos da unidade religiosa, meu esposo e filhos se envolveram também nessas dedicações e passamos a cuidar da beleza da Igreja, sob orientação do nosso orientador que de vez enquanto nos fazia visita e ministrava-nos Johrei. Com estas dedicações, os milagres não se fizeram esperar:

1º – O nosso lar que estava à beira do colapso, cujo inferno era visível por toda a gente, hoje transformou-se num paraíso, também visível por todos.

2º- O meu esposo deixou de fazer uso de bebidas alcoólicas e deixou a vida que levava, respeitando o nosso lar como nunca antes havia acontecido! Demostra ser uma nova pessoa, preocupando-se com o bem-estar dos outros. Participa das dedicações e cuida da horta caseira.

3º -Despertamos para o consumo de produtos naturais, pelo que, da nossa horta já estamos a colher quiabo, rama de batata doce, flores e brevemente mamão.

Para além de estarmos a materializar a nossa gratidão através das dedicações, materializamos o donativo de gratidão pelas graças recebidas.

Com esta experiência de fé, aprendi que Meishu-Sama é o Messias esperado pela humanidade.

O meu compromisso é de tornar-me membro para melhor servir na obra Divina, de forma a retribuir o mesmo que fizeram por mim. Já encaminhei os meus 2 filhos.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados, pela permissão que me concederam em conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Muito obrigada!

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